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O que o Enem 2024 revela sobre o futuro da educação no Acre?
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1 ano atrásem
Da Redação
*Por Aberson Carvalho
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sempre trazem à tona importantes discussões acerca das redes de ensino por todo o país. No Acre, os dados de 2024 mostram um cenário animador em comparação ao período de 2018 a 2023. A pandemia de COVID-19 trouxe desafios enormes, afetando tanto a participação quanto o desempenho dos estudantes, com o ano de 2021 marcado como o mais difícil. Muitos especialistas na área previam que viveríamos uma “década perdida” na educação, mas, em nosso estado, a retomada entre 2022 e 2023 trouxe uma recuperação notável.
Devemos ressaltar a participação dos alunos concluintes na última edição. No Enem 2024, o estado alcançou 100% de adesão entre os concluintes da rede pública, totalizando mais de 8,4 mil alunos, sendo 6,8 mil da zona urbana e 1,6 mil da zona rural. Além disso, houve um aumento na presença de estudantes indígenas e moradores de áreas rurais, que representaram cerca de 19% dos participantes. Esses grupos alcançaram, em 2023, uma média de redação de 620 pontos, acima da média estadual geral de 600 pontos, ainda sem os dados finais de 2024 consolidados.
Um exemplo dessa edição foi Tayla Paulino Sales Kaxinawá, estudante indígena da Escola Estadual Jairo de Figueiredo Melo, no município de Jordão. Enfrentando desafios como a moradia em um município de difícil acesso, Tayla conquistou 920 pontos na redação. Segundo a jovem, essa trajetória só foi possível graças ao apoio da família, professores e iniciativas como o Pré-Enem Legal, que disponibilizou conteúdo on-line, e a entrega de tablets com internet, mostrando como a combinação de determinação pessoal e políticas públicas pode transformar vidas.
No que diz respeito à nota em redação, a busca por uma nota 1000 continua sendo uma meta desafiadora. Mesmo professores experientes reconhecem a dificuldade de alcançar esse patamar. Apesar disso, o estado mostrou um bom desempenho, com diversos alunos da rede estadual tirando notas acima de 900 pontos, sendo 17 desses com notas entre 950 e 980 pontos. Quando analisamos as áreas do conhecimento, Ciências Humanas foi o destaque, enquanto Matemática e Ciências da Natureza apresentaram resultados mais baixos, o que reflete desafios vistos em todo o país.
Para enfrentar essa situação, o governo do Estado tem investido na implantação de laboratórios em escolas de Ensino Médio. Desde 2019, foram instalados 120 laboratórios multidisciplinares, equipados com ferramentas práticas para disciplinas como Química, Física, Biologia e Matemática. Esses espaços têm transformado o ensino, aproximando teoria e prática e oferecendo aos alunos novas formas de aprendizado, visando alcançar os resultados da metodologia já nos próximos anos. Os resultados do Acre no Enem 2024 reforçam o papel da educação como uma força transformadora no trabalho para cuidar das pessoas.
O resultado de políticas executadas com eficácia e o envolvimento de professores, alunos e famílias tem mostrado que é possível superar desafios e construir um futuro mais promissor para a educação do Acre.
*Aberson Carvalho é professor e secretário de Educação e Cultura do Acre
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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