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O que tiktoker carioca pode ensinar a Boulos – 10/10/2024 – Marcos Augusto Gonçalves

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Marcos Augusto Gonçalves

Rick Azevedo, 30, candidato a vereador pelo PSOL, fez sucesso no Rio. O tiktoker foi o que menos pegou verba e o que mais teve voto no partido. E terminou em 12º no geral. Sua bandeira é simples, direta e tem até claro cunho trabalhista: ele é contra o regime de seis dias de trabalho por um de folga. A tal da escala 6 x 1.

Começou a protestar contra esse regime na rede social e obteve amplo apoio. Estava falando com uma massa da qual é parte. Embalou a reivindicação não em ódio contra a exploração burguesa, mas com a criação de um movimento chamado VAT –Vida Além do Trabalho.

Ocorre que Rick é contra a CLT, legislação por ele considerada “escravocrata”, que regulamenta o sistema ao qual se opõe. Você ganha um salário fixo baixo e acaba sem tempo para viver ou se dedicar a alguma outra fonte de dinheiro. De que vale essa carteira de trabalho?

Como o sucesso de Rick de Azevedo entra na cabeça de uma candidatura mais formal e compenetrada de esquerda? Ser contra a CLT? Imagina. Não entra. Pois é, fico imaginando que ele pode acabar até arrumando adversários em sua sigla.

Rick representa uma faceta da vida social contemporânea que parece distante da esquerda –e de seu candidato em São Paulo, Guilherme Boulos.

Na primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno, Boulos largou atrás, como era previsível. O prefeito Ricardo Nunes, espécie de picolé de chuchu do bolsonarismo, obteve 55% das intenções de voto contra 33% de seu oponente. Hoje seria lavada.

Sem desconsiderar o espaço para novidade que faz do segundo turno uma eleição diferente daquela do primeiro, o embate final carrega um histórico pesado da última rodada de votação –mais ainda neste momento sem campanha e propaganda gratuita de rádio e TV.

Boulos tinha e tem contra si o fato de o terceiro colocado, por margem estreitíssima, ter sido um candidato alinhado a ideias de extrema direita, em oposição ferrenha ao campo da esquerda. Nada menos do que 84% dos eleitores de Marçal foram para Nunes. Por mais que tenha tentado reduzir sua rejeição, ela mostrou-se altíssima neste primeiro levantamento: 58% contra 37% do rival. Se quiser aspirar a uma vitória, terá que realizar a façanha de seduzir quem preferiu o ex-coach.

É bom lembrar que no segundo turno o voto que vai para um lado sai do outro. Uma diferença de 22 pontos em votos válidos, por exemplo, desapareceria com a conquista de 11.

Falou-se bastante sobre o futuro da campanha de Boulos ao longo da semana. Para alguns, ele teria que pendurar o blazer que vestiu para parecer menos radical, voltando a uma imagem mais a sua cara. Assim poderia ter mais chance de atrair aquele cara jovem revoltado, batalhador, que fez o M no primeiro turno.

Precisaria também atualizar o discurso surrado da esquerda, feito para outros tempos, forjado por um ideário coletivista, no qual o Estado se sobrepõe à iniciativa privada e o lucro é visto quase que como pecado. Teria, nesse sentido, que aprender alguma coisa com Rick Azevedo.

É um tremendo desafio. Boulos perde fatia considerável de quem votou em Lula em 2022. A entrada do presidente na campanha vai ajudar? É tudo complicado e contraditório. Para avançar, vai precisar chupar cana, assoviar e dar mortais escarpados. Impossível não é, mas não está nada fácil.


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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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