ACRE
O teste do Boxing Day para todos os tempos é o sonho do críquete que a Austrália precisa | Grilo
PUBLICADO
2 anos atrásem
Jack Snape
euife raramente atende às expectativas. Por volta desta época, todos os anos, essas constatações batem à porta com frequência cada vez maior. Sim, você é mais gordo, mais pobre, mais enrugado e menos culto do que gostaria de ser. Aquela aspiração fugaz no ensino médio, de viajar pelo mundo ou fazer a diferença: para a maioria, lamento dizer, o otimismo era equivocado.
Portanto, quando uma partida de críquete oferece muito além do que os torcedores poderiam sonhar, vale a pena comemorar. Não pode haver dúvida de que o Boxing Day Test foi um dos melhores momentos do esporte. O evento esportivo anual culturalmente mais significativo da Austrália, reunindo dois rivais, diminuindo e diminuindo até a última hora do último dia. Uma vitória que ficará para sempre associada ao capitão Pat Cummins e seus pares, uma derrota que certamente motivará uma nova geração de jogadores de críquete indianos.
Ainda hoje o The Guardian publicou uma lista de Os 10 maiores momentos esportivos da Austrália em 2024. Embora o calendário não permitisse, o artigo precisou esperar mais um dia. Este espetáculo de críquete de cinco dias foi às vezes mais engraçado do que Raygun. Mais fresco que a gota. Mais resistente que o Blues. Mais astuto que uma raposa. Certamente, mais imprevisível que Angeball.
Tão duradouro é o brilho do jogo que isto está a ser escrito cerca de 15 horas após a queda do postigo final. E ainda assim, as pessoas continuarão lendo, a manchete e a imagem que a acompanha acendendo nos australianos algo irresistível. O mundo deveria ter seguido em frente. Mas este Teste – nas mentes daqueles que testemunharam apenas um baile – durará muito tempo.
Havia muitas dessas mentes. No total, 373.691 compareceram ao MCG ao longo dos cinco dias, um número “Maior que Bradman”ou pelo menos o Teste mais concorrido durante a era do maior proponente da Austrália.
Hoje em dia, o críquete de teste é jogado na maioria dos países em frente a estádios vazios. A bola vermelha continua a ser uma marca do calendário internacional, por enquanto, e o formato de prestígio dos mais puros do jogo. Mas, simplificando, as pessoas nem sempre vêm assistir.
Nesse contexto, a participação é absurda. O Boxing Day Test é tradicionalmente o teste mais popular no verão australiano, mas atrair até 200.000 pessoas só foi feito cinco vezes nos últimos 40 anos. Esta partida excedeu a segunda maior contagem – os 272.000 que vieram assistir aos Ashes em 2013 – em mais de 100.000.
Mas há um significado extra em seu status agora como o teste com maior participação de todos os tempos na Austrália. Este já não é apenas um posto avançado britânico onde vencer o Velho Inimigo é a motivação mais convincente no desporto. Agora, uma Austrália moderna tem um Novo Inimigo.
Grande parte da ocasião – das bandeiras tremulando, do rufar dos tambores, do barulho incessante – foi graças a A diáspora indiana vestida de azul da Austrália. Esta glória máxima do críquete não era nada sem eles.
Amplificaram cinco dias de drama, de momentos que cada um parecia decisivo até que não o foi. Quando Yashasvi Jaiswal, talvez o próximo grande rebatedor indiano depois de Sachin Tendulkar e Virat Kohli, entorpeceu a nova bola e frustrou o time da casa em uma segunda sessão sem postigos no quinto dia, os feitos de estreante Sam Konstas parecia ter sido há muito tempo.
O jovem de 19 anos falhou em seu segundo turno de teste, mas ainda teve a ousadia de gorjear implacavelmente para seu majestoso oponente. Foi impróprio, um retrocesso à capitania do críquete australiano antes da Cummins, e totalmente convincente.
após a promoção do boletim informativo
A ingenuidade mortal de Konstas foi apenas um dos estudos de caráter que enriqueceu os cinco dias. Como um presunto glaceado, o capitão indiano Rohit Sharma murchou nas horas seguintes ao Natal, uma lenda certamente em extinção. O impetuoso Kohli lutando contra o Pai Tempo, que montou acampamento fora de seu toco.
E o frescor de Jaiswal e sua história da miséria. Ou Nitish Kumar Reddy e seu pai, que se curvaram aos pés de Sunil Gavaskar, um encontro com a realeza indiana só tornado possível pelo primeiro século de Teste de seu filho.
A intimidade foi acompanhada de drama no último dia. Do polegar silencioso de Jaiswal, de Nathan Lyon se afastando e depois mudando de ideia, de Boland – sempre Scotty Boland. E nunca esteve longe Cummins, catalisador e maestro numa partida que assegura o seu legado.
Os dias aceleram com daemons de IA, notificações de ping e satélites em órbita terrestre baixa. A humanidade lenta deste Teste foi como o copo de água que você não sabia que precisava. Durante as férias, as tias e os tios vão e vêm, mas Steve Smith é para sempre. E o melhor de tudo isso? Há mais um teste por vir.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

Relacionado
ACRE
Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
Relacionado
ACRE
Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE5 dias agoUfac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
ACRE4 dias agoPavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUfac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
ACRE1 dia agoLicenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login