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O novo governador do Banco Central do Líbano é ‘Outro Riad Salameh’? | Notícias de negócios e economia
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Beirute, Líbano – O Conselho de Ministros do Líbano elegeu Karim Souaid como governador do Banco Central – um candidato apoiado pelo lobby do banco do país e um empresário que muitos dizem ser emblemático do mal -estar do Líbano está sofrendo.
Apenas em uma guerra brutal com Israel, o Líbano precisa urgentemente de reconstrução e recuperação. Desde 2019, o Líbano sofreu uma das piores crises econômicas da história moderna. Os serviços estaduais foram agredidos, incluindo o setor de eletricidade, deixando aqueles que podem pagar o custo para confiar em geradores privados.
O Banco Mundial estima que US $ 11 bilhões são necessários para o trabalho, e o próximo governador é crucial para desbloquear fundos do Fundo Monetário Internacional (FMI), que incentivará mais apoio da comunidade internacional.
Na quarta-feira, os relatórios da mídia libanesa marcaram o Souaid, o fundador da empresa de investimentos privados de Bahrein, Creschgate Partners, como pioneiro.
Fontes disseram à Al Jazeera que, embora o FMI não comentasse os candidatos, as políticas propostas de Souaid não correspondem às reformas necessárias.
‘Outro Salame Riad’
Dois acampamentos surgiram em resposta à candidatura de Souaid.
De um lado estavam os bancos, o lobby bancário, a maioria dos partidos tradicionais significativos – incluindo adversários ideológicos como o Hezbollah e as Forças Libanesas – e o presidente Joseph Aoun, cujo consultor econômico, Varouj Nerguizian, é membro do conselho da empresa de investimentos da Souaid.
Por outro lado, alguns ministros reformistas, deputados independentes, ONGs com mente reforma e céticos, incluindo o primeiro-ministro Nawaf Salam.
Depois que o Souaid foi votado, Salam fez um discurso admitindo que ele e outros ministros tiveram reservas sobre a nova nomeação.
“Qualquer governador deve cumprir a política financeira de nosso governo reformista, conforme expresso pela declaração ministerial (que inclui) um novo programa com o Fundo Monetário Internacional, os bancos de reestruturação e a elaboração de um plano completo de acordo com os melhores padrões internacionais para preservar os direitos dos depositantes”, disse Salam.
Souaid ainda não comentou qual seria seu plano para o banco central.
Mas aqueles que se opõem a souaid dizem que ele está muito próximo do poder e suas políticas favorecerem o lobby bancário. O filho do ex -primeiro -ministro Najib Mikati, Maher, também é membro do conselho da empresa de investimentos da Souaid.
“Eles estão tentando atrair outro Salameh da RIAD”, disse Mohammad Farida, consultor econômico da União de Depositantes, uma ONG que argumenta que os bancos e não os depositantes devem ser responsabilizados pela crise financeira de 2019.
Salameh é o ex -governador do Banco Central que foi preso em setembro por crimes financeiros no Líbano e é objeto de inúmeras investigações financeiras em cinco países europeus diferentes.
Todo ministro será ‘responsabilizado’
O Líbano está entrando no sexto ano de uma crise econômica devastadora e precisa mal de fundos de socorro do FMI, que expôs várias reformas que o Líbano precisa aplicar para receber esses fundos.
Uma batalha paralela pela prestação de contas por dezenas de bilhões em perdas econômicas está em um impasse há cinco anos como classe política, apoiada pelo lobby bancário, focada em analisar qualquer esforço para aprovar reformas que o FMI considera crítico para desbloquear US $ 3 bilhões em fundos de socorro.
A luta se resume essencialmente a quem deve assumir a responsabilidade pelo colapso econômico de 2019 e sofrer as perdas.
O lado pró-banker acredita que o estado é o principal responsável pelo colapso após a inadimplência dos Eurobonds. Para recuperar o dinheiro dos depositantes, dizem eles, o Estado deve pagar aos bancos de volta por ações como a venda de ativos estaduais. Esta é a lateral que apoia souaid.
Pensa -se que as idéias de Souaid para o Estado sejam descritas em um artigo de 2023, financiado por sua empresa de investimentos, que recomenda cortes de cabelo de até 90 %, o que cairia sobre os depositantes.
Os críticos dizem que isso permitiria que os banqueiros e os políticos que apoiaram e lucraram com eles para escapar da responsabilidade.
“Isso basicamente incentivaria -os a assumir o mesmo comportamento (que causou a crise econômica e bancária) com os mesmos riscos”, disse Walid Marrouch, professor de economia da Universidade Americana libanesa.
O lado pró-reforma, que inclui o sindicato dos depositantes, diz que as perdas no estado falirão e prejudicarão os cidadãos que não fizeram nada de errado, para que os bancos comerciais devem sofrer as perdas para pagar os depositantes.
Essas reformas atingiriam mais os proprietários dos bancos, forçando alguns bancos a mesclar ou fechar completamente.
Em uma entrevista coletiva de emergência convocada pela União dos Depositantes na quarta-feira para se opor à seleção de Souaid, Halime Kaakour, um dos 13 deputados libaneses eleitos em 2022 em um sentimento pós-revolução que exigirá reformas exigentes, declarou: “Responsaremos cada ministro.

O número de US $ 76 bilhões é uma estimativa, pois o número exato é desconhecido. Durante a crise, muitos depositantes retiraram seu dinheiro enquanto a lira libanesa estava despencando, enquanto alguns dos mais ricos do país moviam seu dinheiro para o exterior.
‘É uma máfia’
Em 2020, o governo de Hassan Diab propôs uma solução que os especialistas disseram à Al Jazeera teria atendido às especificações do FMI. Mas a solução foi descarrilada pelo impasse político e os depositantes sofreram.
Como os bancos trancados e os cidadãos não conseguiram retirar seu dinheiro, a taxa de câmbio desvalorizou mais de 95 %. Antes da crise, a lira ficou em 1.500 em dólar – hoje, US $ 1 é igual a 89.000 lira.
Com muitos dos ex -classe média do país empurrar na pobreza, alguns cidadãos foram forçados a Segure os bancos para retirar seu dinheiro.
Após a vasta destruição causada pela última guerra de Israel no Líbano, a necessidade de dinheiro de reconstrução é cada vez mais premente. À medida que essa pressão aumentava, o mesmo aconteceu com a batalha sobre quem lideraria o banco central do Líbano, pois esse número afetará profundamente a agenda econômica e bancária do Líbano nos próximos anos.
O lado dos bancos, que apóia Souaid, foi liderado por Antoun Sehnaoui, presidente do Conselho do Grupo SGBL.
Sehnaoui também financia meios de comunicação libaneses e acredita -se estar perto de muitos políticos. Acredita-se que ele apoie os soldados de Deus (Jnoud El-Rab), uma gangue de homens que citam as Escrituras Cristãs e ganharam notoriedade por visar a comunidade LGBTQ do Líbano com violência.
No período que antecedeu a votação do governador do Banco Central, a Media Outlets Megaphone e Daraj relataram que Sehnaoui havia apresentado ações contra eles.
A influência profundamente enraizada que banqueiros como Sehnaoui têm sobre o sistema libanês é em grande parte o motivo pelo qual o estado luta para servir seus cidadãos, dizem os críticos.
“É uma máfia e (os banqueiros) são os oligarcas”, disse a Fouad Debs, advogado e membro da União dos Depositores, à Al Jazeera.
Debs disse que a confirmação de Souaid foi um revés para uma solução justa para a crise econômica do Líbano e afetará profundamente os depositantes e o estado.

“A nomeação da Souaid é desastrosa”, disse ele, acrescentando que o estado provavelmente assumirá dezenas de bilhões de dólares em dívidas em vez dos bancos.
Críticos como Debs dizem, como muitos políticos são financiados por banqueiros ou são acionistas nos próprios bancos, eles tentam alinhar a política econômica do Líbano aos interesses dos bancos, mesmo que isso contradiz o interesse público.
Durante anos, os bancos se beneficiaram das leis de sigilo bancário que os reformistas e o FMI dizem que precisam mudar.
Os opositores do novo governador do Banco Central agora pressionam para tentar criar um plano de recuperação que acham justo para os depositantes, mas será uma batalha difícil após a nomeação de Souaid.
“Eles estão transformando o país em uma empresa privada para talvez alguns milhares de pessoas que literalmente terão controle sobre a maior parte da riqueza do país”, disse Debs.
“É muito perigoso e o país mudará completamente”.
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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