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Obituário de Sam Moore | Alma
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2 anos atrásem
Adam Sweeting
Em seus 20 anos de carreira, a dupla Sam Moore, falecido aos 89 anos, e Dave Prater gravaram vários dos discos mais memoráveis da história do soul e do R&B. O maior sucesso de Sam & Dave foi Homem da alma (1967), que liderou a parada de R&B dos EUA e alcançou o segundo lugar na parada pop. Sua batida funky e intensa, trompas poderosas e interação vocal entre a voz de alto tenor de Moore e o barítono corajoso de Prater fizeram dele um clássico do soul e do gospel.
Seus escritores, Isaac Hayes e David Porter, inspiraram-se no movimento dos direitos civis dos EUA, vendo a canção como “uma história sobre a luta de um homem para superar as suas condições actuais”.
A canção ganhou um Grammy em 1968 e, em 1999, foi incluída no Hall da Fama do Grammy. Alcançou ainda mais a imortalidade em 1978, quando a versão do Irmãos azuisDan Aykroyd e John Belushi, alcançaram as paradas. Moore refletiu sobre como a música “acabou sendo um hino, uma espécie de Blowin’ in the Wind ou um desses”.
Também inesquecíveis foram os fogosos Espere, estou indo (1965), o hit pop Top 10 Eu te agradeço (1968), que foi tocado por uma lista de artistas incluindo ZZ Top, Bonnie Raitt, Bon Jovi e Tom Jones, e a requintada balada soul Quando algo está errado com meu bebê (1967). Em 1980, Elvis Costello alcançou o 4º lugar na Grã-Bretanha com a versão dele de Sam e Dave não consigo suportar uma queda.
Em 2022, Bruce Springsteen relembrou como “Sam e Dave foram gigantescos no meu desenvolvimento musical” e descreveu Moore como “um cara incrível e provavelmente nosso maior cantor de soul vivo”. Ele recrutou Moore para cantar em seu álbum Human Touch (1992) e em seu álbum de versões cover de soul, Somente os Fortes Sobrevivem (2022).
Sam nasceu em Miami, Flórida, filho de Louise Robinson, uma professora, e de John Richard Hicks. Ele descreveu seu pai como um “traficante de rua” e foi criado principalmente por sua mãe no distrito de Overtown da cidade. Quando sua mãe se casou, Sam adotou o sobrenome de seu padrasto, Charlie Moore.
Ele frequentou as escolas primárias Phillis Wheatley e Paul Laurence Dunbar, e também foi aluno por um tempo na escola secundária Dillard em Fort Lauderdale, onde morou com uma tia. Enquanto estava lá, ele teve aulas de saxofone com Cannonball Adderley, o diretor da banda Dillard. Em 1955, ele se formou no ensino médio Booker T Washington de Overtown. Anos mais tarde, Moore e sua esposa, Joyce, fundaram programas de educação musical nas escolas Wheatley e Dunbar.
Moore teve seu primeiro filho quando tinha 16 anos. Mais tarde, ele estimou que tinha até 20 filhos, a maioria dos quais nunca conheceu. Enquanto ainda estava na escola, foi baleado na perna pelo marido enfurecido de uma de suas companheiras. Ele também ganhou dinheiro como cafetão. “Mulheres gostam de você? Deixe-os pagar a você”, disse ele. “É assim que as coisas eram feitas no meu lado da rua.”
Enquanto isso, ele também cantava música gospel na igreja, algo que tinha em comum com o Prater. Eles se conheceram no início dos anos 1960 em uma noite amadora em uma boate de Miami, a King of Hearts, quando Moore ajudou um Prater muito nervoso que não conseguia se lembrar da letra de uma música de Jackie Wilson. Sua performance improvisada de chamada e resposta emocionou o público e se tornou o modelo para a nova apresentação de Sam & Dave no palco.
Depois de contratações sem sucesso com as gravadoras Marlin e Roulette Records eles foram descobertos pela equipe da Atlantic Records Ahmet Ertegun, Tom Dowd e Jerry Wexler. A dupla fechou um acordo pelo qual gravariam para o selo Stax, de Memphis, e teriam seus discos distribuídos pela Atlantic. Em Memphis, eles foram colocados sob a proteção da equipe de produção e composição de Hayes e Porter, e ninguém poderia desejar uma banda interna melhor do que Booker T & the MGs, junto com a seção de sopros, os Mar-Keys .
A combinação resultou em um som forte e musculoso, distinto dos discos mais suaves e pop que saíam da Motown em Detroit. De acordo com o crítico pop do Miami Herald, Leonard Pitts Jr: “Foi a coisa mais crua e áspera do rádio por um tempo, no final dos anos 60 e início dos anos 70, e Sam era o avatar disso”.
No entanto, a história de Sam e Dave provou ser uma jornada difícil. Moore lutou contra o vício em heroína e cocaína desde que se mudou para Nova York em meados dos anos 60. Em 1968, o relacionamento dos dois foi gravemente prejudicado depois que Prater atirou em sua esposa durante uma discussão, o que levou Moore a dizer que, embora ainda cantasse com Prater, “Nunca mais falarei com você, nunca”.
Eles se separaram em 1970, mas o esforço de Moore em uma carreira solo estagnou quando seu planejado álbum solo foi arquivado depois que seu produtor, King Curtis, foi mortalmente esfaqueado. Isso o levou a se reunir com Prater, principalmente porque seu vício em drogas significava que ele não poderia se dar ao luxo de não fazê-lo. Como observou Moore: “Trabalhamos juntos durante 12 anos, mas nossas vidas eram completamente separadas”. O álbum solo, Plenty Good Lovin’, foi lançado tardiamente em 2002.
Sam & Dave se separaram novamente em 1981, embora Prater tenha recrutado outro cantor, Sam Daniels, para criar um novo Sam & Dave. Prater morreu em um acidente de carro em 1988.
Em 1982, Moore casou-se com Joyce McRae, que se tornou sua empresária e o ajudou a encontrar trabalho em turnês de soul revue. Moore e Prater foram incluídos no Hall da Fama do Rock and Roll em 1992.
Moore cantou para seis presidentes dos EUA ao longo dos anos – Jimmy Carter, George Bush Sr. e George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama e Donald Trump. Em 1996 gravou uma versão de Soul Man renomeada como I’m a Dole Man, em apoio ao candidato presidencial republicano. Bob Dolemas os detentores dos direitos de publicação proibiram seu uso.
Em 2002 Moore apareceu no Chris Hegedus e POR Pennebaker documentário de soul music Only the Strong Survive, e em 2006 ele lançou o álbum solo Overnight Sensational, no qual se juntou a uma série de estrelas convidadas, incluindo Springsteen, Eric Clapton, Mariah Carey, Sting e Steve Winwood.
Ele deixa Joyce.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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