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O processo contra Donald Trump no caso Stormy Daniels foi suspenso sine die
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Um juiz de Nova Iorque decidiu, quinta-feira, 21 de novembro, suspender por tempo indeterminado a sentença prevista para 26 de novembro contra o agora presidente eleito, Donald Trump, no caso de pagamentos ocultos à estrela pornográfica Stormy Daniels, após uma condenação histórica na primavera.
O juiz Juan Merchan autoriza os advogados do presidente eleito norte-americano a apresentar recurso até 2 de dezembro para obter a anulação do procedimento e, portanto, suspende a pronúncia da sentença. Donald Trump foi condenado em 30 de maio neste caso por “falsificação contabilística agravada para ocultar uma conspiração para perverter as eleições de 2016”.
Este caso é o único em que ocorreu um julgamento criminal contra o republicano, no quatro em que foi indiciado enquanto era candidato nas eleições presidenciais de 5 de novembro, que venceu, cenário inédito na história americana.
Após seis semanas de debate, em 30 de maio, um júri de doze cidadãos considerou por unanimidade Donald Trump culpado de 34 crimes de falsificação contábil para esconder dos eleitores o pagamento de 130 mil dólares à estrela de cinema pornográfica, com o objetivo de evitar um escândalo sexual. irrompendo logo no final de sua primeira campanha vitoriosa, em 2016, contra Hillary Clinton.
A pena, que pode ir desde multa até prisão, deveria ter sido pronunciada primeiro em 11 de julho pelo juiz Juan Merchan, mas o magistrado concordou em adiar sua decisão pela primeira vez para 18 de setembro, depois até 26 de novembro, após a eleição, para estudar novos recursos dos advogados de defesa.
Imunidade Presidencial Expandida
Agora eleito Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump poderá escapar a qualquer pena, pelo menos até à sua saída da Casa Branca em 2029. Segundo emails tornados públicos pelo tribunal, a defesa terá pedido ao juiz Merchan “suspensão e rejeição (do caso) para evitar que o Presidente Trump seja impedido de governar”. A promotoria de Manhattan admitiu que o “circunstâncias (eram) excepcional » e que era necessário encontrar um ” equilíbrio “ entre o respeito“um veredicto de culpa por um júri após um julgamento” et “a função presidencial”.
Ainda antes da eleição de Donald Trump, os seus advogados tinham pedido a anulação do procedimento, após decisão do Supremo Tribunal, de maioria conservadora, no dia 1.é julho de 2024, que expandiu significativamente a imunidade presidencial. Este recurso foi interposto com o fundamento de que as provas utilizadas pelo Ministério Público diziam respeito a atos oficiais durante o primeiro mandato do republicano na Casa Branca (2017-2021).
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Donald Trump já está certo de poder enterrar os processos iniciados pelos tribunais federais, em particular os mais pesados sobre as suas alegadas tentativas ilegais de anular os resultados das eleições presidenciais de 2020. Este não foi o caso do julgamento do caso Stormy Daniels. que ocorreu perante os tribunais do Estado de Nova York.
«Veredicto final»
“O veredicto democrático final sobre (todos) essas ações foram movidas pelos eleitores”havia escrito no New York Times O advogado da Suprema Corte dos EUA, Thomas Goldstein, antes da decisão. “Apesar dos processos, mais de 75 milhões de pessoas (…) decidiu mandá-lo de volta para a Casa Branca”acrescenta Goldstein, que dirige o blog SCOTUSblog.
Mas para o ex-procurador Randall Eliason, “a eleição não deve impedir a queda da pena, da mesma forma que os julgamentos criminais não impediram a eleição de Trump”. “O juiz pode elaborar uma sentença que não interfira nas suas funções presidenciais. Do ponto de vista judicial e histórico, é importante que o processo penal chegue ao fim.”ele estimou em seu blog Sidebars.
Desde que foi eleito, Donald Trump prometeu nomear três dos seus advogados pessoais, incluindo Todd Blanche e Emil Bove, que o defendeu no julgamento de Nova Iorque, para cargos-chave no Departamento de Justiça.
O mundo com AFP
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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