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O que esperar do Zeenix da TecToy?
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2 anos atrásem

O que podemos esperar do Zeenix? Acredito que essa seja a pergunta que permeia a mente daqueles que têm algum interesse ou expectativa para o lançamento deste que um novo console brasileiro em muito tempo.
Desde seu anúncio na metade de 2024, muitas pessoas já tiveram a oportunidade de manusear o dispositivo através da sua aparição na gamescom latam 2024, com isso, muitas questões ficaram no ar quanto ao Zeenix. Então, a convite da TecToy, fui fazer uma visita na sede da empresa em São Paulo para conhecer um pouco mais de perto o seu portátil, além da estratégia que eles pretendem adotar para que o Zeenix tenha uma boa recepção em nosso país – e também aproveitei para dar uma conferida no museu da TecToy.












Com as informações que obtive dos representantes da empresa e a oportunidade de jogar um pouco mais o dispositivo durante a minha visita, elenquei alguns tópicos que podem ser interessantes para aqueles que estão curiosos – ou mesmo ansiosos – pela chegada do Zeenix no mercado brasileiro.
O que é o Zeenix?
Embora para a grande maioria de nós o Zeenix seja um console portátil, a definição que a TecToy dá a ele é de um computador portátil.
Com a pretensão de que ele seja “o primeiro console/computador” de muitas pessoas, a TecToy possui uma visão mais abrangente das possibilidades do Zeenix no mercado brasileiro. A empresa não deseja que seu produto seja limitado ao público gamer, indo além dos jogos, executando programas do dia a dia, já que ele vem com Windows 11 diretamente de fábrica.
Se vocês têm acompanhado as postagens sobre o Zeenix aqui no Adrenaline, já puderam conferir quais são as especificações tanto do modelo Lite quanto do Pro, que serão as duas versões que chegarão ao público em seu lançamento. Com exceção do hardware em seu interior, o design externo de ambos modelos são idênticos, e só será possível identificar qual versão você está em mãos ao conferir o número serial na parte traseira do dispositivo.
O convite da TecToy para minha visita foi para que pudesse experimentar o modelo com mais calma. Durante a gamescom latam 2024 já pude manusear o Zeenix, mas ele estava plugado (por segurança), além de todo o frenesi que uma feira de games traz, como luzes fortes, barulho e filas. Já na sede da TecToy, com ambiente calmo, um lugar confortável pra sentar e tempo, eu pude brincar um pouco mais, tanto com o Lite quanto o Pro.






Ambos os modelos são bem leves e contam com sistema de arrefecimento que recebe o ar na parte traseira e o expele pela parte de cima (imagens acima), o que evita qualquer incômodo ao manuseá-lo. Seus gatilhos e alavancas magnéticas não me incomodaram durante a jogatina, mas poderiam ser mais robustos. Seus outros botões e o D-Pad são bem confortáveis e tive a chance de colocá-los à prova jogando Ultra Street Fighter 4.




Ao falar sobre jogos, pude testar, além do já citado SF, o Bioshock Infinite (ambos na versão Lite do portátil) e Starfield (na versão Pro). Em ambos os casos as configurações dos jogos estavam no com gráficos no low e rodando a 30 FPS. No caso do Bioshock e Street Fighter, os jogos estavam a 720p, já em Starfield era FullHD.






Não houve muitos incômodos ao jogar nessas configurações, mas houveram stuttering e travamentos pontuais. O sistema continuou operante e o jogo fluiu, entretanto deve-se levar em consideração, principalmente em relação a versão Lite, que os jogos que eu experimentei não são lançamentos atuais, e mesmo assim o portátil não pode chegar ao ápice desses jogos.
Contando com o Windows 11, o portátil chegará para os consumidores zerado, com apenas dois programas desenvolvidos para o Zeenix: o Zeenix Control Center e o Zeenix Hub, ambos funcionando com suas particularidades de interface e para organizar seus jogos, além de ajudar com as funcionalidades touch da tela do Zeenix. Com isso a TecToy espera dar liberdade para os jogadores ocuparem o sistema como quiserem.
Com quais consoles portáteis o Zeenix irá disputar?
A TecToy está ciente da sua posição ao entrar no mercado de portáteis. Como uma player conhecida pelos brasileiros, ela espera uma boa recepção, mas tem consciência do quanto esse segmento é disputado, com dispositivos já consolidados e hardwares poderosos.
Embora possua um dispositivo com configurações mais modestas, a marca brasileira conta com diferenciais que podem pesar positivamente para seu lado – as quais eu descrevo abaixo, no próximo tópico.
Neste momento, consigo criar uma correlação com o passado, onde tínhamos o Mega Drive como uma opção de console nas grandes varejistas do país, mas também havia a presença de outros concorrentes mais poderosos, como PSOne e N64. Ainda assim, mesmo com opções mais avançadas, muitos optaram pelo console da SEGA como primeiro videogame. Será que veremos isso novamente?
Qual é o plano da TecToy?
O foco da TecToy ao disponibilizar o Zeenix para os brasileiros é justamente criar um produto nacional, com garantia, assistência técnica, SAC, interação direta com a comunidade através de canais oficiais, o que inclui um servidor no Discord, onde os consumidores poderão falar diretamente com o time de desenvolvimento e sugestionar testes de jogos e softwares para que eles possam apresentar a melhor solução para possíveis problemas ou mesmo implementações.
Além dos consumidores, a TecToy também tem planos para os desenvolvedores nacionais. Embora tenha focado o nosso papo na apresentação do Zeenix, deixaram claro que em 2025 pretendem estreitar laços com o cenário de games do Brasil para, quem sabe, criar um ecossistema com lançamentos idealizados para o Zeenix.
Qual é o preço e quando será lançado o Zeenix?
Esses são os maiores questionamentos para quem aguarda o lançamento do Zeenix. Mas ainda não temos uma resposta definitiva.
Na conversa com os representantes da TecToy durante a visita, questionei sobre valores e datas e nos foi informado que a pré-venda e o lançamento irão acontecer antes do final de 2024.
Então, se você está de olho no Zeenix, se prepare, pois posso garantir que os primeiros compradores terão uma grata surpresa.
E, não se esqueçam, assim que nos for disponibilizado, traremos o Zeenix para o nosso canal no YouTube, onde vocês poderão conferir cada um dos detalhes e testes que iremos rodar no Zeenix.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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