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O turismo global regressou ao nível recorde de 2019

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Turistas visitam o local da Acrópole em Atenas em 21 de julho de 2023.

Após quatro anos de convalescença pós-Covid, o turismo global regressou ao seu nível recorde de 2019 em 2024, particularmente na Europa e na Ásia, apesar da persistência das tensões internacionais. De acordo com uma estimativa divulgada segunda-feira, 20 de janeiro, pela ONU Turismo (anteriormente conhecida como Organização Mundial do Turismo), 1,4 mil milhões de turistas viajaram para o estrangeiro no ano passado, um aumento de 11% face a 2023. Este número é idêntico ao de 2019, o no ano passado antes da pandemia.

Esta dinâmica foi acompanhada por um forte aumento das receitas turísticas, que atingiram 1.600 mil milhões de dólares (1.540 mil milhões de euros), ou mais 3% que em 2023 e mais 4% que em 2019, tendo em conta a inflação e as flutuações cambiais.

“Até 2024, o turismo global terá concluído a sua recuperação pós-pandemia”saúda em comunicado Zurab Pololikashvili, secretário-geral do Turismo da ONU, que relata números “superiores aos de 2019” em muitas regiões do planeta.

Forte procura intra-regional na Europa

Na Europa, principal destino turístico mundial, foram registadas 747 milhões de chegadas internacionais, graças à forte procura intra-regional. Isso é “5% mais que em 2023” et “1% a mais que em 2019”sublinha a agência.

O número de viajantes internacionais também aumentou significativamente no Médio Oriente (+32% em comparação com o nível pré-pandemia, graças à mania do Qatar e da Arábia Saudita), mas também no Norte de África (+22%) e na América Central ( +17%).

De acordo com o Turismo da ONU, a Ásia-Pacífico é a região que registou o maior aumento de frequência num ano em 2024 (+33%), graças ao levantamento total das restrições sanitárias na China.

Muitos “desafios” persistem

Mas as chegadas de turistas internacionais (316 milhões) permaneceram abaixo do nível pré-pandemia, sublinha a agência.

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Antes da pandemia, a China era o principal fornecedor mundial de turistas internacionais (154 milhões). Os chineses foram, além disso, quem mais gastaram, com 255 mil milhões de dólares gastos, ou 17% dos gastos globais com turismo.

Segundo a ONU Turismo, a consolidação da recuperação nesta região do mundo deverá permitir um novo aumento do número de viagens internacionais em 2025, da ordem de “3% a 5%” em comparação com 2024.

“Esta projeção inicial pressupõe que as condições económicas permanecem favoráveis, que a inflação continua a diminuir e que os conflitos geopolíticos não se agravam”especifica a agência, para a qual o setor continua confrontado com inúmeras “desafios”.

Implementação de restrições contra o turismo excessivo

O aumento do comparecimento gerou tensões em muitos países nos últimos meses, como Japão e Espanha, o segundo maior destino do mundo, atrás da França, que recebeu 94 milhões de turistas, um recorde para o país.

A concentração de visitantes num número limitado de locais turísticos leva a problemas de congestionamento, mas também a um aumento nos preços da habitação, com muitos proprietários preferindo arrendar a preços elevados aos turistas.

Neste contexto, várias cidades introduziram restrições, como Veneza, que estabeleceu períodos pagos para visitas diárias, ou Quioto, que aumentará significativamente as suas taxas turísticasou mesmo Barcelona.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Turismo de massa cada vez mais questionado, de Veneza ao Himalaia

Impacto ambiental

Para além destes movimentos localizados de raiva, é o impacto ambiental deste turismo de massa que é preocupante: segundo um estudo publicado em dezembro na revista científica Naturezaas emissões de gases com efeito de estufa associadas ao turismo estão, de facto, a aumentar hoje duas vezes mais rapidamente do que as devidas a outros setores da economia.

Perante esta situação, os autores do estudo propõem enfrentar a procura e reduzir os fluxos turísticos, nomeadamente visando a aviação (aumento do preço dos bilhetes, redução do número de voos, etc.).

Sem se manifestar diretamente sobre estes assuntos, o Turismo da ONU considera necessário no seu comunicado de imprensa “colocar as pessoas e o planeta no centro do desenvolvimento do turismo”um setor com “grande responsabilidade”segundo a agência.

O mundo com AFP

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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