NOSSAS REDES

ACRE

Operação Receita Transparente aponta que R$ 300 milhões teriam sido sonegados por empresas

PUBLICADO

em

A Secretaria de Fazenda do Piauí (Sefaz) realizou, em 6 de novembro de 2024, uma operação que expôs práticas irregulares em 25 estabelecimentos comerciais nas cidades de Teresina e Parnaíba. A operação, denominada Receita Transparente, identificou o uso irregular de máquinas de cartão de crédito e débito, registradas em CPFs de terceiros ou em CNPJs de empresas laranjas. A prática é considerada parte de um esquema de sonegação fiscal que prejudica os cofres públicos e desequilibra a concorrência.

Detalhes da Operação

A ação teve como foco bares, restaurantes e lojas de roupas, setores que frequentemente utilizam máquinas de cartão para suas transações. Segundo estimativas da Sefaz, cerca de mil empresas no estado podem estar adotando essa prática nos últimos quatro anos, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 300 milhões aos cofres públicos. Nesta fase da operação, o valor sonegado identificado é de cerca de R$ 40 milhões.

Sefaz do Piauí intensifica fiscalização de máquinas de cartão

Diretor de Fiscalização explica como fraudes com máquinas registradas em CPFs e empresas laranjas são identificadas e combatidas

Em entrevista ao programa Notícia da Manhã, da TV Cidade Verde, o diretor de Fiscalização de Empresas da Sefaz, Edson Marques, detalhou o modus operandi de algumas empresas que utilizam essa prática para burlar o sistema tributário e explicou as ações que estão sendo tomadas para coibir essas fraudes.

“Com o acesso mais detalhado a informações de transações via Pix e cartão de crédito, conseguimos identificar essas fraudes. As máquinas precisam estar registradas no CNPJ da empresa onde as vendas ocorrem, mas encontramos casos em que foram cadastradas em CPF ou em CNPJ de empresas laranjas para sonegação e fuga da tributação,” afirmou Marques.

A operação Receita Transparente

A operação Receita Transparente, que inspecionou estabelecimentos em Teresina e Parnaíba, identificou 25 empresas que utilizavam máquinas de cartão registradas de forma irregular. A Sefaz estima que cerca de mil empresas no estado estejam envolvidas em práticas similares, com um prejuízo acumulado de R$ 300 milhões para os cofres públicos.

Entre os estabelecimentos fiscalizados estavam bares, restaurantes e lojas de roupas, onde a prática irregular consistia em cadastrar as máquinas em CPFs de terceiros ou em CNPJs de empresas fictícias. Essa manobra visa dificultar o rastreamento das transações e evitar a incidência de impostos sobre as vendas.

Consequências para os Estabelecimentos

A operação Receita Transparente impõe penalidades significativas aos estabelecimentos flagrados, com medidas que incluem:

  1. Multas Financeiras
    As empresas identificadas estão sujeitas a multas que variam de R$ 2.260,00 a R$ 4.520,00 por equipamento irregular. Esse valor representa uma penalidade imediata que pode impactar a saúde financeira de negócios, especialmente os de menor porte.
  2. Auditorias e Quebra de Sigilo
    A Sefaz dará continuidade à fiscalização com auditorias detalhadas nas empresas envolvidas. Em colaboração com o Ministério Público Federal, poderá haver quebra de sigilo bancário para rastrear possíveis fluxos financeiros irregulares. Essas investigações adicionais podem revelar outras irregularidades e levar a penalidades ainda mais severas.
  3. Responsabilidade Penal
    Além das multas, a prática de uso de CNPJs de empresas laranjas ou CPFs de terceiros configura crime contra a ordem tributária. A Sefaz informou que, após as auditorias, fará uma representação fiscal ao Ministério Público do Piauí (MPPI), solicitando ações penais para responsabilizar criminalmente os envolvidos.
  4. Impacto na Reputação
    A descoberta de envolvimento em práticas de sonegação fiscal pode manchar a imagem dos estabelecimentos, afetando sua credibilidade junto a clientes, fornecedores e instituições financeiras. A repercussão pode levar à perda de negócios e dificultar novas parcerias comerciais.

Impactos no mercado e na arrecadação

  • Aumento da Fiscalização e Concorrência Leal
    A operação representa um endurecimento na fiscalização da Sefaz, levando as empresas a adotar práticas mais rigorosas de conformidade tributária. Ao penalizar os que utilizam métodos fraudulentos, a ação promove um ambiente de concorrência mais justo, beneficiando as empresas que operam dentro da legalidade.
  • Impacto na Reputação de Setores
    A operação pode influenciar a percepção pública sobre setores como bares e restaurantes, especialmente se um grande número de estabelecimentos desses segmentos for implicado. Isso pode resultar em mudanças no comportamento do consumidor e impactar o volume de vendas.
  • Modernização e Transparência
    Com o aumento da fiscalização, as empresas são incentivadas a adotar sistemas de gestão financeira mais transparentes e tecnológicos. A prática de registrar transações de maneira irregular tende a dar espaço para soluções mais robustas, que facilitam o controle e a verificação dos dados fiscais.
  • Aumento da Arrecadação Pública
    A operação busca não apenas punir as práticas ilegais, mas também recuperar valores que foram sonegados ao longo dos anos, potencialmente aumentando a arrecadação pública. Com esses recursos, o governo poderá ampliar investimentos em infraestrutura e serviços públicos, beneficiando a população do Piauí.
  • Efeito sobre Pequenas Empresas
    Pequenas empresas e fornecedores que dependem dos estabelecimentos fiscalizados podem sentir impactos indiretos, como uma redução no fluxo de clientes. Essa mudança no mercado pode gerar efeitos em cascata, influenciando a dinâmica local de negócios.

Próximas Fases da Operação

A operação Receita Transparente foi planejada para ampliar a fiscalização em outras cidades do Piauí, visando a recuperação de tributos e a promoção de um ambiente de negócios mais transparente e justo. Com o avanço da tecnologia e o acesso a dados detalhados de transações via Pix e cartão de crédito, a Sefaz consegue identificar práticas fraudulentas com maior rapidez e precisão.

A expectativa é que a operação não só penalize as empresas envolvidas em irregularidades, mas também iniba práticas semelhantes em todo o estado.

Leia Mais

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

PUBLICADO

em

Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

Continue lendo

ACRE

Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS