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Onda de calor aumenta as temperaturas para até 40ºC
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A MetSul Meteorologia emitiu um alerta de onda de calor intenso para os próximos dias, com temperaturas no Sul do Brasil que pode superar em até 10ºC as médias climáticas de novembro. A empresa divulgou a previsão do tempo nesta quinta-feira, 14.
O Rio Grande do Sul será o Estado mais afetado, mas Santa Catarina e parte do Paraná também devem experimentar temperaturas elevadas. Atualmente, a região está sob a influência de uma massa de ar seco, que seguiu a chegada de uma frente fria no início da semana.
Tal fenômeno resultou em temperaturas mínimas extremas, chegando a -0,3°C no Planalto Sul Catarinense e 2°C em algumas áreas de Santa Catarina e nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul.
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No entanto, essa influência de ar frio está se dissipando, o que abre espaço para a entrada de ar quente vindo do nordeste da Argentina. O fenômeno favorece uma elevação acentuada das temperaturas diurnas.
Na tarde desta quinta-feira, as temperaturas começaram a subir, com registros de 31°C a 33°C na fronteira oeste, no noroeste gaúcho e nos vales. A expectativa é que esses valores aumentem ainda mais na sexta-feira e ao longo do fim de semana, com termômetros que alcançam níveis típicos dos dias mais quentes do verão em diversas cidades do Rio Grande do Sul.
Calor aumenta nesta sexta-feira

Espera-se que a temperatura alcance novos níveis a partir desta sexta-feira, 15. As previsões indicam máximas de 32°C para Porto Alegre. No noroeste gaúcho, algumas cidades podem registrar até 35°C.
No sábado 16, o calor deve se intensificar-se e grande parte das cidades gaúchas pode registrar de 31°C a 33°C. Porto Alegre pode alcançar máxima de 35°C, enquanto na região metropolitana as temperaturas podem chegar a 37°C. No noroeste, centro do Estado, vales e oeste, os termômetros podem marcar até 37°C.
O auge do calor está previsto para domingo 17, quando muitas regiões do Rio Grande do Sul deverão registrar temperaturas próximas ou superiores a 35°C. Na capital gaúcha, a máxima poderá chegar a 37°C.
Nos vales, centro gaúcho, oeste e noroeste, podem ocorrer registros de até 40°C. Até mesmo na Serra Gaúcha, onde geralmente é mais fresco, as temperaturas devem ficar acima de 30°C, com máximas de até 34°C em certas cidades.


Confira a previsão do tempo para as capitais nesta sexta-feira:
Norte
- Rio Branco: céu parcialmente nublado com possibilidade de chuvas isoladas;
- Macapá: tempo nublado com chuvas esparsas;
- Manaus: chuvas intensas durante o dia, com temperaturas altas;
- Palmas: sol com aumento de nuvens à tarde e possibilidade de chuvas rápidas;
- Belém: céu nublado com pancadas de chuva ao longo do dia e temperaturas elevadas;
- Porto Velho: tempo instável, com pancadas de chuva e céu nublado; e
- Boa Vista: predomínio de sol e poucas nuvens, sem previsão de chuvas.
Nordeste
- Maceió: céu nublado e possibilidade de pancadas de chuva;
- Salvador: sol entre nuvens e pancadas de chuva à tarde;
- Fortaleza: sol com aumento de nuvens ao longo do dia e possibilidade de chuvas isoladas;
- São Luís: chuvas esparsas ao longo do dia com tempo abafado;
- João Pessoa: nublado com previsão de chuvas ocasionais;
- Recife: pancadas de chuva e céu parcialmente nublado;
- Teresina: calor intenso com nuvens dispersas e pouca chance de chuva;
- Natal: nublado, com pancadas de chuva principalmente no período da tarde; e
- Aracaju: céu parcialmente nublado e pancadas de chuva isoladas.
Centro-Oeste
- Brasília: céu encoberto e previsão de chuvas ao longo do dia;
- Goiânia: pancadas de chuva principalmente à tarde, com céu nublado;
- Cuiabá: sol com aumento de nuvens e possibilidade de chuvas rápidas; e
- Campo Grande: céu nublado, pancadas de chuva ao longo do dia.
Sudeste
- Vitória: chuvas ocasionais e céu parcialmente encoberto;
- Belo Horizonte: céu nublado com previsão de pancadas de chuva isoladas;
- Rio de Janeiro: tempo nublado com pancadas de chuva, principalmente à tarde; e
- São Paulo: céu encoberto e chuvas ao longo do dia.
Sul
- Curitiba: céu encoberto com possibilidade de chuvas ao longo do dia;
- Porto Alegre: tempo firme com poucas nuvens, sem previsão de chuvas; e
- Florianópolis: sol com algumas nuvens, sem previsão de chuva.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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