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Onde estava Deus na queda da ponte Juscelino Kubitschek? – 31/12/2024 – Cotidiano
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1 ano atrásem
Rosimarina da Silva Carvalho, uma das vítimas do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, ia para o trabalho na garupa de uma mototáxi na cidade de Estreito, no Maranhão. Os bombeiros que resgataram seu corpo das águas do rio Tocantins informaram que ela vestia o uniforme do trabalho.
A morte de Rosimarina, assim como a das outras vítimas, poderia ter sido evitada se as autoridades tivessem feito direito o trabalho que lhes cabe. Isso será dito nos próximos dias; depois, a indignação se enfraquecerá e seguirá o curso moroso de apuração na burocracia do Estado brasileiro. Outra tragédia ocorrerá em algum lugar do país, e as cobranças por responsabilidades serão ouvidas novamente.
Os nomes das vítimas serão esquecidos por todos, exceto por suas famílias e amigos. No coração deles haverá a pergunta: por que Rosimarina cruzava naquele exato momento em que a ponte desabou? Poderia ter saído de casa mais cedo ou mais tarde e não despencaria junto com a estrutura corroída pelos anos. Indagações desse tipo não são jurídicas ou científicas; são religiosas.
Ainda que responsabilidades sejam apuradas e culpados, punidos, a pergunta religiosa permanecerá: “Por que Rosimarina? Por que minha mãe? Por que minha irmã?” Esses questionamentos não ignoram as causas físicas, históricas e políticas dessa e de todas as tragédias, mas nelas se busca um sentido espiritual para a perda. É o tipo de pergunta que não se faz mais no espaço público, mas continua sendo feita na vida privada e nas comunidades religiosas.
Trata-se do questionamento pelo sentido da experiência humana de sofrimento e morte. O terremoto de Lisboa, em 1755, que matou milhares de pessoas, fez o filósofo Voltaire questionar: “Por que sofremos sob o jugo de um mestre justo? Aqui está o nó fatal que é necessário desatar.” Iluminista que era, Voltaire buscava “desatar o nó” da falta de sentido da tragédia por meio da explicação racional.
Emile Durkheim, em 1912, disse, com outras palavras, que um fiel não busca a religião para “desatar nós explicativos,” mas para encontrar força para seguir vivendo depois de uma tragédia pessoal. O sociólogo francês entendeu que o poder da religião não vinha de sua capacidade explicativa, mas da solidariedade que surgia quando as pessoas se reuniam para compartilhar suas dores e enxugar as lágrimas umas das outras.
Somos “átomos atormentados sobre este amontoado de lama, mas átomos pensantes, átomos cujos olhos, guiados pelo pensamento, mediram os céus,” escreveu Voltaire em um dos versos mais densos do poema sobre o terremoto de Lisboa.
Somos átomos com eternas perguntas religiosas: “Qual o sentido do desabamento da ponte para Rosimarina?” Átomos que indagam os céus sobre tsunamis, terremotos, secas e enchentes. A razão da indagação aos céus não é o desconhecimento das causas naturais das tragédias, mas o inconformismo de que seres humanos sejam somente um ajuntamento de átomos engolfados na lama literal ou, pior, na lama da política.
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Tragédias do passado já foram vistas por religiosos como castigo divino. Fora algum fundamentalista sem noção, teólogos cristãos não fazem mais esse tipo de afirmação de causalidade entre tragédias e Deus. Segundo o pastor Hermes Fernandes, o Deus cristão tem como atributo principal a “onisenciência.” Senciência é um termo usado para descrever a capacidade dos seres humanos e dos animais de sentir prazer e dor. O pastor Hermes afirma que, nas tragédias, Deus sente as dores de todas as pessoas.
Onde estava Deus quando a ponte sobre o rio Tocantins desabou? Ele desceu ao fundo do rio com Rosimarina e as outras vítimas. Deus morreu com Rosimarina, vestida para o trabalho, assim como morreu crucificado em seu filho Jesus. No dia seguinte, foi Natal, e Deus chorou com a família de Rosimarina pelo lugar vazio à mesa.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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