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O seguro está falhando com os sobreviventes do furacão: ‘As pessoas pensavam que estavam cobertos’ | Furacão Milton

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Lauren Aratani in New York

À medida que milhões de residentes nos EUA começam a trabalhar para apresentar pedidos de seguros sobre as suas casas na sequência dos furacões Helene e Milton, muitos poderão ter o seu pedido negado, especialmente se as suas casas forem danificadas pelas inundações.

Uma peculiaridade no mercado de seguros residenciais dos EUA é que o seguro contra inundações é separado do seguro residencial típico, que geralmente cobre danos causados ​​pelo vento causados ​​por furacões, mas não por inundações. Os proprietários devem adquirir um seguro contra inundações separadamente se quiserem que suas casas sejam protegidas contra inundações.

E muitos não. Em algumas áreas onde o furacão Helene atingiu mais duramente, menos de 1% das casas tinham seguro contra inundações quando a tempestade atingiu. No condado de Buncombe, na Carolina do Norte, onde fica Asheville, apenas 0,9% das residências tinham seguro contra inundações, de acordo com dados do Instituto de Informação de Seguros.

O número de pessoas com seguro contra inundações na Flórida, que foi atingida por Furacão Milton duas semanas depois de partes do estado terem sido atacadas por Helene, é maior do que em outras partes do país. Mas ainda assim, a adesão é baixa. No condado de Sarasota, que foi atingido diretamente por Milton, apenas 23% dos residentes têm seguro contra inundações.

Apenas um centímetro de água pode custar US$ 25 mil a uma casa, de acordo com a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), e 99% de todos os condados dos EUA foram afetados por enchentes desde 1996. Mas apenas cerca de 6% das casas têm seguro contra inundações, de acordo com o Instituto de Informações de Seguros.

A maioria das pessoas com seguro contra inundações tem planos do Programa Nacional de Seguro contra Inundações (NFIP) do governo federal, criado na década de 60, quando o mercado privado de seguro contra inundações era inexistente. Embora algumas empresas privadas ofereçam seguro contra inundações, dois terços das pessoas com seguro contra inundações têm apólices do NFIP.

Especialistas do setor dizem que muitos proprietários não sabem que seu seguro residencial padrão não cobre inundações.

“Os danos provocados pelo vento são normalmente cobertos pela sua apólice de seguro residencial padrão, enquanto as inundações em geral são excluídas”, disse Mark Friedlander, diretor de comunicações corporativas do Insurance Information Institute. “No caso do furacão Helene, muitas pessoas entraram com ações de indenização em seus seguros de propriedade. Essas reivindicações provavelmente serão negadas porque se trata claramente de danos causados ​​por inundações, e não por danos provocados pelo vento.”

Friedlander também disse que as pessoas podem subestimar o risco de inundação em suas propriedades e optar por renunciar ao seguro extra para economizar dinheiro.

Ao contrário do seguro residencial, que é exigido de todos os proprietários com hipotecas apoiadas pelo governo federal, apenas aqueles que estão em zonas de alto risco de inundação designadas pela Fema com hipotecas são obrigados a adquirir seguro contra inundações.

As zonas de alto risco de inundação são principalmente áreas onde os residentes têm de evacuar caso ocorra uma grande tempestade – mas não são apenas estas zonas que inundam. Quatro em cada 10 solicitações de seguro contra inundações do NFIP vêm de fora de zonas de alto risco de inundação, de acordo com Mulher.

“Se chover em sua casa, poderá inundar sua casa”, disse Friedlander.

Uma pessoa caminha por uma rua inundada pela nascente do rio Anclote enquanto a Flórida tenta se recuperar do furacão Milton em New Port Richey na sexta-feira. Fotografia: Spencer Platt/Getty Images

Alguns países, como Espanha e Françaincluem cobertura contra inundações no seguro residencial padrão, disse Carolyn Kousky, vice-presidente associada de economia e política do Fundo de Defesa Ambiental, algo que seria complicado nos EUA.

“Temos algumas pessoas de alto risco que têm baixos rendimentos e beneficiariam de uma taxa fixa”, disse Kousky. “Também temos áreas como Miami, onde há pessoas de renda muito alta que estão em risco, e a taxa fixa seria uma espécie de subsidiá-las”.

Durante o furacão Ian, que destruiu a costa oeste da Flórida em setembro de 2022, o custo de reparar os danos causados ​​pelas enchentes representou cerca de um quarto de todas as perdas não seguradas. Perda de inundação não segurada foi estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 17 bilhões, enquanto a perda geral não segurada foi entre US$ 41 bilhões e US$ 70 bilhões, de acordo com CoreLogic.

Mesmo depois do furacão Ian, o número de pessoas que adquiriram seguro contra inundações em Flórida saltou apenas 1%, de 19% para 20% dos proprietários de casas no estado, disse Friedlander.

Na Florida, o seguro contra inundações pode significar pelo menos algumas centenas de dólares adicionais por ano, e os residentes do estado já estão a desistir completamente do seguro residencial devido ao aumento dos prémios.

Cerca de 15% a 20% dos proprietários de casas na Flórida não tinha seguro residencial em 2023, superior à média nacional de 12%, segundo o instituto Insurance Information.

Embora os prêmios de seguro residencial tenham subido 52% desde 2020 em nível nacional, alguns lugares na Flórida viram aumentos de pelo menos 80% durante o mesmo período, de acordo com Monitor de hipoteca ICE. No início deste ano, o escritório de regulamentação de seguros da Flórida informou que a taxa média anual de prêmio era de cerca de US$ 3.600 – o média nacional é $ 1.915. Em algumas áreas do estado, como Florida Keys, os prêmios anuais médios são mais perto de $ 7.000.

Muitas companhias de seguros nacionais pararam de oferecer novas apólices no estado ou deixei completamentedeixando os residentes a comprar planos com companhias de seguros regionais ou locais que correm maior risco de insolvência. Desde 2003, 41 seguradoras da Flórida declararam falência ou faliram, de acordo com Reuters – mais do que o número de empresas que entraram em insolvência no resto do país durante o mesmo período.

Parintha Sastry, que estudou as consequências do seguro depois que o furacão Irma atingiu a Flórida em 2017, disse que as seguradoras menores eram mais propensas a deixar os segurados com sinistros não segurados.

“Nos locais onde as pessoas dependiam de seguradoras que enfrentavam dificuldades financeiras, vemos que as companhias de seguros não pagavam os sinistros ou não pagavam o suficiente”, disse Sastry. As pessoas “pensavam que estavam seguradas, mas o seu seguro não era tão fiável como pensavam”.

Uma mulher arruma em Tampa, Flórida, enquanto as pessoas removem detritos e limpam suas casas após as enchentes causadas pelo furacão Milton na sexta-feira. Fotografia: Giorgio Viera/AFP/Getty Images

O número de apólices contratadas através do Citizens Property Insurance, a seguradora estatal do estado, disparou nos últimos anos. O Citizens Insurance destina-se a fornecer seguro aos proprietários que não conseguem obter cobertura através de seguradoras privadas ou que recebem taxas que são pelo menos 20% mais altas do que uma apólice comparável da Citizens.

Em 2019, o Seguro Cidadão contava com pouco mais de 420 mil apólices. Nos próximos cinco anos, o número de apólices com a empresa aumentaria para 1,4 milhão em 2023. No último ano, a empresa tem tentado descarregar políticas de volta ao setor privado depois que o estado aprovou reformas para fortalecer o mercado.

Não está claro se as seguradoras privadas voltarão a entrar totalmente no mercado de seguros da Flórida. As companhias de seguros nacionais afirmam que o risco de segurar as pessoas no estado é demasiado elevado, dada a sua exposição a furacões, juntamente com o aumento dos custos de construção e a elevada litígio contra companhias de seguros. Em 2023, a Farmers Insurance tornou-se a primeira grande seguradora a deixar o estado.

É um dilema que se verifica em locais de todo o país que enfrentam fenómenos meteorológicos severos ligados à crise climática. Os riscos crescentes relacionados com catástrofes climáticas estão a tornar mais caro viver em determinados locais. As principais companhias de seguros também puxou para fora de partes da Califórnia que são propensas a incêndios florestais, deixando os residentes vulneráveis ​​a centenas de milhares de dólares em custos se as suas casas forem destruídas.

A organização sem fins lucrativos First Street Foundation, para riscos climáticos, estimado o risco de inundações distorceu o mercado imobiliário no valor de pelo menos 121 mil milhões de dólares – fazendo com que algumas casas pareçam mais valiosas do que realmente são, porque o risco de inundações não é contabilizado.

“Estamos num ambiente de risco cada vez maior”, disse Kousky. “É muito difícil para as pessoas entenderem isso.”



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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