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O último custo do Brexit está prestes a atingir – e os eleitores estão atentos. O Trabalhismo agirá? | Polly Toynbee
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Polly Toynbee
“EUestá feito! Supere isso! Já se passaram oito anos! Somos independentes e somos livres!” reivindicado Nigel Farage no período de perguntas da semana passada. Mas quanto mais alto ele afirmava, menos convencido parecia. Veja o Brexit que o fez tornar-se um albatroz, tal como o é para os Conservadores.
O novo conjunto de regulamentos comerciais da UE, lançado esta semana, que atinge os pequenos exportadores britânicos é a prova de que ainda não acabou, mas que está sempre a agravar os nossos problemas económicos. A partir de quinta-feira, regulamentos gerais de segurança do produto (GPSR) aplicar-se-á a uma enorme nova gama de produtos. A Federação das Pequenas Empresas (FSB) alerta: “O GPSR será um barreira real para negociar.” Os exportadores precisarão de um agente dentro da UE ou da Irlanda do Norte, custando pelo menos 150 euros por item por ano. “Só descobri quando o eBay disse que só aceitaria produtos GPSR a partir desta semana”, diz Noel Humphrey. Sua empresa, Electron Electronics, fabrica, vende e comercializa pequenas peças elétricas. “Vai me custar £ 25 extras para cada ferro de soldar que eu vender. Se ainda estivéssemos na UE, isso não seria problema”, afirma. “E estaríamos na mesa que ditaria essas regras.” Electron pode desistir de exportar.
Na segunda-feira, Rachel Reeves foi para Bruxelasa primeira chanceler do Reino Unido a visitar o Eurogrupo de ministros das finanças da UE desde o Brexit, proclamando que quer um “reinicialização econômica”Para quebrar barreiras ao comércio. Na busca pelo crescimento, esse objetivo se torna mais premente a cada mês. As exportações britânicas de alimentos para a UE caiu £ 3 bilhões por ano, de acordo com o Centro para Política Comercial Inclusiva, e as barreiras comerciais do Brexit custam a cada família £ 210 extras para comida nos dois anos até 2021. O Office for National Statistics afirma que o Brexit custou ao Reino Unido £ 1 milhão por hora em 2022. O Office for Budget Responsibility estima que o Brexit fará com que o comércio do Reino Unido diminua cair 15%. A replicação dos reguladores da UE, como no caso dos medicamentos e dos produtos químicos, é dispendiosa. Os agravamentos são abundantes: a água da torneira imprópria é o risco mais recente porque o Reino Unido pode não acessa mais Laboratórios da UE para testes. Tudo isso chega até os eleitores.
Os eurofóbicos agora soam como vozes de um planeta em extinção. Aqui está um bom exemplo: novos regulamentos úteis da UE exigem um carregador de telefone para todas as marcas. O Reino Unido irá abraçar esta mudança de bom senso, mas Mark François do (será que ainda existe?) Grupo de Investigação Europeu protesta “Os trabalhistas acreditam claramente que deveríamos torne-se um tomador de regras de Bruxelas novamente.” Iain Duncan Smith acrescenta: “Este é o exemplo de como, através da porta dos fundos, a UE nos controla”.
No mundo real, três quartos dos agricultores dizem que o Brexit os impactou negativamente. Os pescadores nunca conseguiram o acordo prometido. Os músicos estão desesperados com as restrições aos seus capacidade de trabalhar na UE. A praga do Brexit ajuda a explicar o declínio no mercado de ações de Londres, com 40.000 ações de alto valor empregos na cidade perdidos. A queda do investimento direto estrangeiro é um sintoma de uma queda na posição internacional pós-Brexit.
Enquanto isso, todas as pesquisas realizadas nos últimos dois anos têm um maioria para voltar a UE. Eles querem dizer isso? Isso é demasiado hipotético para saber, uma vez que as condições podem incluir a adesão ao euro. Mas esta mudança de atitude faz com que a perspectiva de acabar com as barreiras comerciais através da adesão à zona europeia de comércio livre (Efta) ao lado da Islândia, do Liechtenstein, da Noruega e da Suíça pareça politicamente possível. A maioria das pessoas trabalho para pequenas e médias empresaspara que possam ver quando a burocracia e as barreiras comerciais afetam o seu local de trabalho.
Seja qual for a forma como votaram, as pessoas podem ver os danos causados pelo mau acordo do Brexit. Farage não foi autorizado a abordar o recente protesto dos agricultores por medo de ser barrado por causa do Brexit. A perspectiva de Elon Musk inundar a democracia britânica com uma enorme doação para a Reforma também não tornará Farage querido pelos patriotas que queriam a sua soberania de volta. No entanto, apesar de haver um número esmagador de deputados de partidos que se opuseram ao Brexit, os Trabalhistas dificilmente ousam envolver-se.
O manifesto trabalhista prometia fazer do Reino Unido “mais uma vez uma nação líder na Europa”. As palavras podem ser mais calorosas, mas os pontos críticos permanecem presos. Embora o Reino Unido permaneça decididamente fora da união aduaneira e do mercado único, a UE irá estritamente limitar qualquer “escolha seletiva”de acordo com documentos de discussão da UE vazados para o Financial Times. Os direitos de pesca serão uma questão inicial e emotiva em ambos os lados do Canal da Mancha. A mobilidade dos jovens será outra condição sine qua non da UE, mas mesmo essa plano popular foi firmemente bloqueada até agora pelo Partido Trabalhista. A UE declara que “indispensável”Para qualquer negociação futura, de acordo com o relatório vazado do Politico.
Se os políticos permanecerem calados, todos os lobbies – a Confederação da Indústria Britânica, a Federação das Pequenas Empresas, as Câmaras de Comércio Britânicas, o Sindicato Nacional dos Agricultores, o Sindicato dos Músicos, o Make UK – dos fabricantes e de todos os representantes de interesses serão prejudicados. pelo Brexit precisam falar mais alto. Apresentando o campo antes das negociações, o Movimento Europeurecentemente liderado por Caroline Lucas e Dominic Grieve, reúne essas vozes para perspectivas comerciais, culturais e juvenis.
Mas até agora não há nenhum abrandamento oficial para o próximo ano Cimeira Reino Unido-UE. A conversa corajosa sobre a quebra de barreiras ocorre sem a preparação pública para relaxar as linhas vermelhas do Reino Unido. Keir Starmer proclama que não há necessidade de escolher entre o EUA e UE no comércio: esperemos que ele esteja certo e que Trump não torça essa escolha com tarifas assassinas. O primeiro-ministro omitiu a reparação dos danos do Brexit nas suas missões de “crescimento”. Por enquanto, tudo está em fluxo, à espera de saber o que Trump pretende, à espera do resultado da turbulência política em França e na Alemanha.
Mas as crises sobre a NATO, a Ucrânia, o Médio Oriente, a Síria e a China podem levar a Grã-Bretanha e a UE a uma aliança de segurança de emergência. A promessa de Starmer de colocar o país à frente do partido significa ignorar os meios de comunicação socialmente eurofóbicos. Uma cooperação mais estreita em tudo, desde a política de segurança e asilo até à energia, ao clima e ao comércio, impele esta ilha offshore a aproximar-se dos seus aliados e interesses.
Acabaram-se as nevralgias políticas quanto à possibilidade de adesão ao Efta, ao mercado único e à adesão à união aduaneira. Enquanto permanecermos afastados, mês após mês o “alinhamento dinâmico” na aceitação de novos regulamentos da UE será-nos imposto de qualquer maneira, uma vez que esta semana as pequenas empresas se vêem mais uma vez apanhadas de surpresa pelas novas regras da UE que restringem as exportações para os nossos principais parceiros comerciais. Iniciando uma conversa pública realista, Trabalho precisa de reconhecer a viragem da maré do Brexit.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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