POLÍTICA
O que o Brasil conquistou na presidência do G20?
PUBLICADO
1 ano atrásem
Matheus Leitão
O Brasil assumiu a presidência do G20 com grandes desafios à sua frente e saiu fortalecido, consolidando conquistas marcantes que colocaram o país no centro das discussões internacionais. Entre elas, a criação da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, compromissos ambientais e avanços na diplomacia multilateral.
Lula destacou no início da cúpula que o mundo vive hoje um cenário pior do que há 16 anos, quando participou da primeira reunião do G20. Ele apontou que conflitos armados atingiram o maior número desde a Segunda Guerra Mundial, com 117 milhões de deslocados, e que as desigualdades sociais, raciais e de gênero foram agravadas pela pandemia. Para enfrentar essa realidade, o Brasil apostou em uma diplomacia pragmática, isolando temas sensíveis, como os conflitos em Gaza e na Ucrânia, e focando em áreas de consenso como o combate à fome e à pobreza.
Um dos desafios diplomáticos enfrentados foi a postura do presidente argentino Javier Milei. Inicialmente contrário à aliança contra a fome, Milei rejeitou o papel do Estado em iniciativas globais e questionou temas como regulação de redes sociais e igualdade de gênero. Apesar de buscar protagonismo com declarações alinhadas ao discurso conservador global, ele acabou isolado.
Pressionado, cedeu em pontos fundamentais e assinou o acordo, embora tenha tentado suavizar termos como “taxação de super-ricos”. Ponto positivo neste episódio foi a habilidade do Itamaraty em manter o foco e evitar retrocessos para o sucesso das negociações.
O Brasil inovou ao separar discussões mais polarizantes do comunicado principal. Essa estratégia permitiu que o grupo alcançasse acordos ministeriais setoriais, algo que não havia sido possível nas presidências anteriores da Índia e Indonésia. Mesmo quando pressionado pelo G7 para reabrir negociações, o Itamaraty manteve firmeza, limitando as alterações a termos como “infraestrutura” e menções específicas à Rússia. Essa abordagem pragmática garantiu que as negociações seguissem alinhadas aos interesses brasileiros e globais.
Além do combate à fome, a presidência brasileira avançou em compromissos relacionados às mudanças climáticas e à preservação ambiental. A criação de forças-tarefa para emergências climáticas e o destaque dado às florestas tropicais reforçaram o papel do Brasil como líder na agenda sustentável.
A presidência brasileira no G20 consolidou não apenas acordos, mas também uma abordagem diplomática que une pragmatismo e visão global. Ao priorizar ações concretas, como a aliança contra a fome, e superar divisões geopolíticas, o Brasil reafirmou sua relevância em um momento de crises profundas. A habilidade de lidar com desafios internos e externos deixou um legado que servirá de modelo para futuras lideranças do G20.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
Matheus Leitão
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
Felipe Barbosa
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
PUBLICADO
10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE2 dias agoReitora recebe honraria do TJ-AC e assina acordo para evento — Universidade Federal do Acre
Economia e Negócios22 horas agoSaisi to Exhibit at MWC2026 Barcelona: Delivering Advanced Time-Frequency & Voice Communication Solutions
- ACRE7 horas ago
Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre


Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login