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Os anéis de Saturno estão desaparecendo em 2025? – 30/01/2025 – Ciência

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Phillippe Watanabe

E se te dissessem que você não conseguirá mais ver os fantásticos anéis de Saturno em 2025, porque eles vão desaparecer? Está aí uma informação que poderia causar algum grau de ansiedade galáctica, mesmo que você nunca olhe para o céu em busca de astros. A boa notícia é que o tal desaparecimento não passa de um problema dos e para os observadores —nós.

Basicamente, devido à posição de Saturno em relação à Terra, em boa parte deste ano não será possível para os terráqueos ver os anéis do gigante gasoso.

“Por causa da inclinação do eixo de Saturno e sua posição relativa à Terra, a gente vê os anéis ‘bamboleando’ ao longo do tempo, passando de totalmente exposto para visão de perfil [na qual não conseguimos vê-los], diz Cássio Barbosa, astrônomo do departamento de física da FEI. “Pior época para observar Saturno”, afirma o astrônomo sobre 2025.

Ou seja, não passa de uma questão de perspectiva, afirma Marcelo de Cicco, do Observatório Nacional.

A partir de março deste ano os anéis já não estarão visíveis aos olhos humanos, segundo De Cicco. “Vai ficar uma linhazinha tênue”, diz o pesquisador do Observatório Nacional.

O efeito visual de desaparecimento ocorre a cada cerca de 13 a 15 anos, diz De Cicco.

“À medida que a órbita da Terra vai se desenvolvendo e também a de Saturno, por causa de uma diferença de inclinação de nossas órbitas, começamos a ver novamente os anéis, porque a gente ou vai subindo em relação a Saturno ou vai descendo em relação a Saturno”, diz o pesquisador do Observatório Nacional.

Segundo um artigo publicado em 2023 no site The Conversation, pelo professor de astrofísica Jonti Horner, da Universidade do Sul de Queensland, em 2009 foi a última vez em que o “desaparecimento” ocorreu.

Horner aponta que, nos meses seguintes a março de 2025, os anéis voltarão a ficar visíveis para grandes telescópios, mas, em novembro, não poderão mais ser vistos. Com o passar dos meses, retornarão a ser identificáveis.

Segundo Barbosa, um “desaparecimento” —lembrando, aos olhos do observador— semelhante deve ocorrer com Urano. “Mas como os anéis foram descobertos em 1977 e o período orbital do planeta é de 84 anos, ainda não conseguimos registrar o efeito em toda a sua extensão.

Mais sobre Saturno

Saturno, o gigante gasoso, composto principalmente de hidrogênio e hélio, demora cerca de 30 anos terrestres para completar uma órbita em relação ao Sol. Ou seja, um ano de Saturno equivale a 30 daqui.

Segundo a Nasa, por metade de um ano de Saturno, o planeta parece se inclinar em direção ao Sol, o que acaba por iluminar o topo dos seus anéis.

Por sinal, os anéis se espalham por 282 mil quilômetros a partir de Saturno. Apesar disso, os principais possuem uma espessura de somente cerca de dez metros.

Por sinal, chamamos de “anéis de Saturno” porque, obviamente, estamos falando de mais de um. Compostos de gelo, pedras e poeira, eles estão relativamente próximos uns dos outros, exceto pela divisão de Cassini, com 4.700 km entre os aneis A e B.

Os principais anéis são o A, B e o C. Os D, E, F e G são mais sutis e foram descobertos mais recentemente.

A partir de Saturno, a ordem dos anéis é: D; C; B; divisão de Cassini; A; F; G; e E. Vale mencionar que outros planetas do Sistema Solar também possuem anéis, porém, mais tênues e difíceis de serem vistos.

Os anéis do gigante têm alto poder reflexivo —daí eles serem tão brilhantes—, apesar de serem constantemente bombardeados por micrometeoritos, o que deveria ofuscar o brilho.

Como os anéis não deixam que seu brilho seja ofuscado, pesquisadores imaginavam que eles fossem jovens. Mas uma pesquisa recente apontou para a possibilidade de anéis de uma resistência dos anéis à contaminação.

Em linhas gerais, a colisão entre micrometeoritos e o gelo e rochas que formam os anéis gera energia para vaporizar tanto o micrometeorito quanto parte de seu alvo. As partículas geradas na colisão, em seguida, seriam expulsas pela ação do campo magnético de Saturno e, dessa forma, evitariam a contaminação dos anéis. Assim, eles mantêm o brilho.



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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