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O presidente do Louvre dá o alarme sobre a dilapidação do museu e pede apoio financeiro

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No Museu do Louvre, em Paris, 23 de janeiro de 2025.

Infiltração de água, problemas de temperatura para a conservação das obras… Laurence des Cars, presidente e diretor do museu do Louvre em Paris, dá o alarme sobre a dilapidação do maior museu do mundo, na esperança de obter apoio financeiro adequado.

Numa nota datada de 13 de janeiro dirigida à Ministra da Cultura, Rachida Dati, revelada por O parisiense e que a Agence France-Presse (AFP) pôde consultar, o dirigente lamenta, entre outras coisas, “a multiplicação dos danos em espaços por vezes muito degradados”, « a obsolescência (do) equipamento técnico »assim como “preocupantes variações de temperatura colocando em risco o estado de conservação das obras”.

“É meu dever sensibilizar como presidente para estas questões e já o fiz em inúmeras ocasiões”disse ela a alguns jornalistas na quinta-feira, 23 de janeiro, à margem da apresentação de uma nova exposição no Louvre.

Se o cômodo que abriga A MonalisaO edifício, admirado todos os dias por cerca de 20 mil visitantes, não é afetado pelos danos, o que não acontece com outras partes do edifício, na ala Sully, confirmou à AFP uma fonte próxima ao assunto. Este vasto espaço, que se estende por quatro níveis, abriga obras-primas de Jean Siméon Chardin e Antoine Watteau. Em novembro de 2023, uma exposição dedicada aos desenhos de Claude Gillot teve de ser encerrada e deslocada poucos dias após a sua inauguração devido a inundações na Sala do Relógio, onde estavam expostas as suas obras, segundo o museu.

Questionado pela AFP, o Eliseu anunciou que o Presidente da República, Emmanuel Macron, foi “alerta” e que ele tinha “trocado em diversas ocasiões com o ministro e a direção do museu”. Ou “falarei em breve”acrescentou uma fonte próxima ao assunto.

Em sua nota Laurence des Cars também menciona a pirâmide de vidro inaugurada em 1989 “estruturalmente desatualizado” num edifício concebido para receber quatro milhões de visitantes por ano mas que acolheu quase nove milhões em 2024 (incluindo quase 80% de turistas estrangeiros) e dez milhões antes da crise da covid. Outras queixas: a falta de áreas de relaxamento e restauração, bem como de instalações sanitárias abaixo dos padrões internacionais.

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Quedas de energia e pintura em ruínas

Esta situação é “longe de estar à altura da sua influência universal”lamentou à AFP Christian Galani, membro do escritório nacional do sindicato CGT Cultura, do qual é representante no Louvre. Segundo ele, “Não passa um dia sem que se veja a deterioração do edifício, com pinturas a esfarelar, salas, arrecadações e espaços de trabalho por vezes inundados, cortes de energia e atrasos nos pagamentos a prestadores de serviços, falta de orçamento ».

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“Devido à falta de pessoal, as salas fecham regularmente e as condições de trabalho dos agentes deterioram-se com temperaturas a rondar os 10, 12 graus por vezes no inverno, e mais de 30 graus no verão”afirmou Galani, que também denuncia a supressão de “mais de 200 empregos em dez anos”.

Pelo menos “Seriam necessários 100 milhões de euros de investimentos, nomeadamente para obras de restauro prioritárias, dos quais apenas 26 milhões estão garantidos em 2024, tendo o restante de ser repartido até 2032, por falta de orçamento”disse outra fonte próxima ao assunto à AFP. Em 2024, o Louvre beneficiou de 96 milhões de euros em subsídios estatais, segundo o Ministério da Cultura, valor inferior ao dos anos anteriores segundo os números disponibilizados pelo museu (103 milhões em 2023 e 111 milhões em 2022).

Em 2023, gerou 161 milhões de euros de receitas próprias (141 milhões em 2022) graças à bilhética, aos patrocínios e ao aluguer dos seus espaços. A isto somam-se 83 milhões de euros em receitas provenientes do licenciamento da sua marca, incluindo o Louvre Abu Dhabi. Todos os números de 2024 ainda não foram divulgados, segundo o museu.

Tal como muitas instituições públicas, depende cada vez mais dos seus próprios recursos, com uma crescente privatização dos seus espaços, incluindo a Salle des Estates (que alberga A Monalisa), e procura aumentar os resultantes do mecenato. No dia 4 de março, o museu organizará o seu jantar anual para os seus clientes com o objetivo de angariar fundos, como a gala do MET em Nova Iorque, com, espera-se, uma série de celebridades internacionais, incluindo as musas das grandes casas de costura.

A Ministra da Cultura, entrevistada pela imprensa em Paris, também mencionou o seu plano de aumentar os preços para turistas não europeus. “Queria uma política de preços diferenciada”disse Rachida Dati, que quer vê-lo aplicado ao 1é Janeiro de 2026.

O mundo com AFP

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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