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OCA Virtual oferece mais de 130 serviços online à população acreana: conheça a plataforma

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Felipe Souza

Com o crescente avanço tecnológico, setores públicos passaram a oferecer serviços pela internet de forma rápida e eficiente. Por conta disso, a Organização em Centros de Atendimento (OCA), visando manter a excelência nas ofertas à população acreana, disponibiliza diversos serviços online, por meio da OCA Virtual.

Na OCA Virtual estão disponíveis um total de 136 serviços, todos gratuitos e de qualidade. Atendimentos feitos virtualmente dão oportunidade ao cidadão acreano de realizar serviços sem sair de casa. Além disso, por intermédio do site, as pessoas podem obter informações e direcionamentos sobre qualquer um dos serviços disponíveis na OCA.

A diretora da OCA, Francisca Brito, afirma que essa ferramenta é uma forma de ampliar os serviços públicos do Acre: “A OCA Virtual é uma inovação que nos permite ampliar ainda mais o alcance dos serviços públicos, garantindo que o cidadão tenha acesso rápido e eficiente, sem sair de casa, a diversos serviços. Assim, descentralizamos a oferta e atendemos também ao público digital”, destaca.

Central Virtual oferece serviços personalizados. Foto: Arquivo/OCA

Agendamento de passaporte, emissão de carteira da pessoa idosa, consulta de documentos (carteira de identidade nacional (CIN), documentos escolares, carteira nacional de habilitação), 2ª via do título de eleitor, 2ª via do CPF e agendamento para emissão ou renovação da CIN são alguns dos serviços disponíveis na OCA Virtual.

Durante o ano de 2024, a OCA Virtual realizou mais de 45 mil atendimentos para pessoas em todo o estado e, até mesmo, fora dele. Por intermédio do site, o usuário escolhe como vai ser atendido, com serviços sendo oferecidos pelo bate-papo no chat ou por videochamada, facilitando ainda mais a utilização das ofertas realizadas pelo setor.

OCA Virtual possui atendimentos por chat e videochamada. Foto: Ludymila Maia/OCA

Como forma de manter o compromisso com a cidadania e as boas práticas da OCA, o portal também conta com atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras), para garantir acessibilidade ao cidadão de onde ele estiver.

“Com a inclusão de Libras nesse atendimento, estamos reafirmando nosso compromisso com a acessibilidade e a inclusão. Essa possibilidade de atendimento impacta diretamente a vida da população surda, proporcionando autonomia e garantindo que todos sejam atendidos de forma respeitosa e digna. Essa inclusão não é apenas um diferencial da OCA Virtual, ela é um dever que nos orgulhamos de cumprir em todas as nossas centrais”, ressalta Fran Brito.

Com mais de 200 atendimentos diários e uma média mensal de 4.405, a OCA Virtual funciona das 7h30 às 13h30, de segunda a sexta-feira. Para acessar o site, basta entrar no Portal de Serviços, no endereço ac.gov.br/oca, e clicar na opção “OCA Virtual”, na página principal.

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Movimenta Ufac

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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