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Os primeiros 100 dias do Partido Trabalhista no Reino Unido foram considerados o ‘pior começo de que há memória’ | Notícias de política

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Londres, Reino Unido – Keir Starmerque assinalará no sábado os seus primeiros 100 dias no cargo como primeiro-ministro britânico (PM), é impopular.

De acordo com uma sondagem YouGov de 8 de outubro, os índices de favorabilidade do antigo advogado de 62 anos caíram para o nível mais baixo desde que assumiu o cargo de líder trabalhista em 2020, tendo a sua popularidade diminuído ainda mais desde que se tornou primeiro-ministro.

Mais de seis em cada 10 britânicos agora não gostam de Starmer, informou o YouGov.

“É facilmente o pior início de mandato de um governo de que há memória – e, de qualquer forma, não era como se o Partido Trabalhista fosse tão popular”, disse Tim Bale, professor de política na Universidade Queen Mary de Londres, à Al Jazeera.

Starmer, em 4 de julho, liderou o seu então partido de oposição a uma retumbante vitória eleitoral e a uma grande maioria no Parlamento, varrendo os Conservadores, no poder há mais de uma década, para as sombras.

Mas a participação foi baixa em cerca de 50 por cento, o nível mais pobre em percentagem da população desde o sufrágio universal.

“O problema dos brindes é a questão mais imediata que (os trabalhistas) precisam deixar para trás, porque prejudica gravemente a sua marca”, disse Bale.

“No longo prazo, as principais questões – como sempre são, são a economia e o Serviço Nacional de Saúde. Se o governo conseguir corrigi-los, eles terão uma chance de se recuperar.”

Um escândalo de doações dominou as manchetes nas últimas semanas.

Starmer, cujo salário anual é agora de cerca de 167.000 libras (US$ 218.000), declarou ter recebido brindes no valor de mais de 100.000 libras (US$ 131.000) nos últimos cinco anos – o que significa que ele aceitou mais presentes do que qualquer outro membro do parlamento (MP) durante este período. , incluindo alguns após serem eleitos PM.

Notícias sobre os custos de acomodação, óculos caros, ingressos para shows de Taylor Swift, ingressos para jogos de futebol, roupas e outros brindes que ele abraçou irritaram o público britânico, muitos dos quais ainda enfrentam uma crise de custo de vida.

Os doadores de Starmer incluem um rico colega trabalhista, Lord Waheed Alli, e a Premier League.

Aceitar presentes é legal, mas como o Trabalhismo é tradicionalmente um partido de esquerda que se orgulha de valores como a igualdade e a transparência, o Primeiro-Ministro e outros deputados trabalhistas que absorveram brindes estão a ser acusados ​​de ganância.

Também há questões sobre influência.

Henry Newman, ex-conselheiro político dos conservadores e diretor do The Whitehall Project on Substack, disse ao Financial Times: “O doador pessoal (de Starmer), Alli, teve acesso privilegiado a Downing Street enquanto trabalhava na arrecadação de fundos e em nomeações governamentais. . O governo precisa esclarecer o papel exato de Lord Alli, caso contrário as preocupações com o clientelismo continuarão a crescer.”

‘Foi um começo bastante instável’

A Chanceler Rachel Reeves também perturbou uma grande parte da sociedade ao limitar o pagamento do combustível de Inverno aos reformados – o que significa que cerca de 10 milhões de idosos deixarão de receber algumas centenas de libras de ajuda à medida que as empresas de energia aumentarem os preços neste Inverno.

“Foi um começo bastante instável”, disse Anand Menon, professor de política europeia e relações exteriores no King’s College London. “A surpresa foi o quão mal eles lidaram com isso.”

Ele acredita que o Partido Trabalhista tem um problema de relações públicas.

“Eles permitiram que (o escândalo das doações) fosse a história… Eles falharam com rapidez suficiente para apresentar uma resposta de coordenação coerente”, disse ele.

“O que queremos é que o governo entre e conte uma história sobre onde estamos e para onde nos estão a levar, e que realmente nos traga essa narrativa para casa. Nos primeiros meses de governo não houve uma narrativa e acho que por causa disso houve um buraco. Todo mundo está esperando o orçamento.”

Reeves, que aceitou uma doação de 7.500 libras (US$ 9.800) antes da eleição para usar em roupas, divulgará o orçamento em 30 de outubro. Especula-se que o governo poderia aumentar alguns impostos, como ganhos de capital e heranças.

Além de negar o pagamento do combustível de Inverno aos reformados em melhor situação, o Partido Trabalhista deixou claro que a pensão do Estado aumentará 4 por cento e comprometeu-se a honrar a sua promessa eleitoral de adicionar o IVA às propinas das escolas privadas.

Em setembro, Starmer, Reeves e a vice-primeira-ministra Angela Rayner tentaram estabelecer um limite para o escândalo das doações, dizendo que não aceitariam mais roupas gratuitas.

De acordo com Steven Fielding, professor de política da Universidade de Nottingham que está actualmente a escrever um livro analisando o Partido Trabalhista desde a década de 1970, a administração de Starmer tem estado a “tropeçar” em vez de “caminhar propositadamente para o futuro”.

Ele disse que os trabalhistas “compreenderam totalmente mal” o período de tempo em que vive a maioria dos eleitores britânicos, “que é que eles querem geléia hoje, não amanhã, mesmo que não seja razoável esperar isso”.

“Não ajuda realmente o facto de os dois temas dominantes que surgiram neste período (de 100 dias) terem sido os brindes e os velhos reformados pobres que perdem os seus pagamentos de combustível de Inverno.”

Embora nenhuma das questões seja “tão má” como sugerem as manchetes, uma vez que a aceitação de donativos por políticos não é novidade e porque o pagamento ainda chegará a dezenas de milhões de reformados necessitados, “essa é a conclusão”, disse Fielding.

Longe de Whitehall, os primeiros dias de Starmer no cargo foram abalados por distúrbios raciais em todo o país, após um ataque fatal com facadas contra meninas no norte da Inglaterra. Agitadores online, atiçando chamas de divisão, inventaram um suspeito de ser um migrante muçulmano para culpar e conseguiram irritar milhares de manifestantes.

Starmer apoiou o que o seu secretário do Interior chamou de “justiça rápida” contra os manifestantes, ganhando elogios pela sua resposta calma, mas firme.

No entanto, o deputado de extrema-direita Nigel Farage liderou os críticos do PM, um grupo que inclui o bilionário Elon Muskao acusar o governo de supervisionar o policiamento de “dois níveis”, sugerindo, sem provas, que os grupos minoritários e a esquerda são punidos de forma menos severa do que os infratores brancos.

Entre motinsum escândalo e um golpe financeiro para os reformados, algumas das promessas menos dramáticas do Partido Trabalhista passaram despercebidas.

Em Setembro, Starmer prometeu um plano de 10 anos para melhorar o NHS, dizendo que não haveria financiamento extra para o serviço de saúde antes da reforma.

Uma questão importante da campanha eleitoral, a maioria dos britânicos será afectada por quaisquer alterações introduzidas no serviço de saúde, que enfrenta desafios que incluem longas listas de espera e escassez de pessoal.

“Os trabalhistas certamente esperam que os primeiros 100 dias não estejam na mente de ninguém quando houver uma próxima eleição”, disse Fielding.

“Quero dizer, você pode me dizer como foram os primeiros 100 dias do governo (ex-primeiro-ministro conservador) Boris Johnson? Eu certamente não posso.”



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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