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Ouro atinge US$ 3.000 pela primeira vez – 14/03/2025 – Mercado

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Ouro atinge US$ 3.000 pela primeira vez - 14/03/2025 - Mercado

Leslie Hook

O ouro disparou para um recorde acima de US$ 3.000 (cerca de R$ 17.204) por onça troy, à medida que os temores sobre a ameaça ao crescimento global pela guerra comercial de Donald Trump levam investidores a buscar o metal como refúgio seguro.

O preço do ouro subiu para US$ 3.004 (cerca de R$ 17.227) por onça troy nas negociações iniciais desta sexta-feira (14). O ouro tem sido um dos ativos de melhor desempenho no mundo desde que Trump assumiu o cargo em janeiro, e subiu 14% desde o início do ano.

As políticas tarifárias voláteis do presidente dos Estados Unidos geraram preocupações de que uma guerra comercial global alimentará a inflação e causará uma desaceleração econômica nos EUA, fazendo com que as ações de Wall Street entrem em correção e aumentando o apelo do ouro.

Expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) também impulsionaram o ouro, que como um ativo sem rendimento geralmente se beneficia de custos de empréstimo mais baixos.

“Tanto investidores institucionais quanto privados estão recorrendo ao ouro para proteger seus portfólios contra turbulências econômicas”, disse Alexander Zumpfe, negociante sênior de metais preciosos na Heraeus.

“O mercado físico de ouro está experimentando uma forte demanda” porque os metais preciosos são valorizados como proteção contra crises econômicas, acrescentou.

Os últimos grandes marcos de preço do ouro foram durante a crise financeira, quando ultrapassou US$ 1.000 (R$ 5.734) por onça troy em março de 2008 —e durante a pandemia de Covid-19, quando os preços atingiram US$ 2.000 (R$ 11.469) em agosto de 2020.

Preocupações de que Trump possa impor tarifas sobre o ouro levaram a um aumento sem precedentes de barras de ouro em Nova York, onde os estoques na Comex atingiram níveis recordes.

Desde que Trump foi eleito, mais de US$ 70 bilhões (R$ 401,4 bi) em ouro foram transportados para Nova York, embora esse fluxo tenha começado a desacelerar recentemente.

O aumento inesperado nos preços do ouro este ano fez com que bancos de investimento corressem para revisar suas previsões de preço. Pelo menos quatro bancos —Citibank, Goldman Sachs, Macquarie e RBC— elevaram suas previsões nas últimas semanas.

O aumento acima de US$ 3.000 significa que o ouro subiu quase dez vezes desde 2000, superando os principais índices de ações.

O ouro é a classe de ativos de melhor desempenho do século 21 até agora

Desde o início do milênio, o ouro se beneficiou de choques de mercado como a crise financeira de 2008 e o voto do Brexit no Reino Unido em 2016, bem como do aumento dos conflitos geopolíticos, disse ele.

“Essa foi a mudança de paradigma para o ouro, aquela confiança que a democracia ocidental tinha há 25 anos foi absolutamente destruída”, disse Adrian Ash, da BullionVault.

O aumento do ouro nos últimos anos também foi impulsionado pela demanda de bancos centrais à medida que diversificam suas reservas para longe do dólar americano. Bancos centrais, principalmente em mercados emergentes, compraram mais de 1.000 toneladas de ouro anualmente nos últimos três anos consecutivos.

John Ciampaglia, CEO da Sprott Asset Management, disse que os crescentes níveis de dívida governamental foram um dos maiores fatores impulsionando o desempenho do ouro desde o início do milênio.

“Os níveis globais de dívida explodiram nos últimos 25 anos, eles estão começando a realmente pesar sobre as economias e orçamentos”, disse Ciampaglia. “É por isso que o ouro se provou como uma reserva de valor, não apenas nos últimos 25 anos, mas nos últimos 5.000 anos, porque pode manter seu valor em relação às moedas tradicionais.”

O impulso do ouro sugere que os preços provavelmente subirão ainda mais este ano, de acordo com Michael Haigh, analista de commodities da SocGen, que prevê um preço de US$ 3.300 (R$ 18.925)por onça troy até o final do ano.



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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