NOSSAS REDES

ACRE

O que está acontecendo com conversas entre Israel, EUA e Hamas? | Notícias de conflito de Israel-Palestina

PUBLICADO

em

O que está acontecendo com conversas entre Israel, EUA e Hamas? | Notícias de conflito de Israel-Palestina

Uma equipe de negociação israelense teria estendeu sua estadia na capital do Catar dohaum dia após o enviado dos EUA para o Oriente Médio Steve Witkoff estava na cidade para tentar encontrar um caminho a seguir entre Israel e Hamas.

O acordo supostamente nos cartões é uma extensão do cessar -fogo por até 60 dias em troca de cinco e 10 cativos israelenses vivos realizados em Gaza.

Embora o Hamas tenha rejeitado anteriormente um acordo semelhante, eles podem ser mais propensos após reuniões diretas entre nós, enviado de reféns Adam Boehler e os principais funcionários do Hamas nas últimas semanas. Boehler havia dito que as reuniões correram bem e sugeriram que um acordo estava no cartas para um potencial cessar-fogo a longo prazo, provocando uma reação de Israel e políticos americanos pró-israelenses.

Há até relatos de que a Boehler foi retirada do arquivo Israel-Gaza, mas esses relatórios podem ser prematuros.

Vamos dar uma olhada mais de perto.

O que está sendo negociado atualmente?

Um acordo entre Israel e Hamas já havia sido alcançado, que incluía três fases e acabaria por levar a um cessar -fogo permanente. A primeira fase envolveu uma troca limitada de cativos israelenses e prisioneiros palestinos, bem como um cessar -fogo temporário e Israel, permitindo uma quantidade crescente de ajuda humanitária em Gaza. Os detalhes da segunda fase ainda estavam para serem negociados, mas a administração anterior dos EUA do Presidente Joe Biden deixou claro que a primeira fase continuaria até que a segunda fase pudesse ser acordada.

Israel ignorou isso e, embora não tenha reiniciado uma guerra total a Gaza, ameaçou fazê-lo e bloqueou a entrada de toda ajuda humanitária, bem como a eletricidade.

No início de março, o primeiro -ministro israelense Benjamin Netanyahu introduziu uma nova proposta, que ele disse ter vindo de Witkoff – embora o enviado dos EUA nunca se apropriou publicamente. O escritório de Netanyahu disse que o acordo veria o cessar -fogo se estendido por seis semanas e metade dos cativos em Gaza – morto e vivo – lançado no primeiro dia da extensão.

Embora isso tenha sido inicialmente rejeitado pelo Hamas, o acordo atual sendo negociado em Doha parece ser semelhante, embora os críticos ainda digam que Netanyahu não deseja acabar com a guerra permanentemente, pois ele teme que seu governo colapse se o fizer.

E as negociações de Boehler?

Enquanto a missão de Boehler se estendeu apenas aos cinco cativos israelenses-americanos, quatro dos quais são acreditados mortos, parece que as negociações diretas mantiveram a possibilidade de não apenas garantir um cessar-fogo duradouro, mas potencialmente a liberação de todos os cativos mantidos pelo Hamas.

Falando à mídia israelense e americana no domingo passado, Boehler indicou que havia aproveitado a oportunidade de se envolver diretamente com o Hamas, ganhando o compromisso de manter um cessar -fogo entre cinco e 10 anos, estabelecendo as armas e abandonando o controle da faixa de Gaza.

Boehler deixou claro que não havia coordenado com Israel antes de manter conversas com o Hamas, e acrescentou em uma entrevista que os EUA “não eram um agente de Israel” e tinham seus próprios “interesses específicos em jogo”.

Como Israel reagiu às notícias das negociações diretas?

Não está bem.

O ministro das Finanças de extrema–direita de Israel, Bezalel Smotrich, disse à Rádio do Exército de Israel que as autoridades israelenses não especificadas haviam “deixado claro para ele (Boehler) que ele não pode falar em nosso nome e se desejar negociar em nome dos Estados Unidos, então boa sorte para ele”.

Ron Dermer, ministro de Assuntos Estratégicos de Israel e um confidente próximo de Netanyahu, foi relatado como tendo “atacado” repetidamente em Boehler na noite anterior às notícias das negociações se tornarem públicas.

O ex-chefe do Serviço de Segurança israelense, o Shin Bet e o atual ministro da Agricultura, Avi Dichter, também criticaram a iniciativa dos EUA, dizendo à rádio israelense que as negociações diretas dos EUA-Hamas prejudicaram as negociações israelenses. “É muito perigoso quando você realiza movimentos sem saber e sem coordenar com o lado israelense”, disse Dichter.

A campanha israelense contra a Boehler continuou na imprensa, com um tempo de Israel editorial escolhendo os comentários de Boehler, marcando o enviado “complacente, confuso e perigosamente ingênuo”.

Trump abandonou Boehler?

Quando surgiram notícias das negociações dos EUA-Hamas no início do mês, o secretário de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump as apoiou porque eram “a coisa certa para o povo americano”.

Mas, após os comentários de Boehler à imprensa no domingo passado, surgiram relatórios de notícias israelenses dizendo que o enviado refém não representou a posição da Casa Branca e que Witkoff continuaria liderando as negociações.

Então, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, cujas portfólios mais importantes da Ucrânia e do Oriente Médio parecem ter sido levadas por Witkoff, disse na segunda-feira que as negociações eram uma “situação única” que falhou.

Os relatórios na quinta -feira alternaram entre as alegações que diziam que Boehler não estaria mais lidando com Israel e Gaza, e outros que diziam que continuaria apoiando Witkoff.

Um relatório da Jewish Insider incluiu citações de vários senadores republicanos anônimos repreendendo Boehler, com uma sugerindo que ele “perdeu toda a confiança”.

Isso importa?

Até o próprio Trump falar, é difícil avaliar qual é a sua verdadeira posição sobre o assunto. Pode ser o caso que ele simplesmente não decidiu ainda.

Mas de qualquer maneira, o fato de os senadores citados não querem que seus nomes publicados possam mostrar que ainda estão protegendo suas apostas e evitam serem vistos como Trump de segunda adivinhação.

As conversas com o Hamas, mesmo que os EUA não os repitam, são um sinal de que o governo Trump está assumindo a liderança em Gaza e está arrastando Israel e Netanyahu junto com eles.

Israel depende inteiramente dos EUA para apoio militar e diplomático. Além disso, à luz dos inesperados ombros de Trump de alianças tradicionais dos EUA, como aqueles com o Canadá e a Europa, muitos dentro de Israel estão preocupados que o apoio de Trump à sua guerra contra Gaza possa ser igualmente inconstante.

Respondendo às notícias das negociações diretas, o Daily Haaretz israelense especulou que a existência de negociações dos EUA com o Hamas era uma evidência da “frustração” de Trump com Netanyahu, além de revelar os objetivos do governo dos EUA, que estava ligando para “que estava prejudicando a paz, que estava prejudicando a paz, que estava prejudicando.



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS