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Órgãos com HIV: paciente com rim infectado pede justiça – 13/10/2024 – Equilíbrio e Saúde

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Uma mulher que recebeu um rim infectado com HIV no Rio de Janeiro afirmou não ter nenhum tipo de acompanhamento, clínico ou psicológico, além de um adiantamento na data de consulta após a divulgação do caso.

Ela deu entrevista ao Fantástico, da TV Globo.

A mulher é um dos seis pacientes que estavam na fila de transplante da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e receberam órgãos contaminados pelo vírus e, posteriormente, tiveram resultado positivo para a doença.

A paciente, que não quis se identificar, afirmou ainda que a consulta seguinte à detecção do HIV, marcada para 29 de outubro, só foi adiantada após a divulgação das notícias sobre a infecção.

O caso foi publicado pela BandNews FM e confirmado pela Folha.

“É a minha vida, e daqui pra frente, minha vida mudou. Minha família está revoltada, porque a gente entra lá com a maior confiança de que vai dar tudo certo”, afirmou a paciente ao Fantástico.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que a Polícia Federal vai investigar o caso, que envolve o Laboratório Patologia Clínica Doutor Saleme (PCS LAB Saleme), que já está sob apuração da Polícia Civil, do Conselho Regional de Medicina do RJ e do Ministério Público.

A mulher afirmou que recebeu a notícia em 3 de outubro, e, em um posto de saúde, teve o problema confirmado. Mesmo com a consulta adiantada após a revelação da contaminação, ela disse que não tem tido nenhum tipo de acompanhamento do governo Cláudio Castro (PL).

Outro paciente, que recebeu uma córnea, não foi infectado, segundo o Fantástico. Ainda, informações de uma auditoria da Anvisa e a Vigilância Sanitária do estado apontaram 39 irregularidades na clínica.

Entre elas, a falta de uma licença para operar dentro do Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, além de exames sem identificação, material armazenado em geladeiras comuns e falta de limpeza em aparelhos de ar-condicionado.

A pasta de saúde do governo do Rio de Janeiro afirmou que o laboratório não presta mais serviços ao estado desde o início de outubro. O contrato, segundo o Fantástico, assinado em dezembro de 2023, era de R$ 11 milhões.

O Ministério da Saúde também determinou que a testagem de todos os doadores de órgãos no Rio de Janeiro voltasse a ser feita exclusivamente pelo Hemorio. Além de solicitar a retestagem do material de todos os doadores de órgãos feita pelo laboratório para identificar possíveis novos casos.

Como mostrou a Folha, o laboratório tem como um dos sócios Matheus Sales Teixeira Bandoli Vieira, primo do ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro e deputado federal Doutor Luizinho, atual líder do PP (Progressistas) na Câmara dos Deputados.

O parlamentar afirmou, em nota, o deputado afirmou que quando foi secretário “manteve a equipe do Programa Estadual de Transplantes da gestão anterior e jamais participou da escolha deste ou de qualquer laboratório.” A contratação ocorreu, segundo o deputado, por concorrência realizada pela Fundação Saúde, que tem gestão administrativa independente.



Leia Mais: Folha

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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