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Os desafios na gestão de pontes no Brasil – 30/12/2024 – Mercado

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Mauricio Portugal Ribeiro

Em 22 de dezembro de 2024, o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, localizada na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), trouxe à evidência o problema da gestão das pontes no Brasil.

O incidente, que resultou na morte confirmada de dez pessoas, havendo ainda nove desaparecidas e apenas um sobrevivente, também trouxe riscos ambientais, uma vez que caíram no rio Tocantins caminhões carregados de recipientes com 22 mil litros de defensivos agrícolas e 76 toneladas de ácido sulfúrico.

Apesar de a ANA (Agência Nacional de Águas) descartar contaminação significativa, o evento exige ações urgentes para mitigar impactos e prevenir tragédias futuras.

A responsabilidade pela manutenção da ponte é do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que segue normas como a DNIT 010/2024-PRO e a NBR 9452 para as inspeções em Obras de Arte Especiais.

No entanto, evidentemente, o colapso levanta questionamentos sobre a eficácia desses procedimentos. Apesar de inspeções anteriores identificarem patologias, a interdição preventiva da ponte não ocorreu. Essa lacuna entre diagnóstico e ação reforça a necessidade de, após apuração das causas da não interdição, revisar os protocolos de gestão.

Estudo apresentado por Ademir Santos e outros no 65° Congresso Brasileiro do Concreto revela que o Brasil possui cerca de 120 mil pontes rodoviárias em operação, das quais menos de 10% possuem histórico de inspeções regulares. Mais de 37% dessas estruturas têm mais de 50 anos, o que reforça a importância da sua permanente avaliação e manutenção.

Embora o DNIT utilize sistemas como o SGO (Sistema de Gerenciamento de Obras de Arte Especiais) desde 1993 e, mais recentemente, o sistema Monalisa, o índice de estruturas em condição crítica permanece relevante.

Esse mesmo estudo evidencia que as concessões à iniciativa privada melhoram significativamente a qualidade das pontes.

Enquanto estruturas sob jurisdição federal recebem predominantemente notas medianas (3 e 4), as que integram concessões privadas estaduais apresentam maior proporção de notas altas (5), indicando condições ótimas. Essa diferença destaca a importância de expandir o programa de concessões de rodovias, para abarcar trechos que atualmente são geridos pelo poder público.

O incidente da ponte Juscelino Kubitschek deve ser um marco para o aperfeiçoamento de sistemas de inspeção e gestão. Medidas como o fortalecimento de protocolos preventivos, ampliação de investimentos em infraestrutura e realização de concessão à iniciativa privada podem prevenir futuras tragédias. O desafio é transformar a lição aprendida em soluções sustentáveis para garantir a segurança e a eficiência da malha rodoviária brasileira.



Leia Mais: Folha

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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