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Observadores da UE dizem que houve ‘alteração injustificada’ dos resultados eleitorais em Moçambique | Notícias Eleitorais
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O candidato presidencial Venâncio Mondlane acusou as forças de segurança de terem matado o seu advogado, Elvino Dias, no fim de semana.
Os observadores eleitorais da União Europeia notaram a “alteração injustificada” de alguns resultados nas eleições gerais de Moçambique, no meio de acusações de um importante candidato da oposição de que o governo matou o seu advogado.
Os acontecimentos de terça-feira ocorreram um dia depois de os moçambicanos se terem reunido para protesto contra suposta fraude nas eleições presidenciais e parlamentares de 9 de Outubro.
“A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE)… constatou irregularidades durante a contagem e alterações injustificadas dos resultados eleitorais nas assembleias de voto e a nível distrital”, disse um comunicado. declaração dos observadores da UE.
Apelaram às autoridades eleitorais do país da África Austral para que conduzissem a contagem dos votos “de forma transparente e credível, garantindo a rastreabilidade dos resultados das assembleias de voto”.
Num vídeo publicado no Facebook na terça-feira, o candidato presidencial Venâncio Mondlane acusou as forças de segurança de matando seu advogado, Elvino Diasno fim de semana.
“Este foi um crime cometido pelas Forças de Defesa e Segurança. Não há dúvida sobre isso. As forças especiais mataram Elvino (Dias)”, disse Mondlane, que acusou as forças de segurança de dispararem contra Dias 25 vezes.
“Há um preço pela minha cabeça”, acrescentou Mondlane.
Dias, que se preparava para submeter um caso ao tribunal constitucional contestando os resultados das eleições antecipadas que mostravam o partido no poder, Frelimo, à frente nas sondagens, foi morto na madrugada de sábado.
Estava num carro em Maputo com Paulo Guambe, do partido Podemos que apoia Mondlane, quando foram cercados por veículos e ambos foram mortos a tiro, disseram testemunhas.
‘Restrição’
Na sua declaração de terça-feira, os observadores da UE apelaram à “máxima contenção por parte de todos”.
“Tendo em conta as tensões sociais e a violência eleitoral testemunhadas nos últimos dias, a MOE UE reitera a sua condenação dos assassinatos de Elvino Dias e Paulo Guambe”, afirmou.
Na segunda-feira, os Estados Unidos condenaram os assassinatos de Dias e Guambe, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller.
“Unimo-nos aos apelos feitos pelos quatro partidos políticos nacionais de Moçambique no sentido de apelar a uma investigação rápida e completa. Os responsáveis por estes crimes devem ser responsabilizados”, acrescentou Miller.
Os EUA são o maior doador bilateral a Moçambique, fornecendo mais de 560 milhões de dólares em assistência anualmente, de acordo com o Departamento de Estado.
A União Africana e o antigo governante colonial de Moçambique, Portugal, também condenaram os assassinatos.
Os resultados oficiais das eleições são esperados em Moçambique esta semana.
Mondlane, 50 anos, disse aos seus apoiantes para “paralisarem o país” na quinta e sexta-feira para protestar contra o que ele previu que seriam resultados “profundamente falsos”.
Na segunda-feira, ele havia telefonado para um greve geral e fazia parte de um grupo de manifestantes na capital, Maputo, que foram dispersos pela polícia com gás lacrimogéneo.
A Frelimo está no poder desde que Moçambique conquistou a independência de Portugal, há 49 anos. O Presidente Filipe Nyusi, de 65 anos, vai demitir-se após dois mandatos. O candidato do seu partido, Daniel Chapo, de 47 anos, era amplamente esperado que vencesse as eleições.
A violência eleitoral não é incomum no país de 35 milhões de habitantes. No ano passado, várias pessoas foram mortas em confrontos depois das eleições locais terem sido vencidas pela Frelimo.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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