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O Partido Democrata, amante de Cheney, precisa de um ajuste de contas sobre a guerra | Stephen Wertheim
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Stephen Wertheim
euEm Outubro passado, Joe Biden fez o discurso mais significativo de uma presidência definida pela guerra. Sentado no Salão Oval, ele pediu ao Congresso que aprovasse 106 mil milhões de dólares em ajuda de emergência, principalmente para armar a Ucrânia e Israel nas suas guerras em curso. Ele mal tentou explicar o que os Estados Unidos procuravam alcançar em qualquer lugar, ou como os combates chegariam ao fim. Em vez disso, afirmou que os aliados americanos, e a própria liberdade, estavam sob ataque e que os Estados Unidos tinham de ajudar devido à sua própria identidade como nação. “Somos, como disse minha amiga Madeleine Albright, ‘a nação indispensável’” Biden entoou. Albright serviu como Secretário de Estado no final da década de 1990, no ápice do domínio global da América.
No dia seguinte participei numa reunião de “especialistas externos” convocada pelo Conselho de Segurança Nacional. O grupo, na verdade composto principalmente por profissionais experientes da segurança nacional, elogiou a administração pelo discurso altivo de Biden. Se os participantes tivessem constituído o Congresso dos EUA, teriam carimbado a ajuda naquela tarde e provavelmente acrescentado mais milhares de milhões. (O Congresso real recusou o pedido, aprovando-o apenas após cinco meses de incerteza.)
Pensei comigo mesmo: devo estar morando em outro país que não essas pessoas. O presidente acabou de pedir ao público americano que pague 106 mil milhões de dólares – quase o dobro do orçamento do Departamento de Estado, e para além de cerca de 1 bilião de dólares em gastos anuais com a segurança nacional – para fornecer múltiplas guerras no exterior cujas consequências para os americanos comuns eram, na melhor das hipóteses, abstractas. Não só isso: o presidente parecia insinuar que os americanos não tinham escolha nesta questão porque, como todas as pessoas sensatas sabiam, somos a nação indispensável.
Eu estava tão próximo dos sacerdotes, mas tão distante do sacerdócio.
Me senti menos sozinho, porém mais inquieto, quando me lembrei do que Jake Sullivan tinha escrito em 2019um ano antes de Biden o nomear conselheiro de segurança nacional. Naquela altura, Sullivan tinha instado os democratas a abandonarem a noção de que os Estados Unidos eram a nação indispensável do mundo. “Por si só, a indispensabilidade é mais cansativa do que energizante”, escreveu ele. “Trata-se de satisfazer as necessidades dos outros, não as próprias. E isso não tem limites.”
Ao sair da reunião, percebi que o processo de aprendizagem política e de adaptação política que Democratas tentaram após a derrota para Trump em 2016 – um esforço que informou a campanha de Biden e o primeiro ano no cargo, quando denunciou “guerras eternas” e retirou as tropas dos EUA do Afeganistão – ter terminado. Os funcionários da Casa Branca acreditavam evidentemente que tinham feito as mudanças necessárias e estavam de volta ao comando da política americana e agora podiam defender orgulhosamente o sistema e alardear a sua mais ortodoxa das ortodoxias.
Assim, quando Biden e depois Harris concorreram à presidência em 2024, fizeram-no como candidatos do sistema, até fazerem campanha com a filha de Dick Cheney, Liz. Eles elogiaram a sua rectidão moral, embora a maior parte do país conhecesse os Cheney por patrocinarem o desastre da política externa.
Não é de admirar que Trump tenha apreciado a oportunidade de falar sobre política externa nestas eleições, tal como em 2016. A política externa ajudou Trump a apresentar o seu discurso central: que ele era o estranho que iria derrubar um sistema falido, dispensar o pablum auto-referencial da elite, e recorrer a todos os tipos de métodos para trazer mudanças. A campanha de Biden que se tornou Harris, surpreendentemente, aceitou o papel que Trump lhe atribuiu: defensor nobre do status quo. No seu único debate presidencial, Harris nem sequer declarou a intenção de tentar pôr fim à guerra na Ucrânia. Em vez disso, ela optou por expressar ofensa pela disposição de Trump em lidar com ditadores. A América deve permanecer, disse ela, como um “líder que defende as regras e normas internacionais”.
Tal como em 2016, os Democratas permitiram que Trump fosse o candidato que pelo menos reconhecido que as guerras deveriam acabar mais cedo ou mais tarde, quem pelo menos reconhecido que o intervencionismo militar da era Cheney foi um enorme fracasso (e bipartidário), que pelo menos reconhecido que o espectro daquilo que Trump chamava constantemente de “Terceira Guerra Mundial” era um perigo real e deve ser evitado através de um pensamento realista, e não de banalidades fantasiosas, e não apenas dissuadindo os adversários através da força militar, mas também não tendo medo de procurar acomodações diplomáticas que sirvam os melhores interesses da América.
É claro que não foi a política externa que fez com que os eleitores americanos dessem a Trump a maior vitória dos republicanos em décadas. No que diz respeito a questões singulares, a inflação e a imigração eram mais importantes. Mas as eleições têm múltiplas causas e a política externa foi uma delas. Para começar, o patrocínio da administração Biden-Harris à guerra devastadora de Israel causou uma cratera no apoio árabe-americano no Michigan e noutros lugares. De forma mais ampla, a política externa destila algo que determina as eleições. É o terreno essencial para expressar qual deveria ser a identidade da América como nação, onde o país esteve e para onde deveria ir, quem é o culpado pelos seus males e quem merece o poder agora. Ao retratar os Estados Unidos no mundo, os candidatos políticos contam a história da nação.
Não é preciso assistir às reuniões do Conselho de Segurança Nacional para saber que colocar “a América em primeiro lugar” era a mensagem mais forte do que defender “regras e normas internacionais”. Na verdade, estar entre a elite da política externa de Washington é mais provável que nos cegue para esse facto.
À medida que os Democratas avaliam o futuro do seu partido, a política externa deve fazer parte do cálculo.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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