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“Vou despachar de dentro dos ramais”, avisa Thiago Caetano, o homem das obras do governo
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7 anos atrásem
O homem que vai comandar as obras do governo Gladson Cameli (Progressistas) já está com pouco tempo até para falar com a imprensa. As entrevistas precisam ser rápidas em decorrência do início do ronco dos motores das máquinas pesadas, por causa da chegada definitiva do verão. Ele é o engenheiro civil Thiago Caetano, um evangélico discreto que nas poucas horas de folga dedica seu tempo a fazer a “obra de Deus”, ajudando pessoas a se encontrar com o Senhor, por meio de missões e dos encontros da geração Luz, movimento da Igreja Batista do Bosque. Está sob a responsabilidade dele um dos projetos mais pontuais do novo governo, o das obras. Ele disse ao Blog do Evandro Cordeiro que nessa fase inicial vai praticamente morar na zona rural, por onde os trabalhos vão começar. “Vou despachar muitas vezes dos ramais”, diz. Veja o que ele disse mais ao Blog:
Blog – As ignições das máquinas já estão sendo acionadas para o início das obras?
Thiago Caetano – Já ligamos. Nós já conseguimos entrar na AC-40, numa operação bem pesada, mais especialmente ai do Parque Chico Mendes em direção a Senador Guiomard, temos intervenções também na via Chico Mendes e estamos nos preparando para a grande operação dos ramais. Na sexta-feira estivemos reunidos com as entidades ligadas ao homem do campo e depois de ouvir eles decidimos que vamos iniciar com cinco patrulhas em Rio Branco, três delas na Transacreana, onde concentra a maior parte da zona rural de Rio Branco, uma no primeiro distrito e outra no segundo distrito. Isso nesse primeiro momento. A gente explicou para eles toda a dificuldade que o governo vinha passando, toda a força tarefa que tivemos que fazer para salvar aquela emenda dos ramais, todo o esforço do Deracre para recuperar as suas máquinas, para poder ter contrato para trabalhar tanto de aluguel de equipamentos como de combustível também. Só que isso demanda tempo. Mais enquanto não se resolve tudo isso o governo vai nos dar o suporte para que a gente inicie esse ataque.
Blog – O que o senhor ouviu nessa reunião com as entidades ligadas ao homem do campo e ao agronegócio?
Thiago Caetano – A gente escutou muita reclamação, reivindicação. A sensação que nos passa é que realmente a área rural há muitos anos está abandonada. Problemas de pontes, de atoleiros, e com isso muitas pessoas deixaram de produzir. Maioria deixou a agricultura exatamente por causa das vias de acesso. Nós podemos conversar muito, explanar nossas estratégias de curto, médio e longo prazo.
Blog – O que poderá ser a grande novidade para a zona rural nos próximos anos?
Thiago Caetano – O Estado como indutor do desenvolvimento tem que vir entrando com as intervenções mais pesadas de estruturação e pavimentação dos ramais. Se a gente conseguir colocar metas claras de pavimentar cem, duzentos, trezentos, enfim, o que for possível com os recursos disponíveis para ao longo dos anos a gente conseguir pavimentar os ramais mais produtivos e com isso ampliar a produção, é preciso ter esse nível de planejamento adequado. A gente sabe que os municípios tem problemas, mas estamos fazendo uma parceria com eles também para que o Estado entre com um aporte financeiro para comprar combustível e eles entram com o maquinário. Esse parceria vai aumentando a cada ano.
Blog – Qual a maior reclamação dos representantes dos movimentos ligados ao campo?
Thiago Caetano – a grande reclamação deles é que o poder público de maneira geral é muito distante deles. Eles ficaram impressionados pelo fato de nós termos convocado eles para a gente discutir como atacar a zona rural. Eu combinei que vou tirar um dia por semana, vou criar um gabinete intinerante e vou estar despachando de dentro dos ramais. A gente vai buscar criar esse gabinete lá dentro da zona rural para estar conhecendo de perto a realidade e para garantir a qualidade dos serviços.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.