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O turismo global regressou ao nível recorde de 2019
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Após quatro anos de convalescença pós-Covid, o turismo global regressou ao seu nível recorde de 2019 em 2024, particularmente na Europa e na Ásia, apesar da persistência das tensões internacionais. De acordo com uma estimativa divulgada segunda-feira, 20 de janeiro, pela ONU Turismo (anteriormente conhecida como Organização Mundial do Turismo), 1,4 mil milhões de turistas viajaram para o estrangeiro no ano passado, um aumento de 11% face a 2023. Este número é idêntico ao de 2019, o no ano passado antes da pandemia.
Esta dinâmica foi acompanhada por um forte aumento das receitas turísticas, que atingiram 1.600 mil milhões de dólares (1.540 mil milhões de euros), ou mais 3% que em 2023 e mais 4% que em 2019, tendo em conta a inflação e as flutuações cambiais.
“Até 2024, o turismo global terá concluído a sua recuperação pós-pandemia”saúda em comunicado Zurab Pololikashvili, secretário-geral do Turismo da ONU, que relata números “superiores aos de 2019” em muitas regiões do planeta.
Forte procura intra-regional na Europa
Na Europa, principal destino turístico mundial, foram registadas 747 milhões de chegadas internacionais, graças à forte procura intra-regional. Isso é “5% mais que em 2023” et “1% a mais que em 2019”sublinha a agência.
O número de viajantes internacionais também aumentou significativamente no Médio Oriente (+32% em comparação com o nível pré-pandemia, graças à mania do Qatar e da Arábia Saudita), mas também no Norte de África (+22%) e na América Central ( +17%).
De acordo com o Turismo da ONU, a Ásia-Pacífico é a região que registou o maior aumento de frequência num ano em 2024 (+33%), graças ao levantamento total das restrições sanitárias na China.
Muitos “desafios” persistem
Mas as chegadas de turistas internacionais (316 milhões) permaneceram abaixo do nível pré-pandemia, sublinha a agência.
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Antes da pandemia, a China era o principal fornecedor mundial de turistas internacionais (154 milhões). Os chineses foram, além disso, quem mais gastaram, com 255 mil milhões de dólares gastos, ou 17% dos gastos globais com turismo.
Segundo a ONU Turismo, a consolidação da recuperação nesta região do mundo deverá permitir um novo aumento do número de viagens internacionais em 2025, da ordem de “3% a 5%” em comparação com 2024.
“Esta projeção inicial pressupõe que as condições económicas permanecem favoráveis, que a inflação continua a diminuir e que os conflitos geopolíticos não se agravam”especifica a agência, para a qual o setor continua confrontado com inúmeras “desafios”.
Implementação de restrições contra o turismo excessivo
O aumento do comparecimento gerou tensões em muitos países nos últimos meses, como Japão e Espanha, o segundo maior destino do mundo, atrás da França, que recebeu 94 milhões de turistas, um recorde para o país.
A concentração de visitantes num número limitado de locais turísticos leva a problemas de congestionamento, mas também a um aumento nos preços da habitação, com muitos proprietários preferindo arrendar a preços elevados aos turistas.
Neste contexto, várias cidades introduziram restrições, como Veneza, que estabeleceu períodos pagos para visitas diárias, ou Quioto, que aumentará significativamente as suas taxas turísticasou mesmo Barcelona.
Impacto ambiental
Para além destes movimentos localizados de raiva, é o impacto ambiental deste turismo de massa que é preocupante: segundo um estudo publicado em dezembro na revista científica Naturezaas emissões de gases com efeito de estufa associadas ao turismo estão, de facto, a aumentar hoje duas vezes mais rapidamente do que as devidas a outros setores da economia.
Perante esta situação, os autores do estudo propõem enfrentar a procura e reduzir os fluxos turísticos, nomeadamente visando a aviação (aumento do preço dos bilhetes, redução do número de voos, etc.).
Sem se manifestar diretamente sobre estes assuntos, o Turismo da ONU considera necessário no seu comunicado de imprensa “colocar as pessoas e o planeta no centro do desenvolvimento do turismo”um setor com “grande responsabilidade”segundo a agência.
O mundo com AFP
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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