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O silêncio dos magistrados do TPI, apreendidos no caso Netanyahu

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Demorou apenas vinte e três dias para que os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) confirmassem, em 17 de março de 2023, os mandados de prisão solicitados pelo procurador desta instituição, Karim Khan, contra o presidente russo Vladimir Putin e a sua Comissária para os Direitos da Criança, Maria Lvova-Belova. Mas, mais de cinco meses após a sua apresentação, em 20 de maio, os magistrados do TPI continuam a deliberar sobre mandados de prisão solicitados pelo mesmo procurador, por crimes cometidos em Israel e Gaza, desde 7 de outubro de 2023.

Os mandados solicitados por Khan visam o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, e, se os juízes não obtiverem provas da sua morte, Mohammed Deif, chefe do ramo militar do Hamas. Pela sua lentidão, os três juízes abrem a porta a possíveis pressões sobre si próprios, alimentam suspeitas sobre a sua própria independência e levantam questões sobre a própria relevância da jurisdição.

“Se os mandados de prisão por si só não impedirem os crimes, eles poderiam ter um efeito real no terreno e potencialmente salvar muitas vidas”.estima o professor de direito internacional Adil Haque, observador experiente do TPI. Para este acadêmico americano, “Mandados de prisão podem acabar mudando o comportamento dos aliados de Israel, incluindo os Estados Unidos e a Alemanha”os principais fornecedores de armas ao Estado judeu.

Há cinco meses, os juízes aumentaram o número de procedimentos excepcionais. A pedido de Reino Unido, que, no início de Junho, pretendia intervir na capacidade deamigo da corte (“amigo do Tribunal”), para finalmente se retratarem, permitiram que dezenas de Estados, advogados e grupos de reflexão, incluindo alguns de lobbies cristãos evangélicos e da extrema direita ocidental, apresentassem um documento. Depois, em meados de Setembro, rompendo com a sua habitual recusa em lidar com o TPI, Israel iniciou o procedimento, enviando dois escritos aos juízes: um, sem surpresa, contestando a jurisdição do Tribunal, o outro pede-lhe que renunciasse à jurisdição em favor de os tribunais israelenses.

Haia em sua bolha

Israel afirma poder julgar, no seu território, os presumíveis responsáveis ​​pelas violações do direito internacional cometidas em Gaza, na esperança de escapar à espada do TPI, que só intervém como último recurso. Foi assim que o Reino Unido, implicado em casos de tortura no Iraque, conseguiu escapar à rede do tribunal de Haia. Desde a primavera, autoridades americanas como o senador Lindsey Graham e o secretário de Estado Antony Blinken têm ponderado a favor desta opção. De acordo com um observador experiente do Tribunal, “se Israel participa é sem dúvida porque obteve a garantia” de um encaminhamento do caso a seu favor.

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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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