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O que está atrasando as negociações até agora? – DW – 18/11/2024
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Não há mais tempo a perder para uma acção climática decisiva, uma vez que o aumento das temperaturas causado pela queima de combustíveis fósseis deixa o mundo confrontado com escalada de tempestades, inundações, secas e incêndios florestais.
No entanto, as frustrações estão aumentando naquela semana COP29as negociações registaram até agora poucos progressos no combate à crise climática e isso fala em torno financiamento climáticouma prioridade fundamental da cimeira, chegaram a um impasse.
“A primeira semana da conferência não alcançou o que era necessário para agora estarmos optimistas em relação à segunda semana”, disse Jan Kowalzig, especialista em alterações climáticas e política da Oxfam, uma ONG internacional focada na pobreza e na injustiça. “Ambos os temas principais da COP29 – maior ambição na proteção climática e apoio sólido aos países de baixo rendimento – são marcados por posições opostas e bloqueios.”
Ontem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou aos líderes mundiais reunidos na capital do Brasil, Rio de Janeiro, para a G20 esta semana para ajudar a resgatar negociações paralisadas.
“Um resultado bem sucedido na COP29 ainda está ao alcance, mas exigirá liderança e compromisso, nomeadamente dos países do G20”, afirmou Guterres numa conferência de imprensa. Ele enfatizou que estes países são responsáveis por 80% das emissões globais e deveriam “liderar pelo exemplo”.
O que está impedindo o progresso?
A cimeira climática da ONU deste ano, realizada no Baku, capital do Azerbaijãoprovavelmente não teve um início tranquilo.
A ausência de líderes de países como a Alemanha, a França e os EUA chamou a atenção, tal como o fez o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, quando utilizou a reunião anual sobre a acção climática como plataforma para descrever o petróleo e o gás – principais motores da crise climática -. como um “presente de Deus”.
Entretanto, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, deixou claro os seus planos para retirar-se do acordo climático de Paris – pela segunda vez – quando ele voltar a entrar na Casa Branca, e a Argentina retirar-se das negociações climáticas numa medida que, segundo as organizações da sociedade civil, poderia pôr em risco a possibilidade de o país receber dinheiro para a acção climática.
Um dos principais pontos de discórdia é o desenvolvimento de um objectivo de financiamento climático — conhecido como o Novo Objectivo Colectivo Quantificado sobre Financiamento Climático (NCQG) — que forneceria assistência financeira aos países em desenvolvimento para combater as emissões e transição para longe de combustíveis fósseis.
Estima-se que até ao final da década os países em desenvolvimento, excluindo a China, necessitarão de 1 bilião de dólares por ano para os ajudar a responder à crise climática, de acordo com um estudo de importantes economistas publicado na semana passada.
No entanto, os países ainda estão a negociar o valor final do objectivo climático, bem como o tipo de financiamento e quem deve pagar.
As nações ocidentais gostariam que a China e os estados ricos do Golfo contribuíssem para o fundo e dizem que o sector privado também precisará de estar envolvido na angariação de investimentos.
“Como Jerry McGuire diz ‘mostre-me o dinheiro’. O montante do financiamento climático, juntamente com quem o paga e quem o recebe, são fundamentais para desbloquear as negociações e garantir um resultado sólido na COP29″, disse Manuel Pulgar-Vidal, líder global de clima e energia da organização ambiental WWF.
“Um novo acordo de financiamento climático, que responda às necessidades dos países em desenvolvimento, é crucial para lhes permitir estabelecer metas ambiciosas de mitigação e caminhos para alcançá-las. Deve também garantir que possam adaptar-se e responder às consequências do aumento das temperaturas. tempo para atrasar, pois os países devem apresentar os seus novos planos climáticos nacionais até a COP30, em novembro do próximo ano”, acrescentou Pulgar-Vidal.
O que pode acontecer nos próximos dias?
Esta semana, os ministros do governo chegam a Baku para assumir as negociações, faltando apenas alguns dias para chegar a um acordo final.
“O ponto médio das negociações climáticas é sempre um momento desafiador. Não foram feitos progressos suficientes até agora na COP29, e o tempo está correndo para que as nações cheguem a um consenso sobre uma série de questões cruciais”, disse Rachel Cleetus, diretora de política climática. e programa de energia da Union of Concerned Scientists, uma organização sem fins lucrativos de defesa da ciência com sede nos EUA. “Este é o momento para as principais nações emissoras, especialmente os países mais ricos, mostrarem liderança e negociarem de boa fé para manter a confiança e a credibilidade”.
Falando hoje numa reunião informativa, Wopke Bastiaan Hoekstra, Comissário Europeu para a Ação Climática, observou que, embora a falta de progresso seja frequentemente lamentada nesta fase das negociações da COP, ainda há terreno sólido para otimismo. “Apesar da difícil situação geopolítica, podemos e devemos ter um bom resultado”.
Hoekstra apelou à presidência da COP para começar a reunir os estados para se concentrarem em esforços concretos o mais rápido possível esta semana.
Alemanha pressiona por acordo de financiamento climático “justo e ambicioso”
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O presidente da COP29, Mukhtar Babayev, admitiu estar preocupado com o ritmo das negociações e enfatizou que a liderança do G20, que representa 85% do PIB global e 80% das emissões, é essencial para fazer progressos em Baku em todos os pilares do Acordo de Parisdo financiamento à mitigação e adaptação.
“Não podemos ter sucesso sem eles, e o mundo está à espera de notícias deles. Instamo-los a aproveitar a reunião do G20 para enviar um sinal positivo do seu compromisso em enfrentar a crise climática. Queremos que forneçam mandatos claros para cumprir na COP29 Esta é a oportunidade de mostrar a sua liderança”, disse Babayev.
Editado por Tamsin Walker
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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
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30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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