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o papel essencial da comunicação na gestão pública
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Vinicius Charife
Imagine tentar navegar em um barco sem bússola, sem mapas e sem uma tripulação que se comunique entre si. Caos, não é? A gestão pública sem uma comunicação eficiente funciona da mesma forma: as intenções podem ser as melhores, os projetos podem ser inovadores, mas se a informação não chegar corretamente às pessoas certas, no tempo certo, tudo pode se perder.
A comunicação na administração pública não pode ser vista como um mero detalhe ou um acessório para “embelezar” a gestão. Precisa estar no centro das decisões, ser pensada com estratégia e respeito, porque é por meio dela que a relação entre governo e sociedade se fortalece. Quando há clareza, confiança e diálogo aberto, políticas públicas deixam de ser apenas ideias e se tornam ações concretas que fazem diferença na vida das pessoas.
E, se falamos de impacto direto na vida da população, precisamos falar de educação. Entre todas as áreas da administração pública, a educação é, sem dúvida, uma das mais sensíveis e complexas. Ela não lida apenas com números, projetos ou dados. Ela lida com sonhos, expectativas e necessidades de um público extremamente diverso: alunos, pais, professores, gestores, servidores administrativos, comunidade escolar e sociedade em geral. Cada um desses grupos tem suas próprias dúvidas, seus próprios anseios, e cabe à comunicação garantir que todos recebam as informações de forma clara e acessível.
Agora, imagine uma escola como um organismo vivo, em que cada peça tem seu papel essencial. A comunicação é o que mantém esse organismo funcionando sem ruídos. Se falha, instala-se o caos: professores desinformados sobre formações, famílias perdidas sobre prazos de matrícula, alunos confusos sobre mudanças curriculares. E quando a dúvida entra em cena, rapidamente se transforma em desconfiança, que logo vira resistência. Um simples erro de comunicação pode transformar uma boa política pública em um grande problema.
Por isso, estruturar a comunicação em uma secretaria de educação não é apenas importante, é essencial. Mas não basta abrir canais de diálogo e achar que a mágica vai acontecer. Comunicação bem feita é um processo que exige método e organização. Tudo começa pelo básico: estruturar o atendimento, garantir que as informações fluam internamente e definir um fluxo claro de repasse de informações. Antes de falar com o público externo, é preciso conhecer a própria casa, entender seus desafios, suas engrenagens e suas dinâmicas.
Com a base bem estruturada, entra o trabalho estratégico da comunicação: informar com clareza, escolher os canais certos para cada público, desenvolver materiais acessíveis e, principalmente, criar um ambiente de diálogo contínuo. O erro mais comum na gestão pública é acreditar que comunicar-se significa apenas emitir informações. A comunicação eficiente é uma via de mão dupla: tanto quanto falar, é preciso ouvir.
E isso vale para todos os meios. Das redes sociais às reuniões presenciais, dos informativos internos às campanhas institucionais, cada mensagem precisa ser planejada com propósito. Não basta soltar uma informação e esperar que chegue ao destino certo. É preciso garantir que seja compreendida, que faça sentido para quem a recebe e que gere engajamento.
Mas comunicação não é apenas um recurso técnico – é também um fator humano. Quando uma instituição se comunica bem, fortalece os laços com seus servidores, cria um ambiente de pertencimento e engajamento. Funcionários bem informados não só trabalham melhor, como se tornam multiplicadores das informações corretas. E isso impacta diretamente na qualidade do atendimento à população.
Além disso, há a relação com a imprensa, que precisa ser conduzida com transparência e profissionalismo. Os veículos de comunicação não são inimigos e nem devem ser ignorados. Pelo contrário, são pontes que ajudam a levar as informações para um público ainda maior. E, quando a gestão pública sabe se comunicar bem com a mídia, evita mal-entendidos, reduz ruídos e fortalece sua credibilidade. No fim das contas, comunicar-se bem na gestão pública não é apenas uma questão administrativa – é um compromisso com a sociedade.
Num mundo onde a informação circula a uma velocidade impressionante, uma comunicação eficiente pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma política pública. E, se há um setor que precisa dessa clareza, é a educação. Porque educar é, em sua essência, comunicar. É compartilhar conhecimento, formar cidadãos, construir futuros. E nada disso se faz no silêncio.
*Vinícius Charife é jornalista pela Universidade Federal do Acre (Ufac), especialista em Administração Pública pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Tem passagem como assessor de comunicação no Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae no Acre), e ocupou posições de gestão em órgãos estaduais, chefiando o gabinete de secretarias em áreas como saneamento, obras públicas e licitações. Atualmente, responde como chefe da Assessoria de Comunicação na Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE).
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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