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O mercado está otimista ou apenas cautelosamente menos pessimista? – 17/03/2025 – De Grão em Grão
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2 anos atrásem
Michael Viriato
Se você estiver em uma estrada sinuosa e, de repente, vir o tráfego fluindo melhor à frente, isso significa que todos os obstáculos desapareceram ou apenas que os motoristas ficaram um pouco mais confiantes? No mercado de renda fixa, estamos diante de um cenário parecido. As taxas de juros de títulos prefixados e referenciados ao IPCA começaram a cair, mas a movimentação entre eles não foi igual. Essa diferença tem muito a nos dizer sobre o que realmente está acontecendo nos investimentos.
Desde o final de fevereiro, os juros dos títulos prefixados caíram de forma mais acentuada. Em 28 de fevereiro, o Tesouro Prefixado 2032 era negociado a 15,25% ao ano. Nesta segunda-feira, essa taxa já estava em 14,61%, uma queda de 0,64 ponto percentual. Enquanto isso, o Tesouro IPCA+ 2035 caiu de 7,84% para 7,6% ao ano, uma redução de apenas 0,24 ponto percentual.
Se a tendência fosse de melhora generalizada nas taxas de juros, esperaríamos um movimento mais equilibrado entre os dois tipos de título. Mas o que aconteceu foi uma queda expressiva nos prefixados e um movimento bem mais tímido nos títulos atrelados à inflação. Isso nos leva à peça central dessa história: a inflação implícita.
A inflação implícita é a taxa que faz com que um título prefixado e um título atrelado ao IPCA de prazo semelhante sejam indiferentes para o investidor. Ela é calculada subtraindo a taxa real (dos títulos IPCA) da taxa nominal (dos prefixados). Se essa taxa cai, significa que o mercado está esperando uma inflação menor no futuro. Foi exatamente isso que ocorreu nas últimas semanas. Mas será que essa é uma boa notícia?
A queda da inflação implícita pode estar refletindo uma expectativa de crescimento menor na economia, o que tende a reduzir as pressões inflacionárias. Mas ao mesmo tempo, a taxa real caiu pouco, mostrando que os investidores ainda pedem um prêmio de risco elevado para emprestar dinheiro ao governo. Isso indica que a confiança não é total e que a precaução ainda domina parte do mercado.
Esse movimento pode ser interpretado de duas formas. Para quem acredita que o mercado está exagerando nos receios e que o cenário está melhorando, pode ser uma oportunidade de entrar em títulos IPCA+ de longo prazo antes que as taxas reais caiam mais. Mas se o mercado estiver certo ao manter os prêmios elevados, ainda há riscos que podem justificar uma postura mais cautelosa.
A renda fixa segue cheia de nuances. A queda dos juros prefixados pode dar a sensação de que tudo está melhor, mas o mercado ainda não comprou essa narrativa por completo. Se as taxas reais continuam altas, é porque a incerteza ainda está no caminho. O tráfego pode estar fluindo melhor, mas a estrada segue sinuosa. O seu próximo movimento depende do que você acredita estar logo à frente: um trecho mais seguro ou mais curvas fechadas.
Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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