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O que o retorno de Donald Trump ao poder nos EUA significa para a África – DW – 22/01/2025

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Durante seu primeiro mandato como NÓS presidente, Donald Trump mostrou pouco interesse nas relações com governos em África. O continente também não apareceu muito no seu discurso de tomada de posse do seu segundo mandato, excepto a sua promessa de enviar de volta os migrantes indocumentados, uma promessa de campanha que desempenhou um papel na sua reeleição.

No entanto, vários ganenses que falaram com a DW têm grandes expectativas de O segundo mandato de Trump. Jennifer Nartey diz estar optimista em relação à parceria EUA-África. “Espero que ele se concentre na construção de mais parcerias com países africanos, dos quais Gana faz parte.”

Nartey também destacou preocupações sobre Direitos LGBTQ+esperando que Trump influencie as políticas das nações africanas. “Espero que ele trabalhe nisso… que ele empurre isso para que outros países menores ou países africanos que estão olhando para ele possam seguir o seu caminho”, acrescentou ela.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra uma ordem executiva assinada durante um comício no dia da posse de seu segundo mandato presidencial, dentro da Capital One, em Washington
Trump reverteu várias políticas da administração anterior de Biden Imagem: Mike Segar/REUTERS

Fred Awuni, residente na capital do Gana, Accra, expressou o seu sentimento. “Como africano, tenho estima valores que lhe dizem respeito (direitos LGBTQ+). Então, acho que quando ele conseguir aboli-la, eu realmente apreciaria”, disse Awuni.

No ano passado, o Parlamento do Gana aprovou uma conta criminalizar o sexo consensual entre adultos do mesmo sexo. Grupos de direitos humanos criticaram o projecto de lei, que ainda não foi sancionado, como sendo uma perseguição contra minorias sexuais e de género.

Trump já reverteu as proteções para comunidades LGBTQ+. No seu primeiro dia no cargo, ele determinou que os Estados Unidos só reconheceriam dois sexos – masculino e feminino – em todos os documentos oficiais do governo.

Otimismo cauteloso no segundo mandato de Trump

“Não creio que a eleição do presidente Trump vá mudar muita coisa relações entre Mali e os Estados Unidos“, disse à DW um malinese que vive na capital, Bamako.

Na vizinha Nígerhouve críticas às relações de Trump com África. “Durante o seu primeiro mandato, ele não demonstrou qualquer interesse em trabalhar ou colaborar com os africanos”, disse um local à DW, acrescentando que não espera mudanças significativas na sua abordagem.

As reações nos Camarões foram mais cautelosas. “Camarões é parceiro dos Estados Unidos da América e, portanto, a diplomacia camaronesa deveria afinar o seu violino para a nova situação”, disse um residente de Yaoundé à DW.

“A África hoje é inevitável. A posição de África é vital para a paz e a consolidação da estabilidade global”, disse um residente de Bangui, a capital do República Centro-Africana. Ele disse que há necessidade de relações equilibradas entre os Estados Unidos, Rússia e outras potências globais.

O Corredor do Lobito: o impulso tardio de Biden pelos recursos africanos

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Cuidados de saúde e imigração sob escrutínio

A decisão de Trump de retirar os EUA do Organização Mundial da Saúde (OMS) está a enviar ondas de choque por toda a África. Kudzai Zvinavashe, de Zimbábuedisse à DW que a retirada dos EUA é um “grande golpe”, especialmente para os sistemas de saúde africanos com poucos recursos. “A Organização Mundial da Saúde tem sido fundamental para colmatar esta lacuna, especialmente em emergências como o Ébola, a COVID e a mpox”, disse Zvinavashe.

As políticas de imigração de Trump também enfrentam escrutínio. Gracious Nyathi destacou o impacto potencial das ordens executivas sobre os jovens africanos que procuram oportunidades nos EUA. “Considerando que Trump apresentou uma abordagem muito radical em relação à imigração, isso definitivamente destruiria o seu sonho americano”, disse Nyathi, mantendo ao mesmo tempo uma esperança cautelosa em oportunidades futuras.

África precisa de se adaptar a um Trump transacional

Etsey Sikanku, professor de comunicação política, fez uma análise contundente do segundo mandato de Trump. “Donald Trump é um livro aberto”, disse Sinkaku à DW. “Ele deixou claro que a sua política é a América em primeiro lugar”, observou, destacando as prioridades nacionalistas de Trump.

“Os africanos deveriam posicionar-se para lidar com um Donald Trump transacional”, disse Sikanku.

Sikanku citou as observações controversas de Trump sobre África, sugerindo que elas resumem a sua posição mais ampla. Quando alguém abre a mão e mostra o que pensa de você, acho que é o suficiente para você ter uma noção clara de com quem está lidando”, acrescentou.

O que é o programa comercial AGOA EUA-África?

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O professor oferecido expressou pouca esperança nas políticas comerciais de Trump. Trump demonstrou pouco interesse em prorrogar a Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), e a sua proposta de tarifa de 10% sobre as importações apresenta desafios para as economias africanas. Sikanku argumenta que as nações africanas devem preparar-se para um “Donald Trump menos globalista” e antecipar mudanças nos programas de ajuda e nas relações comerciais.

Embora alguns observadores vejam o segundo mandato de Trump como uma oportunidade para reformular as relações EUA-Áfricaoutros permanecem cautelosos com as suas políticas e retórica anteriores. Dos cuidados de saúde à imigração, espera-se que a presidência de Trump molde o envolvimento de África com os EUA de formas familiares e incertas.

África encontra-se numa encruzilhada, lutando com as implicações das políticas de Trump, ao mesmo tempo que procura oportunidades de crescimento e parceria num cenário global em rápida evolução.

Editado por: Chrispin Mwakideu



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre

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Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Abertura do Processo

I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);

II – Documentos pessoais exigidos:

• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

• Comprovante de residência;

• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

III – Documentos acadêmicos exigidos:

• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;

V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;

Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br

O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:

Arquivo 1 em .PDF:

1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);

2. Documentos pessoais exigidos:

a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

b) Comprovante de residência;

c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

Arquivo 2 em PDF:

1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);

Arquivo 3 em PDF:

1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:

a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).

Arquivo 4 em PDF:

1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Arquivo 5 em PDF:

a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017. 

Fluxo do Processo

VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;

VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;

VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.

a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.

IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.

Formulário Padrão

Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade

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