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O meu amigo Joshua Wong está entre os presos em Hong Kong – o Reino Unido deve defender estes presos políticos | Nathan Lei
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2 anos atrásem
Nathan Law
J.oshua Wong, um dos mais conhecidos ativistas pró-democracia de Hong Kong, foi condenado a quatro anos e oito meses na prisão na terça-feira. Ele recebeu uma sentença de um terço reduzida para esse período ao se declarar culpado. Mesmo assim, juntamente com outras acusações que enfrentou pela sua participação pacífica nos protestos democráticos de 2019, ficará preso pelo menos até 2027.
Passei meus anos de formação com Wong. Éramos ambos líderes estudantis no Movimento Guarda-Chuva de 2014 e co-fundamos o agora dissolvido partido político liderado por jovens Demosistō em 2016. Ele deu tudo o que tinha para me apoiar na minha tentativa de me tornar o legislador mais jovem em Hong Kong no mesmo ano. Em 2020, saí da cidade; ele permanece. A dor da culpa do sobrevivente me atinge todas as noites.
Quando saí de Hong Kong, não imaginava que não teríamos a oportunidade de nos ver novamente durante quase uma década. Ninguém poderia ter pensado nisso.
Houve muitos outros condenados também. Benny Tai, um respeitado jurista de 60 anos, foi condenado a 10 anos de prisão por organizar as eleições primárias entre as facções pró-democracia para unificar os seus candidatos. Os arguidos exerceram o que é apenas uma prática mundana nos países democráticos – escolher os melhores candidatos para concorrer às eleições – mas são acusados de tentarem “subverter o poder do Estado”.
O tribunal superior, cujos juízes são escolhidos a dedo pelo governo de Hong Kong, reforçou a mensagem de que a República Popular da China (RPC) é sempre um estado de partido único controlado pelo Partido Comunista Chinês (PCC). Ousar desafiar o poder em exercício é um ato de traição.
Quando o tribunal se torna simplesmente um braço do sistema de encarceramento visando o descontentamento político, completa o “arquipélago carcerário”. Funciona assim: a polícia prende infundadamente os defensores da democracia e comete brutalidade sem responsabilização; o serviço correcional devasta os presos políticos com o uso excessivo e injusto de confinamento solitário e castigo físico quando forem detidos antes do julgamento. O tribunal não oferece uma saída, mas prende os réus no sistema durante anos, aplicando sentenças duras.
Testemunhar os órgãos governamentais supostamente imparciais endurecendo-se como parte de um regime repressivo é como ver a morte gradual da cidade. O veredicto do caso das eleições primárias reafirma que Hong Kong se tornou um Estado policial e não há caminho de volta até que a RPC adote uma ideologia política mais branda e aberta.
Num universo paralelo em que o Ocidente exerceu uma pressão significativa sobre o regime chinês para a liberalização há décadas, através da aplicação de práticas comerciais justas e da crescente pressão diplomática, talvez eu ainda estivesse em Hong Kong e Joshua Wong fosse um legislador que representasse o verdadeiro espírito dos Hong Kong. Benny Tai enterraria a cabeça na pesquisa sobre direito constitucional em uma universidade importante, e muitos outros réus voltariam para casa à noite para dar um beijo de boa noite em seus entes queridos.
A realidade é que os países democráticos, incluindo o Reino Unido, têm de fazer mais para instar Pequim a libertar os presos políticos e, a longo prazo, devem exercer pressão para mudar o sistema de ditadura de partido único em Hong Kong. A mão de ferro de Xi Jinping destruiu uma sociedade civil de Hong Kong com décadas de sólidas bases e representa uma enorme ameaça à segurança global. A sinalização do governo do Reino Unido tem de ser muito forte a partir de agora, e o braço oficial do regime de Hong Kong em Londres – o Gabinete Económico e Comercial de Hong Kong (HKETO) – tem de ser responsabilizado. As autoridades do Reino Unido deveriam esgotar todos os canais para pedir a libertação imediata dos presos políticos.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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