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Opositor de Maduro encontra Milei e busca apoio da América Latina – 04/01/2025 – Mundo
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Mayara Paixão
Em uma viagem com poucos detalhes públicos por alegadas questões de segurança, Edmundo González, diplomata que parte do mundo ocidental reconhece como o presidente eleito da Venezuela, deixou o exílio em Madri e se reuniu com Javier Milei em Buenos Aires.
Em frente, na Praça de Maio, centenas de venezuelanos, boa parte deles refugiados ou solicitantes de refúgio na Argentina, carregavam bandeiras da Venezuela e cartazes em apoio a EGU, acrônimo pelo qual ele é conhecido, e María Corina Machado, a líder da oposição que diz seguir em Caracas mas cuja localização é desconhecida.
O diplomata pela primeira vez desde as eleições de 28 de julho faz um giro pela América Latina que, como a reportagem adiantou, não inclui o Brasil. Estão na lista o Uruguai, onde se reunirá com Luis Lacalle Pou ainda neste sábado; o Panamá, a República Dominicana e os EUA.
O objetivo é angariar apoio na região às vésperas da posse de Nicolás Maduro, reeleito em um pleito questionado pela comunidade internacional. O ditador se sedimenta no poder na próxima sexta-feira (10) e promete dar início a um projeto de mudança da Constituição.
Lá Fora
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Há dúvidas ainda sobre quais serão as autoridades que receberão González nos demais países, ou seja, se lhe será dado o mesmo prestígio dado por Milei e Lacalle Pou neste final de semana.
Na Cidade do Panamá, o presidente José Raúl Mulino possivelmente estará em viagem aos EUA para participar do funeral do ex-presidente Jimmy Carter por uma agenda simbólica: foi Carter o responsável por transferir o Canal do Panamá ao país centro-americano, e agora Donald Trump ameaça a soberania da região.
A Argentina é um dos países mais vocais na região na defesa da oposição venezuelana. Uma semana após o pleito, a diplomacia de Milei disse que concluía, “de maneira inequívoca, que o ganhador inquestionável da eleição presidencial é Edmundo González Urrutia”.
A Venezuela, então, rompeu relações com o país e expulsou seu corpo diplomático de Caracas.
O Brasil, após gestões que superaram as rixas Milei-Lula, assumiu os cuidados da embaixada argentina com um fator importante: ali vivem seis asilados opositores que a ditadura impediu de deixarem o país junto com os diplomatas argentinos rumo a Buenos Aires.
Desde então a prioridade da diplomacia de Lula para a Venezuela tem sido pedir salvo-conduto para que eles deixem o país.
Já do outro lado do rio da Prata, em Montevidéu, EGU angaria aqueles que devem ser os últimos apoios públicos em grande escala do país. O presidente Lacalle Pou tem bom contato com María Corina Machado e também reconhece González, mas seu sucessor, Yamandú Orsi, que assume em março, promete um tom abaixo.
Da Frente Ampla, ele concorda que o processo eleitoral na Venezuela não seguiu ritos democráticos, mas tem postura diferente da de Lacalle, mesmo porque tem de balancear todas as opiniões de sua coalizão, na qual o sindicalismo mais tradicional e ainda defensor da ditadura da Venezuela tem algum peso.
A oposição venezuelana afirma que EGU venceu o pleito com 67% dos votos, ante 30% para Maduro. Para isso, coletou o que diz ser 85% das atas das urnas eletrônicas, as mesmas que o regime local se negou inicialmente a entregar, mas depois colocou nas mãos do Supremo Tribunal de Justiça, que tampouco as tornou públicas.
Alguns projetos de checagem ao redor do mundo que também obtiveram esses documentos com as chamadas testemunhas de mesa de votação (pessoas que fiscalizaram o processo) validam que González foi o eleito. O regime diz que Maduro venceu com 51,2% dos votos.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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