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Os Estados Unidos recusam-se a pagar a sua contribuição financeira para o funcionamento da agência mundial antidopagem
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O anúncio é um novo passo no impasse entre os Estados Unidos e a Agência Mundial Antidopagem (WADA). O Escritório Americano de Política Nacional de Controle de Drogas (ONDCP) anunciou na quarta-feira, 8 de janeiro, que estava retendo sua contribuição para o funcionamento da WADA para 2024, ou seja, US$ 3,6 milhões. Uma decisão saudada num comunicado de imprensa da Agência Americana Antidopagem (USADA), que vê “o único (medir) possível proteger os direitos dos atletas e uma concorrência leal”.
A atual disputa entre os Estados Unidos e a WADA remonta à primavera de 2024, após revelações de New York Times e o canal alemão ARD sobre vinte e três nadadores chineses testaram positivo para trimetazidina antes das Olimpíadas de Tóquio de 2021mas que não foram suspensos ou sancionados pela autoridade.
O chefe da USADA, Travis Tygart, já um crítico virulento da forma como a WADA lidou com os casos de doping russos revelados em 2015-2016, acusou durante meses a organização com sede em Montreal, Canadá, de ter “permitiu que a China escondesse casos positivos para debaixo do tapete”. O agente antidopagem, por seu lado, insiste que não cometeu nenhum erro ao aceitar a tese apresentada pelas autoridades chinesas de uma “contaminação alimentar” ocorrência no hotel onde os nadadores se hospedaram, e julga o assunto encerrado após relatório do promotor suíço Eric Cottier, que a AMA encomendousentiu que ela havia trabalhado “de forma autônoma, independente e profissional”.
O presidente da AMA, o polaco Witold Banka, lamentou, em Dezembro, à Agência France-Presse (AFP), o “politização” desta questão pelos Estados Unidos e pelo “ataques muito injustos e difamatórios contra” da sua autoridade.
Principal país contribuinte
Para Tygart, no entanto, os líderes da AMA não responderam aos pedidos “razoável” da sua organização, incluindo a criação de um “auditoria independente” de suas operações. Não pagamento da contribuição de 2024 dos Estados Unidos “não terá impacto no direito dos atletas americanos de competir”no país e internacionalmente, diz a USADA.
A WADA, cujo orçamento para 2025 ascende a 57,5 milhões de dólares, confirmou na quarta-feira que não recebeu participação americana para 2024. No entanto, os Estados Unidos são de longe o primeiro país que contribui para a polícia mundial do antidoping, financiado metade por governos e metade pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
Questionado pela AFP, o COI estimou que “este era um assunto entre a WADA e as autoridades públicas como partes interessadas” do sistema antidopagem. A associação que representa as federações olímpicas de verão (ASOIF) recusou qualquer comentário e a sua homóloga de inverno (WOF) não reagiu. Mas no ano passado, as três autoridades condenaram veementemente o lançamento pelo sistema judicial americano, no início de Julho, de uma investigação liderada pelo FBI sobre a gestão do caso dos vinte e três nadadores chineses pela WADA.
Esta investigação baseia-se na Lei Rodchenkov, promulgada no final de 2020 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu primeiro mandatopelo qual os Estados Unidos concederam a si próprios jurisdição extraterritorial em questões de doping.
“Você pode imaginar qual seria a reação americana se as forças de segurança chinesas investigassem atletas americanos? »pergunta à AFP Michael Payne, ex-diretor de marketing do COI. Para ele, os Estados Unidos “parecem estar deliberadamente tentando inflamar o problema”um novo exemplo “a crescente instrumentalização política do desporto”. No entanto, para muitos intervenientes na área, o risco é enfraquecer a WADA, criada em 1999 na sequência do caso Festina no ciclismo, para desenvolver o código mundial antidopagem e permitir uma luta coerente de acordo com os desportos e os países.
O mundo com AFP
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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