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O que 2024 nos disse sobre os eleitores dos EUA? | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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O ano pode estar a chegar ao fim, mas os acontecimentos políticos extraordinários da época eleitoral dos Estados Unidos lançarão uma longa sombra sobre 2025 e mais além.
Houve muitos momentos históricos: desde a condenação sem precedentes do presidente eleito, Donald Trump, no seu discurso em Nova Iorque julgamento de dinheiro secretopara surpresa – e muito atrasada – do presidente Joe Biden, a saída da corrida, a duas tentativas de assassinato contra o futuro presidente eleito.
E, claro, houve A vitória de Trump nas eleições presidenciais de Novembro – um regresso ao topo para um homem que muitos pensavam estar politicamente acabado quando perdeu as eleições de 2020 e se recusou a aceitar o resultado.
Com a poeira a baixar após a vitória de Trump sobre a vice-presidente Kamala Harris, surgiram várias tendências sobre o que motiva ou não os eleitores num dos países mais influentes do mundo.
Uma vitória impressionante?
Trump varreu os estados decisivos, criando um Mapa do Colégio Eleitoral na noite da eleição, que estava surpreendentemente vermelho.
Ele obteve 312 votos eleitorais, em comparação com os 226 de Harris, e pela primeira vez em sua carreira política, ganhou o voto popular nacional, melhorando seus resultados de 2020 com vários dados demográficos importantes, bem como em áreas urbanas do norte, há muito consideradas território democrata.
Mas com os resultados finais da votação apresentados em 11 de Dezembro, o “mandato poderoso e sem precedentes” que Trump reivindicou na noite das eleições provou ser uma mudança mais moderada.
Na contagem final, Trump não conseguiu obter o apoio da maioria dos eleitores norte-americanos, obtendo 49,9 por cento contra 48,4 por cento de Harris. Essa é uma das margens de vitória mais estreitas desde 1968, perdendo apenas para a margem mínima de George W Bush contra Al Gore em 2020.
Está longe da margem de vitória de 8,5 por cento que o presidente Bill Clinton obteve em 1996, e ainda mais longe da margem de 18,2 por cento que Ronald Reagan comandou em 1984, destacou Seth Masket, diretor do Centro de Política Americana da Universidade de Denver. .
“Esta ainda é a era da polarização”, disse Masket, autor de Learning from Loss: The Democrats 2016-2020.
Ele previu menos um realinhamento em grande escala nos próximos anos e mais o partidarismo enraizado – e mudanças incrementais – que definiram os EUA.
Masket apontou ainda as tentativas de ambos os partidos de destacar o endosso de todos os lados, notadamente a decisão de Harris de fazer campanha junto com o falcão republicano Liz Cheney.
“Acho que houve um tempo em que esse tipo de coisa poderia ter importância”, disse ele. “Mas acho que isso é passado.”
Livro de bolso sobre ‘democracia’?
A vitória de Trump pode não ter sido retumbante, mas foi ilustrativa, revelando uma elevada tolerância entre os eleitores tanto pelo registo criminal de Trump como pelo seu historial de tentativas de minar a democracia dos EUA.
Já era sabido que o governo de Trump quatro acusações criminais – e uma convicção – ajudou a agitar a sua base. Isto era amplamente esperado, dada a comprovada resiliência de Trump dentro do Partido Republicano e a sua construção de marca ao longo de anos como vítima de uma “caça às bruxas” política.
Os esforços de Trump para anular o resultado das eleições de 2020, uma campanha extraordinária que atingiu o âmago da democracia dos EUA, também não fizeram dele um pária político. Nos meses e anos após os seus apoiantes invadirem a sede da legislatura dos EUA, o Partido Republicano uniu-se em torno das alegações infundadas de Trump de que a votação tinha sido manchada por fraude.
Então, por que a mensagem dos Democratas não conectou?
“Uma possibilidade é que os argumentos sobre a ameaça à democracia sejam um pouco abstratos ou esotéricos demais para fazerem sentido para as pessoas”, disse Jennifer Victor, professora associada de ciência política na Escola de Política e Governo Schar da Universidade George Mason.
“Outra maneira de ler isto é que há muitos americanos que já não estão tão interessados na democracia, ou que se sentem muito atraídos por… pelo menos a retórica que acompanha formas de governo mais antidemocráticas”, disse ela. disse.
Depois, há a percepção dos eleitores sobre a economia, uma questão que as sondagens à boca-de-urna mostraram consistentemente que ultrapassava as preocupações sobre a imigração, o aborto e, na verdade, a democracia.
Embora os eleitores tenham de lidar com o elevado custo de vida nos EUA, indicadores macro como a criação de emprego e o crescimento dos rendimentos mostraram, em geral, uma recuperação pós-COVID relativamente robusta. A diferença entre a experiência e a percepção individual e essas tendências mais amplas informarão os próximos anos políticos, disse Victor.
“A diferença entre o que os indicadores macro nos dizem e a percepção que as pessoas têm da economia é realmente uma das grandes histórias deste ano”, disse Victor.
“A narrativa que particularmente Trump estava divulgando sobre os EUA estarem em tão má situação é algo que muitas pessoas pareciam internalizar, mesmo que não atendesse a alguns dos indicadores regulares que usaríamos para avaliar isso, ela acrescentou.
Os eleitores dos EUA se preocupam com o aborto?
Sim, mas não necessariamente da forma como a campanha de Harris – e os Democratas em geral – esperavam.
Tal como a protecção da democracia, o direito ao aborto tinha sido uma plataforma definidora na A candidatura de Harris à Casa Branca. As proteções federais ao aborto foram revogadas durante o primeiro mandato de Trump por uma Suprema Corte dominada por seus indicados.
Harris alertou repetidamente que Trump, se eleito, trabalharia com os republicanos para aprovar uma proibição federal do aborto. Trump abrandou o seu apoio anterior a tal proibição na reta final das eleições, dizendo que a decisão deveria ser deixada aos governos estaduais, embora as suas declarações tenham feito pouco para acalmar as preocupações.
Houve uma disparidade de género nas eleições presidenciais: Harris obteve 53 por cento das eleitoras mulheres, em comparação com 46 por cento de Trump. Mas ainda estava longe do aumento de eleitoras que a sua campanha esperava.
Talvez mais frustrante para os democratas, os eleitores de três estados – Arizona, Missouri e Montana – apoiaram a consagração do aborto nas suas constituições estaduais, votando simultaneamente em Trump.
“Acho que parte disso se deve provavelmente ao voto à bala – indivíduos que votaram apenas na disputa presidencial, mas não em outras questões/concursos eleitorais”, disse Kelly Dittmar, diretora de pesquisa do Centro para Mulheres e Política Americanas da Rutgers. Universidade-Camden.
“Mas também pode ter havido alguns eleitores que sentiram que preservar o acesso ao aborto através da iniciativa direta era suficiente para se sentirem bem em votar em Trump devido ao alinhamento ou às expectativas sobre outras questões, como a economia”, disse ela.
“A aposta que pelo menos alguns Democratas estavam a fazer de que o aborto seria um elemento chave para a obtenção de votos não pareceu dar certo, como se reflecte nos dados de menor participação”, disse ela.
A política dos EUA em relação à guerra de Israel em Gaza foi importante?
O Partido Democrata enfrentou um acerto de contas sobre o apoio incondicional do governo Biden a Israel em meio à guerra em Gaza. Isto ficou particularmente claro à medida que centenas de milhares dos eleitores votaram “descomprometidos” em protesto contra a política de Biden durante a temporada das primárias.
É verdade que os eleitores árabes e muçulmanos estavam entre os vários grupos demográficos que se afastaram do candidato presidencial democrata este ano, em comparação com 2020. Mais claramente, na cidade de Dearborn, Michigan, a maior cidade de maioria árabe nos EUA, Harris venceu. apenas 36 por cento dos votos, abaixo dos 69 por cento que Biden obteve em 2020.
As pesquisas mostraram repetidamente que a maioria dos democratas apoia o condicionamento da ajuda a Israel, mas Harris manteve-se próximo da política de Biden quando entrou na disputa.
James Zogby, diretor do Instituto Árabe Americano, alertou contra a desconsideração do impacto dessa decisão. Provavelmente foi um fator que contribuiu para o apoio abaixo do esperado que Harris recebeu dos jovens, disse ele, entre outros grupos.
“Não há dúvida de que teve um impacto. Vemos isso nas pesquisas e na participação”, disse Zogby à Al Jazeera. “O que vimos foi que houve grupos que foram afetados por esta guerra, pelo fracasso da administração Biden em agir de forma decisiva para lidar com a crise humanitária e o genocídio que se desenrolava”.
“O impacto líquido disso foi uma perda de votos entre vários grupos componentes: árabes, obviamente, mas também jovens e eleitores negros e asiáticos”, disse ele.
“Isso se traduziu em pessoas ficando em casa, pessoas simplesmente dizendo que isso não importava, pessoas votando em candidatos menos votados, mas não votando em presidente”, disse ele.
Realinhamento racial?
Finalmente, as eleições de 2024 viram os democratas continuarem a perder terreno com os eleitores brancos da classe trabalhadora – ao mesmo tempo que aumentavam o apoio dos brancos com formação universitária.
Mas a mudança no apoio a Trump entre os eleitores latinos e negros, especialmente os homens com menos de 45 anos, suscitou a maior parte das análises.
Cerca de três em cada 10 homens negros com menos de 45 anos votaram em Trump – cerca do dobro da percentagem que obteve em 2020. Os homens latinos nesta faixa etária dividiram-se de forma equilibrada entre Trump e Harris, solidificando uma tendência de anos de afastamento dos democratas.
Alguns analistas apontaram os resultados como prova de que a coligação racial que há muito é vista como a espinha dorsal do Partido Democrata já não existe. Outros têm observado que a mudança poderia ter implicações para as leis federais destinadas a proteger os direitos de voto das minorias, uma vez que essas leis são geralmente baseadas na noção de que certos grupos votam amplamente em uníssono.
No entanto, William Frey, demógrafo da Brookings Institution, alertou contra o entusiasmo excessivo com quaisquer previsões de um realinhamento partidário mais amplo. Embora significativas, estas mudanças ainda são relativamente graduais e podem ser um fenómeno temporário relacionado com as tendências globais.
“Esta poderia ser uma tendência eleitoral ‘pontual’ em direção aos republicanos para os eleitores negros e hispânicos, que ainda favoreciam principalmente os democratas”, disse Frey à Al Jazeera.
“Cabe a Trump tornar esta mudança minoritária mais permanente.”
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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