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Pacientes e funcionários presos no Hospital Kamal Adwan, em Gaza, em meio ao cerco israelense | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Militares israelenses cercam o complexo de uma das poucas instalações médicas parcialmente funcionais no norte após bombardearem o prédio.

Mais de 150 pacientes e funcionários estão presos no Hospital Kamal Adwan em Beit Lahiya enquanto o Cercos militares israelenses o centro médico, disse a Defesa Civil Palestina em Gaza à Al Jazeera.

As forças israelenses invadiram o hospital no norte de Gaza na sexta-feira e ordenaram que os pacientes fossem para o pátio principal, informou a agência de notícias Wafa, enquanto realizavam prisões em massa.

O ataque ocorreu um dia depois de tanques israelenses terem bombardeado o complexo do hospital, uma das poucas instalações médicas ainda em funcionamento no norte do enclave, quando o cerco israelense entrava na sua terceira semana.

Segundo o diretor do hospital, Hussam Abu Safia, a unidade de terapia intensiva sofreu graves danos com o ataque do tanque. Ele alertou que o hospital poderia se tornar uma vala comum, já que um paciente morria a cada hora como resultado do ataque militar israelense.

Reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, Hani Mahmoud, da Al Jazeera, disse que testemunhas e médicos no local disseram que incêndios começaram, dificultando a evacuação das pessoas do prédio e a operação de ambulâncias.

Palestinos feridos no bombardeio israelense ao prédio residencial do Projeto Beit Lahiya aguardam tratamento no Hospital Kamal Adwan em 23 de outubro de 2024 (AFP)

Pacientes feridos e aqueles com outras complicações de saúde foram arrastados para fora dos edifícios, para o pátio do hospital, informou Mahmoud.

“Isso está acontecendo num momento em que se esperava que o combustível chegasse ao hospital para sustentar os geradores de energia”, disse Mahmoud. “É difícil imaginar que o hospital será capaz de sustentar as suas operações agora, uma vez que está sob ataque direto dos militares israelitas.”

Ele disse que havia uma forte presença militar na área, com dezenas de tanques israelenses cercando o complexo médico.

Os militares israelitas disseram que as tropas continuavam as operações terrestres em toda a Faixa de Gaza e alegaram que tinham desmantelado infra-estruturas e poços de túneis e matado combatentes na área de Jabalia, no norte.

Não comentou a situação imediata dos hospitais e campos.

Hospitais sob fogo

Uma segunda instalação médica em norte de Gazao Hospital Indonésio em Beit Lahiya, foi colocado fora de serviço na segunda-feira, quando soldados israelenses invadiram uma escola e detiveram os homens antes de incendiarem a instalação. O fogo atingiu os geradores do hospital, causando queda de energia.

Mahmoud, da Al Jazeera, disse que os painéis solares no telhado também foram danificados, “deixando o Hospital Indonésio sem qualquer fonte de energia”, inclusive para linhas de vida, como incubadoras.

As pessoas evacuadas do Hospital Indonésio foram deslocadas para o Hospital Kamal Adwan, uma instalação de médio porte que luta para acomodar pacientes além da capacidade.

As Nações Unidas disseram que foi incapaz de chegar aos três hospitais no norte de Gaza – Kamal Adwan, Hospital Indonésio e Al-Awda – apesar de exigirem acesso para permitir a entrada de ajuda.

O Gabinete dos Direitos Humanos da ONU disse estar “cada vez mais preocupado com a forma como os militares israelitas estão a conduzir as hostilidades” no norte de Gaza, também com a “interferência ilegal na assistência humanitária e nas ordens que estão a levar ao deslocamento forçado”.



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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