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O principal general de Israel renuncia após ‘terríveis’ falhas no ataque de 7 de outubro | Notícias do conflito Israel-Palestina

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O principal general de Israel renunciou, citando “terríveis” “falhas” de segurança e inteligência relacionadas ao ataque mortal liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. ataque no sul de Israel.

O tenente-general Herzi Halevi é o oficial israelita mais graduado a demitir-se devido ao colapso da segurança, quando milhares de combatentes liderados pelo Hamas invadiram Gaza e atacaram bases militares, kibutzim e um festival de música no sul de Israel.

O ataque matou pelo menos 1.139 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da Al Jazeera baseada em estatísticas israelenses, e outras 250 pessoas foram feitas prisioneiras. Mais de 90 reféns continuam detidos por grupos palestinianos em Gaza, cerca de um terço dos quais Israel acredita estarem mortos.

Halevi supervisionou a resposta de Israel ao ataque, um ataque devastador ao território palestino sitiado que matou mais de 47 mil pessoas, segundo as autoridades de saúde palestinas.

A feroz campanha militar destruiu grande parte da infra-estrutura civil de Gaza, enquanto as severas restrições de Israel aos fornecimentos humanitários ao território levaram a alertas de um desastre humanitário.

Na sua carta de demissão, Halevi disse que os militares, sob o seu comando, “falharam na sua missão de defender o Estado de Israel” quando o Hamas atacou, mas obtiveram “conquistas significativas” na guerra que se seguiu.

“Minha responsabilidade pelo terrível fracasso me acompanha todos os dias, hora após hora, e continuará assim pelo resto da minha vida”, escreveu Halevi em sua carta de demissão ao ministro da Defesa, Israel Katz.

Ele disse que estava saindo em um momento de “sucessos significativos” para os militares, embora também tenha dito que “nem todos” os objetivos de guerra de Israel foram alcançados.

“Os objectivos da guerra não foram todos alcançados. O exército continuará a lutar para desmantelar ainda mais o Hamas e as suas capacidades de governo, garantir o regresso dos reféns” e permitir que os israelitas deslocados pelos ataques militantes regressem a casa, disse ele.

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, elogiou Halevi por renunciar e pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que fizesse o mesmo.

“Agora, é hora de eles assumirem a responsabilidade e renunciarem – o primeiro-ministro e todo o seu governo catastrófico”, disse Lapid.

Pouco depois de Halevi ter anunciado a sua demissão, o major-general Yaron Finkelman – chefe do Comando Sul de Israel, que supervisiona as operações em Gaza – também apresentou a sua demissão.

As demissões dos generais poderão somar-se aos apelos a um inquérito público sobre os fracassos de 7 de Outubro, algo que Netanyahu – cuja liderança pode estar implicada – disse que esperará até que a guerra termine.

Críticas de extrema direita

Katz agradeceu a Halevi pelas suas contribuições para os militares e expressou gratidão por continuar a cumprir as suas funções até que um sucessor seja nomeado, enquanto haveria uma procura ordenada pelo seu substituto. Netanyahu também aceitou a renúncia de Halevi.

Halevi foi frequentemente criticado por figuras de extrema direita no governo de Netanyahu, incluindo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

A renúncia de Halevi ocorre três dias depois de uma tão esperada acordo de cessar-fogo entrou em vigor, levando a uma pausa na guerra de 15 meses em Gaza e à troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos detidos em prisões israelitas.

A primeira fase do acordo em várias etapas deverá durar seis semanas e verá 33 reféns libertados em troca de centenas de palestinos presos por Israel. Três reféns e 90 prisioneiros foram libertados no domingo.

Smotrich elogiou Halevi na terça-feira pelo sucesso dos militares em destruir as capacidades militares do Hamas durante a guerra, mas também colocou a culpa sobre seus ombros pelo ataque de 7 de outubro.

“A minha crítica ao seu fracasso na campanha para eliminar as capacidades civis e governamentais do Hamas, bem como a sua responsabilidade pelo fracasso de 7 de Outubro, não diminui a grande gratidão que lhe devemos por todo o seu trabalho e contribuições ao longo dos anos e pelas suas realizações, “, disse Smotrich, que se opôs ao cessar-fogo e ao acordo de libertação de reféns.

“O próximo período será marcado pela substituição do alto comando militar como parte dos preparativos para a retomada da guerra, desta vez na Cisjordânia, até a vitória completa.”



Leia Mais: Aljazeera

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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