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OTAN e Pentágono confirmam envio de tropas norte-coreanas para a Rússia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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A confirmação surge depois de a inteligência militar ucraniana ter registado a presença de unidades norte-coreanas na região russa de Kursk.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que tropas norte-coreanas foram enviadas para a Rússia dias depois de a inteligência militar ucraniana ter registado a presença de unidades norte-coreanas na região fronteiriça de Kursk.

Os militares ucranianos têm estado a operar na região de Kursk desde que organizaram um grande incursão em agosto.

Rutte disse na segunda-feira que a medida representava “uma escalada significativa” do envolvimento de Pyongyang na “guerra ilegal da Rússia” na Ucrânia, uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e uma “expansão perigosa” do conflito.

“O aprofundamento da cooperação militar entre a Rússia e a Coreia do Norte é uma ameaça tanto para a segurança do Indo-Pacífico como da Euro-Atlântica”, disse Rutte aos jornalistas depois de funcionários e diplomatas da NATO terem sido informados por uma delegação sul-coreana.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, soou o alarme sobre as tropas durante chamadas telefónicas com Rutte e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e acrescentou que Seul continuaria a consultar estreitamente a NATO.

O presidente dos EUA, Joe Biden, também chamou de “perigoso” o envio de tropas norte-coreanas para a Rússia.

Na segunda-feira, o Pentágono dos EUA observou que a Coreia do Norte enviou cerca de 10.000 soldados para treinar na Rússia.

“Uma parte desses soldados já se aproximou da Ucrânia e estamos cada vez mais preocupados com o facto de a Rússia pretender usar estes soldados em combate ou para apoiar operações de combate contra as forças ucranianas no Oblast de Kursk, na Rússia”, disse a vice-secretária de imprensa do Pentágono, Sabrina Singh, aos jornalistas.

Kiev instou seus aliados a fornecerem mais armas e permitirem ataques profundos em Rússiaque invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022. Moscou alertou os aliados ocidentais de Kiev contra o fornecimento de armas de longo alcance para serem usadas contra a Rússia.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também destacou que Kiev vinha alertando sobre o envio da Coreia do Norte há semanas, mas não houve uma resposta forte dos aliados.

“Agora o Secretário-Geral da OTAN confirmou isto. Resumindo: ouça a Ucrânia. A solução: suspender agora as restrições aos nossos ataques de longo alcance contra a Rússia”, disse ele no X.

O chefe de gabinete do presidente ucraniano, Andriy Yermak, disse que as sanções por si só não seriam uma resposta suficiente ao envolvimento norte-coreano.

Ele disse que Kiev precisa de “armas e de um plano claro para impedir o envolvimento expandido da Coreia do Norte”.

“O inimigo entende a força. Nossos aliados têm essa força”, disse Yermak no X.

O Kremlin inicialmente rejeitou os relatos sobre um destacamento norte-coreano como “notícias falsas”. Mas na quinta-feira passada, o presidente russo, Vladimir Putin, não negou que as tropas norte-coreanas estivessem na Rússia e disse que era da conta de Moscovo implementar um tratado de parceria com Pyongyang.

Além disso, um funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte não confirmou os relatos dos meios de comunicação social sobre o envio de tropas para a Rússia, mas disse que se Pyongyang tivesse tomado tal medida, acreditava que estaria em conformidade com as normas internacionais.





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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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