ACRE
Orçamento de ajuda do Reino Unido ao Sudão deverá duplicar devido ao receio de fome | Desenvolvimento global
PUBLICADO
2 anos atrásem
Mark Townsend
Os ministros anunciaram uma duplicação da ajuda aos Sudão em resposta à crescente preocupação de que o país esteja a caminhar para uma fome pior do que a testemunhada na Etiópia há 40 anos.
Foi acordada assistência no valor de 113 milhões de libras para o estado devastado pela guerra e os países vizinhos, em meio a temores de que o número de mortos por fome no Sudão possa, em última análise, exceder o Fome na Etiópia que, segundo estimativas da ONU, causou um milhão de mortes entre 1983 e 1985. Um desastre guerra civil entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares viu a fome ser repetidamente utilizada como arma, com entregas de ajuda bloqueadas por ambos os lados.
O pacote de 113 milhões de libras significa que o Sudão estará entre os maiores beneficiários da ajuda externa bilateral do Reino Unido. Reflete o seu estatuto não só como pior crise humanitária no mundo – mas que está a tornar-se uma catástrofe humanitária de proporções históricas. O Sudão receberá aproximadamente o mesmo que o Afeganistão recebeu no ano passado, embora os críticos apontem que o montante ainda é menos de metade do que o Reino Unido deu à Ucrânia. Amanhã o Reino Unido irá apresentar um projecto de resolução do Conselho de Segurança da ONU apelando à protecção dos civis e à passagem irrestrita de ajuda no Sudão.
Durante uma visita ao Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque, o secretário dos Negócios Estrangeiros, David Lammy, instará as Forças Armadas Sudanesas (SAF) a manterem aberta indefinidamente a crítica passagem da fronteira de Adré com o Chade e a removerem as restrições que reduziram a quantidade de ajuda que passa. através.
“Não podemos entregar ajuda sem acesso. A fome não deve ser usada como arma de guerra e só poderemos acabar com esta fome se todas as passagens e rotas fronteiriças estiverem abertas, acessíveis e seguras”, afirmou Lammy. As autoridades britânicas esperam que o aumento da ajuda apoie mais de um milhão de pessoas afectadas pelo conflito catastrófico no Sudão.
Contudo, o alarme intensifica-se devido às ramificações dos combates em curso no estado de el-Gezira, o centro agrícola do Sudão, que poderá limitar drasticamente o fornecimento de alimentos.
Se não se concretizarem melhorias significativas para aumentar o fornecimento de alimentos e ajuda humanitária, as autoridades temem que o número de mortos no Sudão possa acabar por atingir os milhões.
Na sexta-feira um estudar constatou que o número de mortos na guerra civil do Sudão já é muito maior do que o relatado anteriormente. Das mais de 61 mil pessoas que morreram em Cartum, os investigadores descobriram que apenas 26 mil foram mortas através da violência, sendo a principal causa de morte em todo o Sudão identificada como doenças evitáveis e fome.
Também surgiram evidências na semana passada de que centenas de pessoas podem ter morrido num surto de cólera na cidade sitiada de al-Hilaliya, no estado de el-Gezira. A RSF cercou a cidade no mês passado, onde vivem dezenas de milhares de moradores locais e pessoas deslocadas.
Apesar da escala da crise que o Sudão enfrenta, as agências da ONU recentemente reiterado a necessidade urgente de financiamento adicional. Actualmente, o apelo humanitário da ONU para o Sudão, no valor de 2,14 mil milhões de libras, só é financiado em 57%, o que coloca “desafios significativos” à sustentação dos esforços de ajuda necessários. Mais de 500 mil pessoas em Darfur, no oeste do Sudão, estão em condições de fome que provavelmente se espalhará. Em todo o país, 25 milhões dependem de ajuda.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
Relacionado
ACRE
Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login