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os Estados Unidos forçados a tomar “medidas extraordinárias” para evitar inadimplência

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Janet Yellen, Secretária do Tesouro, durante discurso em Nova York (Estados Unidos), 15 de janeiro de 2025.

A maior economia do mundo terá de se contorcer para evitar o incumprimento. Numa carta enviada sexta-feira, 17 de Janeiro, a importantes responsáveis ​​do Congresso, a secretária do Tesouro cessante, Janet Yellen, alerta que o limite máximo da dívida, actualmente situado ligeiramente acima dos 36 biliões de dólares (35 biliões de euros, aproximadamente), “não autoriza novos gastos”.

Do “medidas extraordinárias” será, portanto, tomada a partir de terça-feira, 21 de janeiro, um dia após a posse do presidente eleito Donald Trump. Entre eles, a cessação do pagamento de diversos fundos de aposentadoria, saúde ou invalidez de funcionários públicos – ajustes técnicos “que não são imediatamente necessários para o pagamento dos benefícios”. “Aposentados e funcionários do setor público não serão afetados por essas ações”ele tem certeza.

Este tipo de medidas permite congelar despesas e evitar atrasos no pagamento de faturas, o que penalizaria os fornecedores do Estado e, de forma mais geral, a economia. Só podem ser temporárias, até que o Congresso aumente ou suspenda o limite máximo da dívida. Se os parlamentares não conseguirem chegar a um acordo, os Estados Unidos poderão acabar por se ver numa situação de incumprimento.

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“Preservar a plena confiança” dos credores

Janet Yellen sublinha que a duração das medidas extraordinárias é “sujeito a muita incerteza, sobretudo devido à dificuldade em prever as despesas e receitas do governo nos próximos meses”. Antes de entregar o cargo, o ministro cessante telefona “Respeitosamente, o Congresso deve agir rapidamente para preservar a plena confiança” credores dos Estados Unidos.

Para reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que dá continuidade às reduções fiscais implementadas durante o seu primeiro mandato, Donald Trump promete cortar gastos do governo federal e conta com receitas provenientes de direitos aduaneiros adicionais que pretende estabelecer.

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Na quarta-feira, perante um clube económico em Nova Iorque, Janet Yellen alertou contra um aprofundamento “desastroso” do défice público após a sua saída. Durante o seu discurso, a ministra cessante citou previsões do Congressional Budget Office (CBO), organização independente responsável por fornecer análises orçamentais e económicas ao Congresso norte-americano, segundo as quais a simples perpetuação das reduções fiscais do primeiro mandato de Donald Trump agravaria o défice em 400 mil milhões de dólares por ano.

“Tais políticas podem enfraquecer o nosso país”acrescentou ela, citando os riscos “o valor do dólar” como a capacidade do Estado de se financiar nos mercados, até ao espectro de uma “crise da dívida”. Mmeu Yellen disse que tal situação “pesaria muito para as gerações futuras”.

O teto da dívida, assunto recorrente nos Estados Unidos

“Os Estados Unidos não entrarão em incumprimento da sua dívida se eu for confirmado” como disse o novo secretário do Tesouro, Scott Bessent, a escolha de Donald Trump para este cargo, aos senadores na quinta-feira.

O aumento, ou suspensão, do teto da dívida é um assunto recorrente nos Estados Unidos, com 78 alterações desde 1960 – 49 vezes sob um presidente republicano e 29 vezes sob um presidente democrata, segundo o site do Departamento do Tesouro.

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Um relatório oficial publicado sexta-feira antecipa que a dívida pública representará 118% do PIB dos Estados Unidos em 2035, em comparação com 100% em 2025.

O mundo com AFP

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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