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Os Estados Unidos regressam à neutralidade da Internet, princípio que garante igualdade de acesso à Internet
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Nova reviravolta num caso interminável: um tribunal de recurso americano aboliu o princípio da neutralidade da Internet, quinta-feira, 2 de janeiro. Os três juízes deste tribunal federal decidiram que a agência americana de telecomunicações, a Federal Communications Commission (FCC), não tinha a autoridade necessária para impor este princípio à indústria.
Concretamente, o princípio da neutralidade da Internet significa que os fornecedores de serviços de Internet (ISP) não têm o direito de modular a velocidade do fluxo em função do conteúdo. Garante, portanto, em teoria, acesso igualitário à Internet e é defendido pelas principais plataformas digitais, bem como por numerosas organizações não governamentais (ONG). Na sua ausência, as telecomunicações podem, portanto, abrandar ou censurar determinados sites e favorecer outros serviços.
Regulamentos adotados sob Obama
Este princípio tem sido objeto de acalorado debate há duas décadas. Republicano Donald Trump a aboliu durante seu primeiro mandatoem 2017, mas a FCC restabeleceu-o em abril passado com três votos (democratas) a dois (republicanos), restabelecendo assim o regulamento adotado no governo do democrata Barack Obama, em 2015, e pelo qual lutava a administração Biden.
“Todo consumidor merece acesso rápido, aberto e justo à Internet”declarou Jessica Rosenworcel, presidente da FCC, acrescentando que este princípio “garante que, on-line, você possa ir aonde quiser e fazer o que quiser sem que seu provedor de banda larga faça escolhas por você”.
Donald Trump, que regressará à Casa Branca em 20 de janeiro, nomeou Brendan Carr, um oponente da neutralidade da rede, como futuro presidente da FCC. Carr acredita que este princípio leva a considerar as telecomunicações como serviços públicos, que então investiriam menos em redes de Internet ultrarrápidas. É, portanto, muito improvável que a futura administração procure ir contra esta decisão judicial. No entanto, os defensores da neutralidade da rede ainda podem levar o caso ao Supremo Tribunal.
Uma decisão “errada em todos os níveis”
A USTelecom, um grupo de lobby de grandes empresas do sector das telecomunicações, como a AT&T ou a Verizon, saudou num comunicado de imprensa um “vitória para os consumidores americanos que levará a mais investimento, inovação e concorrência num mercado digital dinâmico”. Do lado das ONG, por outro lado, não escondemos a nossa amargura. Matt Wood, vice-presidente de políticas públicas da Free Press Association, disse que a decisão do tribunal “decepcionante” et “errado em todos os níveis”. Numa reacção online, referiu que Donald Trump poderá assim “abdicar da sua responsabilidade de proteger os utilizadores da Internet de práticas comerciais inescrupulosas”.
A Computer & Communications Industry Association, um grupo de pressão que inclui grandes empresas de tecnologia como Amazon, Apple, Alphabet (empresa-mãe do Google) e Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp) tinha até agora apoiado o princípio da neutralidade da Net, argumentando que era “preservar o acesso aberto à Internet”. Estas grandes empresas, cujos patrões têm aumentado os sinais positivos em relação a Donald Trump nos últimos meses, ainda não reagiram à decisão judicial proferida quinta-feira.
Qualquer que seja o resultado, o princípio da neutralidade da Internet não deverá desaparecer completamente no país. Alguns estados americanos, como a Califórnia ou o Colorado, adoptaram de facto leis próprias que garantem a sua aplicação. Na Europa, o princípio da neutralidade da Internet é protegido por lei desde 2015.
Le Monde com AFP e Reuters
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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