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O UNICEF diz que 12 milhões em risco de violência sexual à medida que a crise do Sudão se aprofunda | Notícias de guerra do Sudão
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O Guerra no Sudão expôs mais de 12 milhões de pessoas a violência sexual “difundida” que está sendo usada para “aterrorizar” toda a população, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Quando a guerra se aproxima da marca de dois anos, a diretora executiva da UNICEF, Catherine Russell, disse uma reunião do Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira que o número de mulheres e meninas-e cada vez mais, homens e meninos-em risco de estupro e agressão sexual aumentaram 80 % no ano passado.
Referenciando dados analisados pelo UNICEF, Russell disse que 221 casos de estupro contra crianças foram relatados em 2024 em nove estados, com 16 desses casos envolvendo crianças menores de cinco e quatro anos envolvendo bebês com menos de um.
“Os dados apenas nos dão um vislumbre do que sabemos que é uma crise muito maior e mais devastadora”, disse Russell. “Os sobreviventes e suas famílias geralmente não estão dispostos ou não conseguem se apresentar devido a desafios no acesso a serviços, medo do estigma social ou o risco de retribuição”.
Grande parte da reunião se concentrou no sofrimento dos 16 milhões de crianças que precisam de assistência humanitária este ano como resultado da continuação guerra entre as forças de apoio rápido paramilitar (RSF) e as forças armadas sudanesas (SAF).
A luta explodiu em abril de 2023 e desde então matou dezenas de milhares, arrancou mais de 12 milhões de pessoas e criou a maior crise humanitária do mundo.
Russell citou mais de 900 “graves violações” contra crianças relatadas entre junho e dezembro de 2024, com vítimas mortas ou mutiladas em 80 % dos casos – principalmente nos estados de Cartum, Al Jazirah e Darfur.
A reunião ocorreu quando o SAF acusou o RSF de visar civis na capital estatal de El-Fasher, no norte de North Darfur, matando cinco crianças com menos de seis anos de idade e ferindo quatro mulheres na quarta-feira.
Lutando El-Fafasher se intensificou nos últimos meses, pois o RSF tenta consolidar seu domínio sobre Darfur após vitórias no Exército no Sudão Central. A cidade é a única das cinco capitais estaduais na vasta região de Darfur que não está sob controle paramilitar.
‘Oco’
Christopher Lockyear, secretário-geral de médicos sem fronteiras (Medecins Sans Frontieres, ou MSF), acusou os lados em guerra não apenas não apenas em proteger os cidadãos, mas também “agravam ativamente seu sofrimento”.
“A guerra no Sudão é uma guerra contra as pessoas, uma realidade que se torna mais evidente por dia”, disse Lockyear.
Lockyear também criticou os repetidos pedidos do Conselho de Segurança da ONU por um cessar -fogo como “Hollow”.
“O fracasso deste conselho em traduzir suas próprias demandas em ação parece abandono à violência e privação”, disse ele.
“Enquanto as declarações estão sendo feitas nesta câmara, os civis permanecem invisíveis, desprotegidos, bombardeados, sitiados, estuprados, deslocados, privados de alimentos, de assistência médica, de dignidade”, acrescentou ele
A violência em andamento liderou o MSF no mês passado para suspender todas as atividades na fome que Zamzam Acampamento de Refugiados, localizado perto de El-Fasher.
O embaixador da ONU do Sudão, Al-Harith Idriss Al-Harith Mohamed, disse ao Conselho de Segurança que o governo sudaneso tem um plano nacional para a proteção dos civis e alegou que a Lockyear não levantou nenhum problema com ele em uma reunião privada anterior.
Reportagem da ONU em Nova York, Gabriel Elizondo, da Al Jazeera, disse que os diplomatas no Conselho de Segurança freqüentemente remontavam à Declaração de Jeddah, um acordo que se comprometeu a proteger civis assinados por partes em guerra em 2023 sob a mediação dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.
“A declaração de Jeddah … é repetida por diplomatas, particularmente no Conselho de Segurança, repetidamente como algo que precisa ser devolvido”, disse ele. “Lockyear disse que a comunidade internacional precisa ir além disso e um novo compacto é necessário para o Sudão”.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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