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POLÍTICA

O “principal interesse” do Brasil com a Venezuela…

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Pedro Pupulim

O assessor especial do presidente Lula, Celso Amorim, participou, nesta terça-feira, 29, de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara para prestar esclarecimentos sobre o posicionamento do país nas eleições da Venezuela, realizadas em 28 de julho deste ano. De acordo com o diplomata, como o Brasil recebeu cerca de 600.000 imigrantes venezuelanos, há claro interesse nacional na questão.

Amorim afirmou que o principal interesse do Brasil é evitar que a Venezuela se torne foco de rivalidades geopolíticas que ameacem a paz na América do Sul e que importem conflitos para o “coração” da Amazônia. Além disso, disse que três diretrizes guiam o posicionamento do governo brasileiro sobre a situação política, social e econômica daquele país.

“A posição em relação à Venezuela tem obedecido a três princípios: a defesa dos princípios democráticos consagrados em acordos internacionais, como a Carta da OEA, o Protocolo de Georgetown, sobre o compromisso democrático da Unasul, e o protocolo de Ushuaia, sobre o compromisso democrático do Mercosul. Esse é um princípio. A não ingerência em assuntos internos e a resolução pacífico de controvérsias”, destacou.

Ponderou, também, sobre o reconhecimento internacional de Juan Guaidó como presidente da Venezuela, em 2019.

“Hoje existe um consenso praticamente generalizado, porque é o que eu tenho escutado de vários interlocutores com quem tenho conversado, de que o reconhecimento de Guaidó criou uma situação de bicefalia, que acabou prejudicando a população venezuelana, e ele não pode ser repetido. O Brasil está aberto a contribuir, caso exista disposição dos dois lados. Por isso temos procurado preservar a capacidade de diálogo com as duas partes”, declarou.

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Em agosto deste ano, o presidente Lula conversou por telefone com o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. Na ocasião, o brasileiro já apontava o reconhecimento de Guaidó como um “erro histórico” da comunidade internacional contra a política venezuelana.

O passado

Amorim analisou como eram as relações entre Brasil e Venezuela nas décadas passadas. Segundo ele, entre 2002 e 2015, os países da região tinham divergências políticas, mas sabiam que a união entre ambos traria benefícios concretos. E citou como exemplo a relação entre Hugo Chávez, à época presidente da Venezuela, e Alvaro Uribe, da Colômbia, que “podiam sentar à mesma mesa para discutir projetos de interesse comum”.

Eu devo dizer que havia efetivamente um bom relacionamento com Chávez, e eu preciso fazer o reconhecimento de que com todas as críticas que se possa fazer, e nós fazíamos, a certos aspectos do governo Chávez, ele era um governo voltado à melhoria das condições do povo. O fluxo comercial com a Venezuela chegou a 6 bilhões de dólares em 2012.”



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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