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Os desafios do governo Lula – 22/12/2024 – Camila Rocha
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Os brasileiros mais pobres chegam à metade do governo Lula com sentimentos mistos. A melhora dos índices econômicos ainda é vista por muitas pessoas como uma abstração que não reflete uma melhora sentida na pele.
Dados da pesquisa PoderData, divulgada no último sábado (21), apontam que apenas 37% dos brasileiros consideram o governo Lula melhor do que o governo Bolsonaro. Entre os mais pobres, os números não são melhores. Apenas 35% daqueles que possuem renda familiar de até 2 salários mínimos consideram o governo Lula melhor. Entre as pessoas que possuem renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos, o índice sobe para 45% e cai para 34% na faixa acima de 5 salários mínimos.
De fato, os últimos anos foram especialmente difíceis. As crises foram muitas e intensas. Para piorar, o desmonte do Estado promovido pelo governo Bolsonaro retirou a redução das desigualdades sociais do centro da agenda. A erradicação da fome foi exemplar nesse sentido.
A extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em 2019 foi um momento crítico. Segundo o relatório “Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: 10 anos de Desafios e Perspectivas“, publicado pela Oxfam, a mudança representou um desmonte de iniciativas fundamentais relacionadas à segurança alimentar. Assim, o Brasil, que havia saído do Mapa da Fome em 2014, voltou em 2019 e permaneceu até 2022.
Em 2023, primeiro ano do governo Lula, o cenário começou a ser revertido. A insegurança alimentar severa sofreu uma redução de 85%. Isso significou que, em termos absolutos, 14,7 milhões de pessoas deixaram de passar fome no país, de acordo com a edição de 2024 do “Relatório das Nações Unidas sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial”.
Outros indicadores também melhoraram. De acordo com o “Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades de 2024“, publicado pela Ação Brasileira de Combate às Desigualdades e coordenado pelo Núcleo de Desenvolvimento do Cebrap, houve avanços em 44% dos 42 indicadores analisados.
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O relatório destaca, por exemplo, a redução de 40% na proporção de pessoas em extrema pobreza, com um impacto ainda maior entre as mulheres negras (45,2%), em comparação com os números de 2023. Outros destaques positivos foram a queda de 20% no desemprego e o aumento de 8,3% no ganho real no rendimento médio de todas as fontes, o qual foi maior entre mulheres, 9,6% para elas, contra 7,7% para os homens.
Em outras frentes, também houve avanços expressivos. Na saúde, o número de mães com até 19 anos de idade caiu 14%. Na educação, a proporção de mulheres negras de 18 a 24 anos que cursam o ensino superior chegou a 19,2%, um crescimento de 12,3% em relação ao ano anterior. O desmatamento em áreas indígenas e unidades de conservação caiu 13,3% de 2022 para 2023, queda que foi mais expressiva ainda no Norte do país: 46,4%.
Contudo, apesar dos avanços, o governo ainda não conseguiu colher resultados. Como aponta reportagem desta Folha, de fato, não há uma marca clara do governo. Não há dúvida de que a comunicação e a coordenação interna do governo precisam melhorar muito. Do contrário, pequenas fissuras nas bases eleitorais podem se tornar rachaduras mais permanentes em 2026.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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