ACRE
Os ladrões de túmulos modernos estão usando emojis e palavras-código para negociar secretamente ossos humanos reais | Crime – Austrália
PUBLICADO
2 anos atrásem
Tory Shepherd
Uma forma moderna de “roubo de túmulo”está florescendo online, dizem os especialistas, à medida que os colecionadores de ossos exploram brechas legais para comprar e vender restos mortais humanos.
Na Austrália, onde é ilegal comprar ou vender restos mortais humanos (embora com algumas exceções), as pessoas vendem fotografias dos restos mortais e depois acrescentam os ossos como “presente”.
Embora as pessoas possam negociar restos mortais para ganhar dinheiro, alguns especialistas dizem que outros com o hábito macabro de os recolher o fazem em busca de poder, controlo e identidade.
Dr. Damien Huffer, autor de Estas já foram pessoas: o comércio online de restos mortais humanos e por que é importantediz que alguns indivíduos têm coleções que podem rivalizar com os museus, e as leis da Austrália não são suficientes para impedi-los.
“As leis são bastante inconsistentes a nível estadual e territorial, e certamente entre países”, diz ele.
“E agora há tanta coisa online – (ela) poderia ter sido uma pequena subcultura de nicho do comércio de antiguidades se a Internet nunca existisse, mas devido à forma como o mundo funciona, o que antes era um nicho explodiu.”
Huffer, pesquisador honorário da Universidade de Queensland e cofundador da Alliance to Counter Crime Online, estudou uma tática específica da Austrália, onde fotografias de restos humanos são colocadas à venda com os ossos incluídos como um “presente” para contornar as leis sobre compra e venda.
Os comerciantes de ossos também usam emojis, palavras-código e hashtags para se conectarem entre si e evitarem a detecção.
Eles podem discutir “esquisitices” que são “hooman”, por exemplo. Em um artigo publicado no Journal of Computer Applications in Archaeology, Huffer descreve a postagem de uma pessoa: “Alguém poderia presentear (emoji de piscadela)… um ou dois fêmures de homem/mulher?”
Outro diz: “Esquisitices! Tenho algo… especial disponível. Você receberá a foto e uma amostra médica vintage grátis… real (emoji de osso). (Emoji de navio) inc. planos de pagamento disponíveis.”
E não são apenas restos de esqueletos. Cremains – fragmentos de ossos que sobraram após a cremação de um corpo – e amostras úmidas, como fatias de órgãos, também são comercializados.
A venda de restos mortais humanos é ilegal desde 1982, quando a legislação sobre tecidos humanos foi implementada em todos os estados e territórios. Mas muitos médicos receberam esqueletos reais durante o seu treinamento e assim as coleções de ossos permaneceram, às vezes aparecendo em galpões e propriedades de falecidos.
Os espécimes “médicos” têm uma espécie de legitimidade porque muitos foram importados antes de as alterações legislativas tornarem ilegal a importação de restos mortais humanos e devido às isenções limitadas para artigos médicos.
Huffer diz que os ossos na Austrália muitas vezes chegaram há décadas, vindos da Índia, Bangladesh e outros lugares. Ele diz que eles eram “os não reclamados, a casta inferior, os pobres, que foram levados, despidos, higienizados (e) conectados”.
A polícia da Austrália do Sul está investigando a suposta venda de crânios humanos pelos leiloeiros Small e Whitfield: um “crânio médico” foi vendido por US$ 600, outro “com crânio aberto e algumas vértebras” e o “maxilar inferior faltando” foi arrematado por US$ 1.500.
Um porta-voz da polícia disse que a casa de leilões estava cooperando e “até o momento nenhum crime foi identificado”.
“Determinar as origens de todos os restos mortais pode ser um processo complexo e demorado”, disse o porta-voz.
O diretor administrativo da Small and Whitfield, David Kabbani, diz que eles receberam cerca de três ou quatro crânios nos últimos 20 anos que não eram espécimes médicos. “Como leiloeiros, sabemos a diferença entre uma peça médica genuína, um crânio usado para fins médicos, e algo que não vem de ninguém e de lugar nenhum, que entregamos (à polícia)”, diz ele.
Questionado sobre a origem das peças médicas, Kabbani diz que provêm de médicos reformados, que as receberam legalmente como parte da sua formação, quando era legal importá-las. Ele diz que havia muita incerteza sobre a lei tal como está, inclusive entre a polícia.
“Em muitas ocasiões, quando tivemos dúvidas sobre a venda dessas coisas, ligamos para a polícia para obter uma resposta e eles não têm certeza”, diz ele.
Maeghan Toews, professor da Faculdade de Direito de Adelaide que ensina direito e ética médica, diz que a legislação estadual e territorial proíbe a compra e venda de tecidos humanos, de corpos vivos e falecidos.
“Há exceções, no entanto, e é aí que surge parte da incerteza”, diz ela.
Toews aponta para a Lei de Transplante e Anatomia da África do Sul de 1983, que permite a venda ou fornecimento de tecido “se o tecido tiver sido submetido a processamento ou tratamento e a venda ou fornecimento for feito para uso, de acordo com as instruções de um médico, para fins terapêuticos, médicos ou científicos”.
após a promoção do boletim informativo
“Um ponto de confusão”, diz ela, “é o que conta como um ‘objetivo científico’, que não está definido na lei.
“Outro ponto de confusão… é a extensão do ‘processamento’ necessária para transformar o tecido em bens vendáveis.
“Finalmente, embora o requisito de que o tecido vendido seja utilizado ‘de acordo com as instruções de um médico’ faça sentido para usos terapêuticos e médicos, se isto se aplica ou não (ou deveria aplicar-se) a ‘fins científicos’ também não é claro. ”
A Comissão Australiana de Reforma Legislativa iniciou um inquérito sobre as leis estaduais e territoriais em agosto.
A investigação talvez esclareça alguns desses pontos de confusão, diz ela.
Subcultura macabra de colecionadores
Há uma longa história de recolha de partes humanas, como troféus de guerra e em museus, em nome da ciência (muitas vezes ciência racial).
Há uma longa história de colonizadores roubando restos mortais humanos. Na Austrália, missões para restos ancestrais repatriados das Primeiras Nações estão em andamento.
Os colecionadores modernos podem explicar seus hábitos macabros como sendo uma apreciação pela biologia humana, ou curiosidade, ou por causa da estética gótica, diz Samantha Waite, mas ela acredita que poderia haver um diferente. razão.
Waite, um ex-psicoterapeuta de hospício, agora dirige a Taboo Education, que trabalha para desmistificar a morte.
Ela diz que há vários motivos pelos quais as pessoas entram no comércio de ossos, e muitas vezes isso está relacionado ao desejo de provar sua identidade e ser aceito por uma subcultura específica de colecionadores.
“Muitos deles tendem a não interagir muito com os vivos, esta é a sua maneira de dizerem a si mesmos que ainda estão interagindo com os humanos”, diz ela.
“E pode haver uma sensação de poder.
“Em termos de psicologia, partes específicas do corpo tendem a significar certas coisas e uma caveira é definitivamente uma de poder.”
Huffer diz que as pessoas deveriam pensar em como se sentiriam se seus entes queridos fossem “retirados de seu local de descanso, desenterrados, distribuídos e recirculados com etiquetas de preço”.
É desumanizante e perpetua a violência colonial, diz ele.
“O resultado final é que ninguém entrou no comércio de ossos médicos… nenhum deles jamais consentiu em ser usado como tal”, diz ela.
“Quem sabe, (pode haver) centenas de milhares de exemplos no mercado, desde os dias anteriores aos formulários de consentimento e à papelada – é apenas outra forma de roubo de túmulos.”
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
Estudantes de Jornalismo da Ufac ensinam audiovisual a moradores da Reserva Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
ACRE
Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
Relacionado
ACRE
Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
Relacionado
ACRE
Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE5 dias agoUfac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUfac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined array key 0 in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/single.php on line 591
Warning: Attempt to read property "cat_name" on null in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/single.php on line 591
1 dia agoEstudantes de Jornalismo da Ufac ensinam audiovisual a moradores da Reserva Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
ACRE1 dia agoUfac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login