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O que é Red Dye 3 e por que o FDA dos EUA o proibiu em alimentos e bebidas? | Notícias de saúde

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Os reguladores alimentares dos Estados Unidos proibiram o Red Dye 3, um corante utilizado em alimentos, bebidas e medicamentos, depois de evidências terem descoberto que provoca cancro em ratos.

Na quarta-feira, a Food and Drug Administration (FDA) proscreveu o corante com base numa petição de 2022 de grupos de defesa do consumidor contra o seu uso, que já tinha sido proibido em cosméticos há 35 anos.

A FDA disse que tomou a medida como uma “questão legal” depois que estudos mostraram que o corante vermelho brilhante causou câncer em ratos de laboratório. A decisão, disse a agência, estava enraizada num estatuto denominado Cláusula Delaney, que exige que a FDA proíba qualquer aditivo que cause cancro em pessoas ou animais.

O corante já foi proibido para uso alimentar na Europa, Austrália e Nova Zelândia, com exceção de certos tipos de cerejas Maraschino que são utilizadas em coquetéis ou cristalizadas.

Em 2011, um estudo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos não encontrou preocupações de segurança devido aos níveis mínimos de exposição das cerejas contendo eritrosina, conhecida como E127 na Europa e Red 3 nos EUA.

Aqui está o que sabemos sobre o corante e a decisão da FDA:

O que é corante vermelho 3?

Conhecido como eritrosina, FD&C Red No. 3 ou Red 3 é um aditivo corante à base de petróleo usado para dar a doces e alguns xaropes para tosse uma cor vermelho cereja.

Em 1990, o FDA proibiu o uso do corante em cosméticos e medicamentos não orais, incluindo cremes analgésicos, depois que um estudo mostrou que causava câncer quando ingerido por ratos.

Em 2022, várias organizações de consumidores e cientistas solicitaram à FDA que finalmente proibisse todos os usos restantes do Red 3. Em novembro de 2024, quase duas dúzias de membros do Congresso enviaram uma carta aos funcionários da FDA exigindo a proibição do corante.

Mas a decisão tomada pela organização surge também no contexto da escolha do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, para liderar a agência de saúde do país, Robert F. Kennedy Jr., apelando à proibição de aditivos alimentares e produtos químicos.

No entanto, apesar da reação negativa, o Red 3 ainda aparece nos ingredientes de salgadinhos e bolos populares nos EUA, incluindo o Red Decorating Icing da Betty Crocker e os doces Candy Corn da Brach.

O que o FDA disse?

Num comunicado anunciando a decisão na quarta-feira, a FDA disse que estava “tomando medidas que removerão a autorização para o uso do FD&C Red No. 3 em alimentos e medicamentos ingeridos”.

“As evidências mostram câncer em ratos machos de laboratório expostos a altos níveis de FD&C Red No.3. É importante ressaltar que a forma como o FD&C Red No. 3 causa câncer em ratos machos não ocorre em humanos”, acrescentou o comunicado.

No entanto, a FDA citou a Cláusula Delaney como a razão pela qual foi tomada a decisão de proibir o corante, apesar de descobrir que a forma como espalha o cancro em ratos não se aplica aos humanos.

A cláusula, que a FDA disse ter sido usada em 2018 para proibir certos sabores sintéticos, “proíbe a autorização da FDA de um aditivo alimentar ou aditivo corante se for descoberto que induz câncer em humanos ou animais”.

A entidade informou que os fabricantes que utilizam o corante em alimentos terão até 15 de janeiro de 2027 para reformular seus produtos.

Para as farmacêuticas, os produtos devem ser reformulados até 18 de janeiro de 2028, para cumprir a proibição.

O que os fabricantes e grupos de consumidores disseram sobre a proibição?

A Associação Nacional de Confeiteiros dos EUA, a principal organização comercial da indústria de confeitaria dos EUA, que vale US$ 48 bilhões, disse em um comunicado após o anúncio de quarta-feira que “continuará a seguir e cumprir as orientações e padrões de segurança da FDA”.

“Nossos consumidores e todos na indústria alimentícia desejam e esperam um FDA forte e uma estrutura regulatória nacional consistente e baseada na ciência. Há anos que dizemos que a FDA é o legítimo tomador de decisões regulatórias nacionais e líder em segurança alimentar.”

O Centro para a Ciência no Interesse Público, que promoveu a petição de 2022 para proibir o Red 3, elogiou a decisão da FDA, dizendo que a agência estava finalmente “resolvendo uma falha regulatória de décadas”.

No entanto, a Associação Internacional de Fabricantes de Cor, que apela ao uso seguro de aditivos de cor naturais e sintéticos, disse que enquanto a FDA “permanece firme no seu compromisso de manter os mais elevados padrões de segurança para aditivos de cor”, a quantidade de Red 3 consumida por ratos podem causar câncer precisa ser considerada.

“A ciência avançou significativamente nas últimas três décadas, e é agora um princípio bem aceite que testes em animais alimentados com aditivos em concentrações elevadas podem produzir aumento da incidência de tumores, mas isso não indica necessariamente que os mesmos efeitos se aplicarão aos seres humanos, ”, disse em um comunicado.

Que outros aditivos alimentares uma administração Trump poderia visar?

Robert F. Kennedy Jr., que aguarda a confirmação do Senado para assumir o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos, já tem como objetivo proibir outros aditivos e alimentos.

Em Outubro, Kennedy apelou às empresas de cereais para “tirarem os corantes dos seus alimentos”.

Mas a sua posição em relação aos óleos de sementes, que incluem óleo de canola, soja e girassol, tem sido alvo de críticas significativas por parte de nutricionistas e cientistas.

Kennedy afirmou que os americanos foram “envenenados sem saber” por óleos de sementes, sendo o sebo bovino uma opção melhor e mais saudável.

No entanto, Christopher Gardner, professor de medicina na Universidade de Stanford, disse ao The New York Times que décadas de pesquisas provaram que os óleos de sementes estavam associados a uma saúde melhor.

Ele acrescentou que sugerir o contrário “apenas prejudica a ciência”.



Leia Mais: Aljazeera

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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