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O presidente chinês, Xi Jinping, garante a Joe Biden uma “transição suave” nas relações com os Estados Unidos
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Num contexto de incertezas relacionadas com a reeleição de Donald Trump, a China “nos esforçaremos para garantir uma transição tranquila” nas suas relações com os Estados Unidos, disse, sábado, 16 de novembro, o Presidente chinês, Xi Jinping, ao seu homólogo americano, Joe Biden, durante um último encontro presencial entre os dois líderes, em Lima.
Ambos os países deveriam “continuar a explorar o caminho certo” para se dar bem e “alcançar uma coexistência pacífica a longo prazo”acrescentou, durante a reunião, Xi, citado pela agência estatal Xinhua, enquanto os dois líderes se encontram, desde quinta-feira, na capital peruana para participar na 31ª.e edição da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que reúne vinte e uma economias que representam 60% do produto interno bruto mundial.
Durante esta entrevista realizada à margem do evento, Joe Biden defendeu também a acalmação das relações entre as duas superpotências.
“Os nossos dois países não podem permitir que esta competição se transforme em conflito. É nossa responsabilidade e, ao longo dos últimos quatro anos, penso que provámos que é possível manter esta relação.”declarou, sem mencionar Donald Trump, a quem abrirá mão do seu lugar na Casa Branca, em janeiro de 2025.
Relacionamentos que se deterioraram
Sem se referir também ao presidente eleito, Xi Jinping declarou que “China (era) pronto para trabalhar com uma nova administração dos EUA para manter a comunicação, expandir a cooperação e gerir as diferenças para lutar por uma transição suave das relações China-EUA para o benefício de ambos os povos.” Ele alertou que uma relação estável entre a China e os Estados Unidos era essencial não só para as duas nações, mas também para “o futuro e o destino da humanidade”.
“A competição entre grandes países não deve ser a lógica subjacente dos tempos”acrescentou Xi. No entanto, sublinhou que a posição de Pequim, que consiste em “Salvaguardar firmemente a sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento não mudou.”
Os laços entre os dois países deterioraram-se nos últimos anos, devido a divergências sobre o comércio, o estatuto de Taiwan, os direitos humanos e a concorrência tecnológica. No entanto, o diálogo bilateral foi mantido da melhor forma possível. Segundo autoridades americanas, este terceiro e último encontro entre Biden e Xi teve como objetivo capitalizar o encontro histórico que ajudou a aliviar as tensões há um ano, na mesma cimeira anual da APEC em São Francisco.
Em Lima, Joe Biden disse para si mesmo “orgulhoso do progresso alcançado” estabilizar esta relação entre Washington e Pequim. Um pouco nostálgico, ele lembrou como se divertiu “contando as horas que passamos sozinhos, você e eu”. “Lembro-me de estar com você no planalto tibetano e lembro-me de estar em Pequim e em todo o mundo, primeiro como vice-presidente e depois como presidente”ele disse.
“Nem sempre concordamos, mas nossas conversas sempre foram francas”acrescentou o presidente cessante, sublinhando que tinham sido “honestos um com o outro”. “E eu acho que isso é essencial. Estas conversações ajudam a evitar erros de cálculo e a garantir que a concorrência entre os nossos dois países não se transforma em conflito.”acrescentou Joe Biden em uma de suas últimas grandes saídas internacionais.
“Um momento de importante mudança política”
A sombra de Donald Trump, que já nomeou para a sua equipa os linha-dura contra Pequim, pairou sobre as discussões. Durante a sua campanha, o bilionário prometeu proteger a indústria americana, ameaçando impor tarifas de 10% a 20% sobre produtos importados e de até 60% sobre os provenientes da China.
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Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), já tinha perturbado profundamente as relações económicas bilaterais, ao desencadear uma guerra comercial para forçar Pequim a comprar produtos americanos e a reequilibrar o comércio.
Já na sexta-feira, Xi Jinping tinha avisado “contra a ascensão do unilateralismo e do protecionismo” e julgou que o mundo era “entrou num novo período de turbulência e transformação”. Preocupação transmitida por Joe Biden, que estimou, à margem de uma reunião com os seus aliados na região do Pacífico – Japão e Coreia do Sul – que “chegamos agora a um momento de mudança política significativa”.
Le Monde com AP e AFP
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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