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O que é uma ordem executiva e que ordens Trump assinou no primeiro dia? | Notícias de Donald Trump

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Donald Trump assinou uma enxurrada de ações executivas logo após sendo empossado como o 47º presidente dos Estados Unidos, marcando o início de seu segundo mandato.

Existem dois tipos de ações executivas: ordens executivas, que são ordens escritas juridicamente vinculativas ao governo federal que não requerem aprovação do Congresso. Os presidentes também emitem proclamações, que geralmente não são juridicamente vinculativas.

Então, o que é uma ordem executiva e quais são as ordens mais significativas que Trump assinou na segunda-feira?

O que são ordens executivas?

As ordens executivas são declarações formais por escrito que descrevem a agenda do presidente na gestão do governo federal. Estes podem incluir diretivas para agências federais ou solicitações de relatórios específicos. Muitas ordens podem ser inquestionáveis, como conceder folga aos funcionários federais no dia seguinte ao Natal, e também podem estabelecer políticas importantes.

Os novos presidentes, como costuma fazer o chefe do poder executivo, podem emitir ordens para cancelar ordens dos seus antecessores.

O Artigo II da Constituição dos EUA concede ao presidente o poder de emitir ordens executivas, de acordo com a American Bar Association (ABA).

“Apenas um presidente dos EUA em exercício pode anular uma ordem executiva existente, emitindo outra ordem executiva para esse efeito”, disse a ABA. disse.

Segundo a associação, essas ordens não precisam de aprovação do Congresso e não podem ser anuladas diretamente pelos legisladores. No entanto, o Congresso pode impedir que uma ordem seja executada cortando financiamento ou impondo outros obstáculos.

Os planos de Trump para este mandato

‘Protegendo nossas fronteiras’

No seu discurso inaugural, Trump prometeu que “toda a entrada ilegal será interrompida” e que milhões de “estrangeiros criminosos” serão deportados.

Como parte das suas decisões, Trump declarou emergência nacional na fronteira EUA-México, ordenando o envio de tropas para aumentar a segurança fronteiriça.

Ele retomou a construção do muro fronteiriço iniciada durante o seu primeiro mandato em 2017 e restabeleceu o programa “Permanecer no México”, que exigia que os requerentes de asilo esperassem no México durante os seus procedimentos de imigração para os EUA.

“Toda entrada ilegal será imediatamente interrompida. E iniciaremos o processo de devolução de milhões e milhões de estrangeiros criminosos aos locais de onde vieram”, disse Trump. Sua administração também fechou um aplicativo usado para agendamentos de imigração e disse que os agendamentos existentes foram cancelados.

Ele anunciou intenções de acabar cidadania de primogenitura para os filhos de imigrantes indocumentados.

A cidadania por primogenitura, que garante a cidadania a qualquer pessoa nascida em solo americano, é protegida pela 14ª Emenda e qualquer tentativa de revogá-la provavelmente trará desafios legais imediatos.

Trump também designou cartéis e gangues internacionais como “terroristas globais”, expandindo os poderes governamentais para combater o tráfico de seres humanos e o contrabando de drogas. Ele também prometeu “eliminar a presença de todas as gangues e redes criminosas estrangeiras” nos EUA.

“Você pode fazer o que for preciso para sair desse problema e nós temos esse tipo de emergência”, disse Trump na noite de segunda-feira.

Perdões no ataque de 6 de janeiro ao Capitólio dos EUA

Trump também emitiu uma proclamação para perdão aproximadamente 1.500 indivíduos condenados em relação ao ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021 e encerraram casos federais contra oponentes políticos da administração cessante.

“Esta proclamação põe fim a uma grave injustiça nacional que foi perpetrada contra o povo americano nos últimos quatro anos e inicia um processo de reconciliação nacional”, disse Trump num comunicado publicado no site da Casa Branca.

Os indultos de Trump apagaram a ficha de muitos dos condenados por cometer os crimes mais graves em 6 de janeiro, incluindo Enrique Tarrio, ex-líder dos Proud Boys, de extrema direita, que foi condenado a 22 anos na prisão por conspiração sediciosa.

Os indultos também apagaram os registos criminais de mais de 700 pessoas condenadas por crimes de contravenção, como invasão de propriedade, e suspenderam centenas de processos pendentes.

Separadamente, Trump ordenou o fim dos casos federais contra “opositores políticos” da administração Biden, visando especificamente casos envolvendo os seus apoiantes.

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‘Restaurando a verdade biológica’: Redefinindo os papéis de gênero

Outra decisão importante foi uma ordem ao governo federal para reconhecer apenas dois sexos, masculino e feminino. Isto está de acordo com a sua retórica contra a cultura “acordada”.

“A partir de hoje, será política oficial do governo dos Estados Unidos que existam apenas dois géneros, masculino e feminino”, disse Trump durante o seu discurso inaugural.

“Sexo se referirá à classificação biológica imutável de um indivíduo como homem ou mulher”, diz a ordem. “Sexo” não é sinônimo e não inclui o conceito de “identidade de gênero”.

Pausando a proibição do TikTok

Trump também assinou uma ordem executiva para suspender temporariamente uma lei que proíbe o TikTok.

O pedido é pausado a lei por 75 diaspermitindo que as empresas que colaboram com a TikTok evitem consequências legais durante este período.

O despacho afirmava que esta pausa visa dar tempo à administração “para buscar uma resolução que proteja a segurança nacional e ao mesmo tempo salve uma plataforma usada por 170 milhões de americanos”.

“Essencialmente, com o TikTok, tenho o direito de vendê-lo ou fechá-lo, e tomaremos essa decisão, e talvez tenhamos que obter a aprovação da China também. Não tenho certeza, mas tenho certeza que eles aprovarão”, disse ele.

Ele também disse que seu governo trabalhará em “uma joint venture” entre os EUA e outras entidades não reveladas. “Acho que há muitas pessoas interessadas no TikTok tendo os Estados Unidos como parceiro”, acrescentou.

Retirada do acordo climático da OMS e de Paris

De acordo com a nova ordem executiva, Trump está retirando os EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris.

“A Saúde Mundial nos enganou, todo mundo engana os Estados Unidos. Isso não vai acontecer mais”, disse Trump ao assinar o pedido.

Os EUA planeiam retirar-se dentro de 12 meses e cessar todas as contribuições financeiras para as suas operações. Como maior financiador da agência de saúde das Nações Unidas, esta decisão marca uma mudança significativa.

Ele também assinou uma ordem para abandonar o “injusto e unilateral roubo do acordo climático de Paris”. É um grande revés na luta contra as alterações climáticas nos Estados Unidos, o segundo maior emissor mundial de gases com efeito de estufa.

Na cimeira climática da ONU em Paris, em 2016, os países comprometeram-se a reduzir os combustíveis fósseis como parte de uma resposta global à ameaça das alterações climáticas.

Trump retirou-se do acordo climático histórico durante o seu primeiro mandato – uma decisão revertida pelo seu antecessor Joe Biden, que tinha prometido atingir emissões líquidas zero até 2050 ao abrigo de um plano de 2 biliões de dólares para transformar a economia.

O presidente dos EUA declarou uma emergência energética ao prometeu “perfurar, baby, perfurar”, e disse que eliminaria o que chama de mandato de veículo elétrico de Biden.

Renomeando o Golfo do México e o Denali

Trump também ordenou a mudança dos nomes do Golfo do México e da montanha Denali, no Alasca.

“Daqui a pouco tempo, mudaremos o nome do Golfo do México para Golfo da América”, disse o presidente dos EUA na segunda-feira, pouco depois de tomar posse.

O presidente dos EUA também emitiu uma ordem para reverter o nome de Denali, a montanha mais alta da América do Norte, até o Monte McKinley. Em 2015, o presidente Barack Obama mudou o nome para Denali, localizado no Alasca, para refletir suas raízes nativas.

Processo de contratação federal

Trump também congelou as contratações do governo federal, com exceções para os militares e outros setores não especificados. Ele também interrompeu a introdução de novas regulamentações federais enquanto trabalha para estabelecer sua segunda administração.

A ordem busca o “uso eficiente do pessoal e dos fundos existentes para melhorar os serviços públicos e a prestação desses serviços”.

Ele também encarregou oficialmente o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, de agilizar as operações governamentais.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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