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Paes: Se for para seguir Jesus, melhor estar com Lula – 08/10/2024 – Poder

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Prefeito reeleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) afirmou nesta terça-feira (8) em entrevista à Folha que vê meios de o presidente Lula (PT) se reaproximar do eleitorado evangélico e de lideranças do segmento.

Após uma vitória com o apoio de pastores e fiéis, apesar de ter enfrentado o bolsonarista Alexandre Ramagem (PL), Paes afirma ver proximidade entre as políticas públicas defendidas pelo petista e o interesse dos evangélicos.

“Ele sempre defendeu o Bolsa Família, transporte para as pessoas mais pobres, o Minha Casa, Minha Vida, em que a maioria das pessoas são evangélicas. […] O valor cristão ensina que você tem que cuidar dos mais pobres, ser mais solidário, mais humano. Então se for para seguir Jesus, é melhor estar com o Lula”, afirmou em seu gabinete na prefeitura.

Paes garantiu apoio à reeleição de Lula e minimizou a dubiedade na atuação do PSD e de seu presidente nacional, Gilberto Kassab. Afirmou que o PT “queimou cartucho” ao apoiar sua reeleição sob condição de apoio ao presidente em 2026, abrindo mão de exigir a vice na chapa.

“Se isso para eles foi condição, eles perderam uma ótima oportunidade de escolher outras condições. […] Já ia no automático. Não tinha a menor necessidade de gastar esse cartucho.”

Foi uma reeleição mais difícil do que em 2012?

A eleição de 2012 não tinha tantos fatores que poderiam mudar o jogo. O apoio do Bolsonaro e a máquina do estado a favor da candidatura do Ramagem eram fatores que estavam menos no meu controle do que em 2012. Sob esse aspecto, foi mais difícil, sim.

Quais serão as variáveis para decidir se sai para disputar a eleição em 2026?

A decisão está tomada: eu fico na prefeitura. O que eu vou fazer é participar ativamente e ajudar na construção de um projeto decente para o estado.

O sr. vê quadros no Rio que possam disputar com seu apoio?

Se eu não visse, eu ia precisar de uma terapia para abaixar a minha bola. E olha que eu sou um sujeito que até me acho um cara ok, mas seria demais. Claro que tem alternativas. Talvez não sejam os quadros tão evidentes que têm surgido nos últimos tempos.

O PSD saiu como um dos vitoriosos dessa eleição. Como o sr. avalia o resultado do partido?

O PSD não cometeu o erro de ficar subordinado a qualquer das forças protagonistas da política nacional. Essa foi a grande diferença. Uns se subordinaram totalmente ao [ex-]presidente [Jair] Bolsonaro, e outros à liderança do presidente Lula.

O PSD manteve a sua identidade, sem ter características de centrão. O centrão, para mim, é um sujeito que estava no governo do Bolsonaro e está no Lula também. O PSD não estava no governo Bolsonaro e está no governo Lula.

Todo mundo sabe que eu sou aliado do presidente Lula, mas eu não sou PT. Eu sou PSD. Temos as nossas discordâncias, nossas visões distintas do mundo. Isso é um pouco a característica do PSD. Manteve uma certa postura independente, de um centro pragmático que busca a solução para os problemas do Brasil, das cidades e dos estados que governam.

Mas, para o futuro, o PSD está com um pé em cada canoa. O Kassab está com o governador Tarcísio [de Freitas] e o sr., com o Lula.

Vamos esperar a dinâmica de 2026 se consolidar. Acho tudo muito prematuro. O Kassab tem sido honesto. O favorito é o incumbente. O Lula é um talento na política, sabe governar. Se ele for candidato à reeleição, é porque vai estar em boas condições físicas e de popularidade. Eu tenho certeza que o presidente Lula vai ser candidato e vai se reeleger com o meu apoio.

O PT apoiou o sr. aqui sob essa condição. É um apoio condicionado ou convicto?

Se isso para eles foi condição, eles perderam uma ótima oportunidade de escolher outras condições. Porque, dado o grau de identidade que eu tenho com o presidente Lula, eles não precisavam nem ter condicionado porque já ia no automático. Se foi uma das condições, gastaram o cartucho à toa.

No discurso de vitória, o sr. falou que sua aliança seria um exemplo para o Brasil. Por quê?

Ela mostra que é possível, com forças distintas, que pensam diferente, construir consensos para melhorar a vida das pessoas.

A aliança com lideranças evangélicas é reproduzível em escala nacional?

Acho que sim. A igreja não é de um homem, é de Deus. Então, não é o bem contra o mal, nessa visão maniqueísta do mundo, “eu sou Deus, você é o diabo”. Acho que tem um meio-termo.

O PT e o Lula têm capacidade de se reconectar com essas lideranças religiosas?

Totalmente. O presidente Lula não é um sujeito de pautas anticristãs. Nunca foi. É defensor da liberdade religiosa. Nunca oprimiu nenhum evangélico. Cuida dos assuntos da vida real dos evangélicos, isso é uma prioridade dele. Ele sempre defendeu o Bolsa Família, transporte para as pessoas mais pobres, o Minha Casa, Minha Vida, em que a maioria das pessoas são evangélicas. É um sujeito que trabalha muito com os evangélicos.

O sr. imagina [o deputado] Otoni de Paula fazendo campanha para o presidente Lula?

Imagino ser possível. O valor cristão ensina que você tem que cuidar dos mais pobres, melhorar a vida das pessoas, ser mais solidário, mais humano. Então, se for para seguir Jesus, é melhor estar com o Lula.

As elites brasileiras, incluindo-se aí a imprensa, tratam os evangélicos como se eles fossem seres de outro mundo. Têm sido objeto de estudos e leituras um tanto quanto complexas.

A minha experiência é de relação de absoluta normalidade. Estão fantasiando esse personagem evangélico no Brasil como se fosse um ser de outro mundo. Não é. Ouvem lá o pastor deles também, mas influenciam mais o pastor do que o pastor a eles.

E a sua relação aqui com o governador Cláudio Castro, como fica?

Ele me ligou para dar os parabéns. Acabou a eleição, vamos para o institucional. Ele errou muito na eleição. Foi cúmplice do [Alexandre] Ramagem na tentativa de jogar sobre mim a responsabilidade das questões da segurança pública. Como eu não tiro print das minhas conversas com ele, quero crer que ele cometeu um erro de avaliação achando que, na eleição, vale tudo. Não vale, principalmente para quem está na função como ele está.

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

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Foto de capa [internet]

Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

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