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Otimismo dos mercados globais é justificável? – 22/01/2025 – Solange Srour

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Solange Srour

A chegada do governo Donald Trump renovou o otimismo nos mercados globais. A expectativa de um aumento agressivo e imediato das tarifas comerciais não se concretizou, o que foi interpretado como um sinal de que sua estratégia seria “ameaçar para depois negociar” —algo bem menos combativo do que as promessas da campanha.

De fato, logo após seu discurso de posse, Trump renovou suas ameaças ao México, Canadá, Europa e China. O “novo normal” para a economia global parece ser conviver com muita incerteza.

A imprevisibilidade, que transcende a questão comercial, é um dos fatores que, na teoria econômica, mais prejudica o ambiente de investimentos. A incerteza acentua o adiamento de decisões estratégicas por parte das empresas, eleva o risco associado aos investimentos, aumenta as taxas de juros e, consequentemente, compromete o crescimento econômico como um todo.

No entanto, de forma surpreendente, as intenções de investimento e as projeções de crescimento dos EUA têm registrado uma melhora crescente. Essa tendência, que não se repete no restante do mundo, sugere que o excepcionalismo americano se intensificará.

Nos últimos cinco anos, a participação dos EUA nos investimentos estrangeiros diretos (IED) globais vem aumentando consideravelmente, em detrimento de países europeus e da China. Dados recentes mostram uma aceleração dessa tendência. A participação dos EUA nos novos projetos de IED aumentou de 11,6% em 2023 para 14,3% nos 12 meses até novembro de 2024, segundo informações da fDI Markets.

Durante esse período, os EUA atraíram mais de 2.100 novos projetos “greenfield” de IED, enquanto China e Alemanha somaram, juntas, menos de 400, o que representa um recorde de baixa.

Semana passada, o FMI atualizou suas projeções de crescimento e seguindo a linha dos principais bancos, revisando para cima as previsões para os EUA, enquanto reduzia para baixo as projeções de muitas outras economias. Esse movimento reforça que os riscos atuais devem acentuar ainda mais as divergências no crescimento global.

Vários fatores explicam o otimismo em relação à economia americana. Os republicanos estão focados na aprovação da extensão dos cortes de impostos implementados no primeiro mandato de Trump. Uma política tributária favorável aos investimentos tende a impulsionar a acumulação de capital, a produtividade e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Contudo, o impacto desse impulso dependerá do efeito potencial de aumentos nas taxas de juros, decorrentes do aumento do déficit público. Outro fator de risco é a política imigratória, que pode impactar a força de trabalho.

Outro pilar da nova agenda é a desregulamentação, que tem gerado entusiasmo entre investidores. Setores como energia, financeiro, saúde e tecnologia são vistos como os principais beneficiários. Ao mudar a política comercial e tarifária, Trump pretende também incentivar e proteger várias indústrias americanas que podem no curto prazo trazer um impulso ao PIB, ainda que ao custo de uma maior inflação e menor eficiência.

Enquanto os EUA podem, de fato, colher frutos dessas políticas —ainda sem muitos detalhes e dependendo dos contrapesos citados aqui—, o otimismo em relação ao restante do mundo deveria ser mais cauteloso, especialmente para os países que, há muito tempo, não priorizam reformas estruturantes. Para o Brasil, que segue adiando as reformas essenciais, a incerteza global não é apenas mais um desafio, mas um alerta. Não por acaso, a taxa de juros reais da NTN-B de 2035 atingiu, essa semana, seu maior nível histórico.


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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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