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O Líbano elegerá um novo presidente após dois anos de vacância? – DW – 01/09/2025

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Líbano não tem um presidente de verdade há mais de dois anos, mas isso pode mudar esta semana.

Na quinta-feira, os legisladores farão a 13ª tentativa de eleger um novo presidente. De acordo com a constituição libanesa, o poder do estado cabe ao primeiro-ministro e ao Gabinete. O governo de transição liderado pelo Primeiro-Ministro Najib Mikati, no entanto, tem poderes limitados e não tem sido capaz de superar os problemas políticos e económicos do Líbano.

As perspectivas de uma eleição bem-sucedida existem agora, em parte, devido a uma o acordo de cessar-fogo que Israel e o Hezbollah assinaram no final de Novembro, após várias semanas de combates no terreno e de ataques aéreos israelitas sobre o Líbano. Anteriormente, os opositores políticos libaneses tinham bloquearam os candidatos uns dos outros. Mas agora, são necessários um presidente e um executivo funcional para implementar de forma credível o acordo de cessar-fogo que expira no final de janeiro.

As eleições decorrem num contexto de múltiplas crises no Líbano. O país tem lutado com uma grave recessão económica há vários anos, os depósitos nos bancos estão congelados e o valor da libra libanesa despencou.

As consequências dos combates entre o Hezbollah e Israel também resultaram numa destruição considerável no Líbano, e as reparações terão de ser tratadas e pagas.

Mas a tarefa mais urgente por enquanto é consolidar o cessar-fogo. O governo do Líbano afirmou que cerca de 1,3 milhões de pessoas foram deslocadas internamente devido ao conflito e é importante que estas pessoas possam regressar a casa. O Líbano também está interessado em ver os muitos refugiados sírios que vivem no país voltar através da fronteira para suas casas.

Milhares de libaneses deslocados voltam para casa

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“A situação é dramática em muitos aspectos”, disse Michael Bauer, chefe do Beirute escritório da Fundação Konrad Adenauer. “É por isso que não será suficiente chegar a acordo sobre algum candidato de consenso (presidencial) cuja legitimidade se baseia em pouco mais do que um compromisso mínimo entre os partidos representados no parlamento. Em vez disso, será importante encontrar um presidente que incorpore de forma credível um novo começo”. .”

Negociações intensas para escolha de candidatos

O momento relativamente apertado antes das eleições colocou os partidos políticos libaneses sob enorme pressão. Foram necessárias intensas discussões prévias para apresentar candidatos com qualquer perspectiva real de sucesso. Isto ocorre porque o parlamento libanês está dividido em muitas facções de acordo com os numerosos grupos étnicos e religiosos que constituem a população heterogénea do Líbano.

O processo eleitoral deverá obedecer ao sistema confessional tradicional do país, que designa a forma como são preenchidos os cargos políticos mais importantes. Por exemplo, o presidente deve ser um cristão maronita, o primeiro-ministro um muçulmano sunita e o presidente do parlamento um muçulmano xiita.

Até agora, o candidato mais promissor nestas eleições é Joseph Aoun, um cristão maronita e comandante-chefe das forças armadas libanesas. Considera-se também que ele tem o apoio da oposição, principalmente devido a uma vontade aparentemente recente de compromisso por parte do Hezbollah.

O Comandante das Forças Armadas Libanesas, Joseph Aoun e o Chefe da Direção das Forças de Segurança Interna Libanesas, I.
O general Joseph Aoun serviu como comandante do exército libanês desde 2017Imagem: Hussam Shbaro/AA/aliança de imagens

Até recentemente Hezbolá – que é composta por uma ala militar e uma ala política e também está fortemente envolvida no bem-estar social – favoreceu Sleiman Frangieh para presidente, um aliado do agora deposto ditador sírio Bashar al-Assad. Mas agora o novo líder do Hezbollah, o clérigo Naim Kassem, indicou que o grupo também aceitaria um candidato diferente.

Esta mudança de atitude deve-se em parte aos recentes combates entre Israel e o Hezbollah, disse à DW o analista político libanês Ronnie Chatah. Durante os combates, o Hezbollah viu a sua influência política interna diminuir.

“A objeção do Hezbollah ao comandante e chefe do exército Joseph Aoun parece ter desaparecido”, disse Chatah, que também apresenta o podcast The Beirut Banyan. Isto significa que “o Hezbollah não pode, em grande parte, impedir a probabilidade de o comandante-chefe se tornar o próximo presidente do país”.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, chega ao sul do Líbano para inspecionar unidades do exército na linha de frente.
Najib Mikati (centro) atua como primeiro-ministro interino do Líbano desde o final de 2021Imagem: Gabinete do Primeiro Ministro Libanês/APA/ZUMA/aliança de imagens

Instituição militar mais confiável

O sucesso potencial de Aoun também pode ser explicado por ele liderar uma das únicas instituições libanesas – o exército – em que os habitantes locais ainda confiam, disse Bauer.

“Um ‘Presidente Joseph Aoun’ seria alguém que representaria uma força nova e positiva para muitos libaneses”, disse Bauer. “Ele provavelmente também teria o apoio necessário entre a população. Além disso, devido ao seu passado militar, ele seria capaz de enfrentar seriamente as tarefas de segurança que estão surgindo. Isto também provavelmente terá levado muitos partidos a votarem recentemente em Aoun como candidato.”

Qualquer que seja o resultado desta eleição, a questão mais crítica é que o Líbano consiga um novo presidente, disse Chatah. Em vez do actual governo transitório e algo impotente, o Líbano precisa de um governo eleito e legitimado pelos eleitores, bem como de um novo primeiro-ministro e de um novo parlamento.

“Todos estes são pré-requisitos para o Líbano funcionar como um Estado”, disse Chatah. “Agora, pela primeira vez em dois anos, existe a possibilidade de um presidente ser eleito. Esse é um primeiro passo positivo.”

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.

Quão duradoura é a trégua de Israel com o Hezbollah do Líbano?

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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre

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A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.

LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS

1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR

Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.

Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.



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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.

Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.

“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”

O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”

Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”

Educação básica, pesquisa e projetos

Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”

O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.

A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”

Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.

Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.

 



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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.” 

Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.” 

Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”

Mudanças e gestão documental

Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.

“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.

A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.

Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.

 



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